Promover


Promover

Promover, Promoção (Promotion), Propaganda, Publicidade, Pesquisa, Público-alvo, Parceiros, Pós-Atendimento

Vários "P"s foram agrupados como "Promover" (= divulgação, comunicação dos méritos do serviço para convencimento da Clientela potencial), pois a interação entre eles é muito intensa, incluindo aqui Propaganda e Publicidade, que muitos confundem com o próprio Marketing, mas, como os leitores podem constatar neste livro, constituem uma "Parte" sua, mas longe está de ser o "Todo".

CURIOSIDADES:

Propaganda (do latim "propagare" => propagar, multiplicar por reprodução ou geração, estender) é a ação planejada e racional, desenvolvida em mensagens escritas e faladas, através dos veículos normais de comunicação (rádio, TV, cinema, imprensa, outdoors, internet e outras mídias), para a divulgação das vantagens, qualidades ou serviços de um produto, de uma marca, de uma idéia, de uma organização ou de uma pessoa, enquanto que Publicidade (do latim "publicus" => tornar público) é a divulgação de fatos ou informações a respeito de pessoas, produtos ou instituições, utilizando-se os veículos normais de comunicação, em caráter editorial, comumente fruto das atividades de relações públicas, entrevistas e informações à imprensa (eis mais um inglesismo: "press release" = notícia distribuída à imprensa para divulgação gratuita; sugestão de pauta). Alguns autores "simplificam" em demasia, sintetizando que a primeira é a divulgação feita através da mídia mediante pagamento, enquanto que a outra é matéria jornalística, que é obtida sem a compra do espaço.

No Brasil, as primeiras agências de Propaganda surgiram num período em que esta expressão era muito aplicada para definir as campanhas de convencimento pró-nazismo (2ª Guerra Mundial), o que levou estas empresas a se apresentarem mais como agências de Publicidade.

Da forma como são atualmente apresentados, ambos os conceitos se aplicam como se fossem sinônimos e, em muitos veículos de comunicação, nem sempre é fácil distinguir quando se trata de uma matéria jornalística, ou quando é um espaço de "propriedade" da empresa e/ou serviço divulgado... Afinal, o público confia muito mais no que for apresentado via reportagem, do que o conteúdo de uma propaganda, por melhor elaborada que esta seja.

Em "Onze Suposições Fatais Capazes de Arruinar o seu Programa de Marketing", de Philip Kotler, cabe aqui destacar a "Suposição fatal nº 2: Minhas fontes de referência vão me encaminhar todos os novos Clientes de que preciso". Claro que a chamada "propaganda boca-a-boca" é importante; o erro consiste em confiar somente neste método de divulgação e desperdiçar as diversas outras formas de comunicar seus serviços.

Contando "causos": no início da carreira como Terapeuta Holístico, tentando conciliar com outras profissões ao mesmo tempo, montei meu primeiro consultório "particular" , numa sala situada em um conjunto comercial compartilhado com mais uma dezena de colegas das mais variadas atividades correlatas. Buscando conselhos dos "mais experientes", era voz unânime que deveria ter paciência e contar com a idéia de que cada Cliente por sua vez traria mais outros e que, com o passar de alguns anos, teria uma "carteira" de uns 25 a 30 "Clientes fiéis". Contudo, acostumado à grande mídia nas minhas demais atividades, apliquei os mesmos conceitos de Marketing e enviei uma "sugestão de pauta" à direção de um conhecido programa feminino de televisão e fui chamado para a minha primeira entrevista como Terapeuta Holístico. Houve um retorno de mais de uma centena de telefonemas que resultaram em agenda lotada e em vários colegas "experientes" bastante enciumados...

Contando MAIS "causos": uma Cliente, enraivecida, contou-me o motivo de sua indignação: sua irmã havia pedido o endereço e telefone de meu consultório. _ "Ora, demorei tanto para encontrar meu Terapeuta, ela que ache o dela !"...

Ouço vários profissionais reclamarem da ausência de bons resultados em seus anúncios, questionando a Propaganda em si, ao invés de analisarem a adequação da forma, conteúdo e veículo de mídia escolhido. Mais um festival de "P"s a se Pensar: é Preciso Primeiro Pesquisar o Perfil do Público-alvo. Estatisticamente, nosso target (outro inglesismo muito utilizado, porém, perfeitamente dispensável e substituível por "público alvo"...) é composto por uma Clientela de classe média-alta e alta, ou seja, de elevado poder aquisitivo e cultural, sendo em sua maioria, mulheres na faixa etária adulta. Será que colocar uma faixa de pano na esquina da padaria atrairá e convencerá este público tão especial sobre a qualidade de seus serviços ? Ou será desperdício de verba e de esforços ? Anunciar seus serviços de consultório em uma revista que é lida por seus próprios colegas Terapeutas Holísticos será tão eficaz quanto seria a mesma divulgação em uma revista dirigida ao público feminino em geral ? O que transparece maior CREDIBILIDADE: comprar um grande espaço publicitário em um jornal de bairro classe média ou conseguir uma pequena reportagem (que é gratuita...) neste mesmo veículo ?

Outro equívoco comum é o erro quanto ao conteúdo. Nada afasta mais os Clientes potenciais do que sentirem-se vítimas de "propaganda enganosa", por isso, a ética é fundamental para moldar a mensagem de texto, áudio ou vídeo de sua divulgação. Promessas taxativas (absolutas) de resultados, de imediato afastam toda Clientela esclarecida, já que todos sabem que este tipo de promessas são impossíveis de ser garantidas. O mesmo se aplica a utilizar títulos que não existem na Terapia Holística, tais como "doutor", "professor", que em nada impressionam nosso público, que busca justamente algo DIFERENTE do convencional. Da mesma forma, utlizar o preço monetário da consulta como diferencial, além de anti-ético e de gosto discutível, igualmente afasta nosso público alvo, via de regra, de bom poder aquisitivo e que certamente preferem investir MAIS em troca de qualidade MAIOR. Divulgar seus serviços de Terapia Holística associando-o a nomes de "doenças", ou "emprestando" termos de outras profissões, tais como chamar de alguma forma de "medicina", além de funcionar, do ponto de vista legal, como uma "auto-confissão de exercício ilegal de medicina" (já que tanto o diagnóstico, quanto o tratamento de "doenças" é monopólio da classe médica...), também é absolutamente inconveniente do ponto de vista mercadológico: se for confundido com um "médico" ou com "algo parecido", você entra no último lugar naquela "fila" de mais de 300 mil concorrentes, que por sinal, estão sub-valorizados quanto aos valores de suas consultas. Atente ao fato de que nossa Clientela potencial possui seus médicos de confiança e os frequenta periodicamente, por isso, se quisessem tão somente alguém "vestido de branco, pedindo exames, falando de doenças e prescrevendo remédios", JÁ estão bem servidos. Por isso, quanto mais claramente se identificar como TERAPEUTA HOLÍSTICO (ou seja, inclua sempre sua numeração de CRT - Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado, juntamente com o nome de sua profissão) e focar seus serviços para a QUALIDADE DE VIDA, o AUTOCONHECIMENTO, a MAXIMIZAÇÃO DE POTENCIAIS, melhor será o seu mercado de trabalho potencial.

Cuidado também com o excesso de "tecnicismo", afinal, termos desconhecidos para o público, longe de impressioná-los, pode simplesmente afastá-los. O inverso também é prejudicial, ou seja, subestimar a capacidade de entendimento de nossos Clientes e "explicar demais", uma vez que não é objetivo central de uma divulgação de serviços, ministrar uma "aula" sobre as técnicas ofertadas. A estética visual e as frases de efeito em seus anúncios são igualmente importantes, tanto quanto o conteúdo.

Vejamos os textos a seguir:

TERAPIA HOLÍSTICA, em geral, procede ao estudo e à análise do Cliente, realizados sempre sob o paradigma holístico, cuja abordagem leva em consideração os aspectos sócio-somato-psíquicos. Faz uso da somatória das mais diversas técnicas, pois cada caso é considerado único e deve-se dispor dos mais variados métodos, para possibilitar a opção por aqueles com os quais o Cliente tenha maior afinidade: promove a otimização da qualidade de vida, estabelecendo um processo interativo com seu Cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão. Avalia os desequilíbrios energéticos, suas predisposições e possíveis consequências, além de promover a catalização da tendência natural ao auto-equilíbrio, facilitando-a pela aplicação de uma somatória de terapêuticas de abordagem holística, com o objetivo de transmutar a desarmonia em autoconhecimento.

Ou seja, estaria absolutamente adequado SE o público-alvo fosse os próprios profissionais do ramo e para apresentar junto aos órgãos públicos. Contudo, nosso "target" (desculpem o inglesismo...) para consultório é outro, portanto, que tal assim:

TERAPIA HOLÍSTICA (Terapia = harmonizar, equilibrar; Holística = do grego holus: totalidade) é mais Qualidade e Bem-Estar em sua vida, utilizando-se de uma somatória de técnicas milenares e modernas, sempre suaves e naturais, proporcionando harmonia, autoconhecimento e incrementando sua capacidade de ser bem-sucedido.

Ou

TERAPIA HOLÍSTICA: a Arte da Qualidade de Vida

Ou

TERAPIA HOLÍSTICA: Mais Qualidade Para Sua Vida

Contando ainda MAIS "causos": da mesma forma que ninguém confiaria a fiação de sua casa a alguém que se identifique como "eletrEcista", preferindo, certamente, quem seja um Eletricista, certamente que nenhuma pessoa que se adeque ao perfil de Clientes de Terapia Holística vai prestigiar alguém que trabalhe com "reikE", já que é melhor procurar os que se utilizem do Reiki, assim como jamais teriam coragem de ir a um "acuMpunturista", uma vez que basta solicitar ao SINTE que indicaremos os Acupunturistas mais próximos. Também nenhuma pessoa atenta procuraria um "TerapÊuta", pois existe os Terapeutas e menos ainda, algum "Teraputa". Há também quem se divulgue como "terapeuta Olístico" e nem consegue entender porque os Clientes preferem os "Terapeutas Holísticos" a ele. Parece piada, mas, infelizmente, são casos REAIS de erros de grafia em anúncios com os quais já tive contato. Por mais que tenha gasto no material, ao detectar este tipo de erros de impressão, creia, o prejuízo será menor se mandar tudo para a reciclagem, do que lançar assim mesmo para divulgação e ter sua imagem prejudicada....

Para refletir:

Considere mais alguns "P"s:

1) Parceria: o SINTE divulga os serviços de seus filiados ao público em geral e para reportagens, já que é ponto de referência respeitado e continuamente consultado via DDG 0800-117810 e internet, através dos formulários no site www.sinte.com.br e e-mail contato@sinte.com.br. Portanto, mantenha seus dados sempre atualizados junto aos seu órgão de representação profissional, incluindo suas técnicas e atividades extras que possam ser interessantes para a mídia. O site "terapiaholistica.net" que o SINTE disponibiliza para seus associados é mais um ponto de parceria que ajuda a Promover o seu trabalho perante um público de bom poder aquisitivo: os internautas.

2) Palestras: da mesma forma que se envia sugestões de pauta à imprensa, igualmente deve-se fazê-lo junto às instituições cujo público frequentador se enquadre no perfil básico do Cliente de Terapia Holística: empresas, centros culturais, livrarias, hotéis...

3) Publicações: poucas pessoas no Brasil vivem dos direitos autorais de seus livros, contudo, a Promoção indireta de ser autor rende tanto Clientes, como alunos. Quem sabe não chegou o momento de escrever seu próprio livro ? Ou, pelo menos, seus próprios artigos a ser publicados em revistas, jornais e em "sites" na Internet. O SINTE também assessora seus filiados neste campo...

4) Previna-se: ANTES de tornar públicas suas novas divulgações, envie-nas com antecedência ao SINTE para que este realize uma análise do ponto de vista técnico, ético e jurídico, apresentando-lhe sugestões construtivas.

5) Pós-Atendimento: mantenha a mesma atenção aos seus Clientes após a consulta; retorne seus telefonemas esclarecendo suas dúvidas; envie convites para suas palestras; lembre-se de agradecer quando indicarem seus serviços para outras pessoas.

Última atualização:
2007-06-27 13:38
Autor: :
SINTE SINDICATO DOS TERAPEUTAS
Revisão:
1.0
Avaliaçãoo mídia: 5 (4 Votos)

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