OS ARQUÉTIPOS DO TARÔ, OS DESLOCAMENTOS E AS MANIFESTAÇÕES DA CULTURA COMO INSTRUMENTOS DE MUDANÇAS PESSOAIS E EMPRESARIAIS


OS ARQUÉTIPOS DO TARÔ, OS DESLOCAMENTOS E AS MANIFESTAÇÕES DA CULTURA COMO INSTRUMENTOS DE MUDANÇAS PESSOAIS E EMPRESARIAIS  


  Julia T. Santos - Terapeuta Holística - CRT 30989 

EPÍGRAFE  

"Navegar é preciso, viver não é preciso"

                               Fernando Pessoa. 

"Viajar é preciso, viver não é preciso" 

                    DEDICATÓRIA 

          Dedico este trabalho a minha filha Giulia Beatriz Torres Marquezini, principal personagem de minha Lenda Pessoal. 

AGRADECIMENTOS 

Agradeço a Deus, aos meus mentores espirituais, aos ciganos: Rosa e Simão, a todos de minha família cármica e aos clientes e amigos que fazem parte da Teia de Minha Vida.  

Agradeço a amigos Mestres de meu caminho como Facelucia Barros Côrtes de Souza sempre disposta a me ajudar nas bifurcações e nas certezas da minha Trilha da Vida. 

SUMÁRIO                                                                      

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................. pg.8 

1.1 Conceito de Sicronicidade, Inconsciente Coletivo, Arquétipos, Insights, Física Quântica, Teoria dos Sistemas, Holismo e Ecologia.....................................................pg.9 

1.2 Os Arquétipos do Tarô e Símbolos como Instrumentos de Investigação e

Intervenção Sincronística..............................................................................................pg.12 

1.3 O Deslocamento como Componente Cultural e Religioso e de

Autoconhecimento..........................................................................................................pg.13 

2. METODOLOGIA...............................................................................................pg.14 

3. DISCUSSÕES ...........................................................................................................pg.15 

4. RESULTADOS .................................................................................................pg.16 

5. CONCLUSÃO..................................................................................................pg.17 

6. REFERÊNCIAS ...............................................................................................pg.18 

RESUMO 

Novo método de mudanças pessoais e empresariais é proposto utilizando práticas terapêutica sincronistas. O método está fundamentado, neste trabalho, através das teorias de Carl Gustav Jung, da Física Quântica da Teoria dos Sistemas, Holismo e Ecologia, nas discussões de Fritjof Capra, mas está baseado, também, no empirismo e na instrumentação do Tarô como oráculo. A metodologia consiste em utilizar consultas, cursos, visitações e viagens dos arquétipos, de forma integrada e natural que facilitem o autoconhecimento. Espera-se como resultado um processo de aprendizagem e autoconhecimento com interesses objetivando aprender a aprender e no aprender a ensinar através de momentos lúdicos, elevando a consciência de grupo e disseminar o respeito para com o objeto de visitação.  


PALAVRAS CHAVE 

Sincronicidade. Inconsciente Coletivo. Arquétipos. Insights. Física Quântica. Teoria dos Sistemas. Holismo. Ecologia. Tarô. Viagens. 

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1. INTRODUÇÃO 

Este trabalho visa apresentar uma nova metodologia baseada em conhecimento prático em Tarô Mitológico, roteiros turísticos e culturais com fundamentação teórica em Filosofia, Psicologia e Física, Holismo e Ecologia, para o autoconhecimento pessoal e empresarial, conforme descrito a seguir.

Ele se baseia, sobretudo, nas práticas aleatórias ou induzidas realizadas, ao longo de 17 anos, utilizando como instrumentos de autoconhecimento, o Tarô Mitológico, a Caminhada da Lua e os roteiros turísticos e culturais: Chapada Mística, Os Segredos do Recôncavo, Farinha com Dendê e Caramuru - Formação da Cidade do Salvador.

No primeiro item serão apresentadas as práticas fundamentadas em conceitos da Teoria da Sincronicidade e também dos conceitos de Inconsciente Coletivo, Arquétipos e Insights de Carl Gustav Jung, da Física Quântica, da Teoria dos Sistemas, Holismo e Ecologia na visão de Fritjof Capra, que serão discutidas, traçando um estudo cronológico de tendências dos pensamentos filosóficos e científicos.

Em segundo item será avaliado o Tarô, seus arquétipos, a simbologia e a os fenômenos sincronísticos, aliados a uma breve avaliação de marcos históricos e religiosos que validam a importância dos deslocamentos (passeios e viagem), como componentes de autoconhecimento.

A metodologia é a práxis do autoconhecimento e desenvolvimento de pessoas e empresas, onde serão associados os conceitos do primeiro capítulo e "arquetipizados" os atores, conteúdos, integrados aos lugares visitados. Os resultados são baseados nesta prática dos conceitos discutidos.

A idéia é contribuir para visão holística do mundo contemporâneo e tornar esta prática reconhecida no sistema das terapias da sincronicidade. 

1.1 Conceito de Sicronicidade, Inconsciente Coletivo, Arquétipos, Insights, Física Quântica, Teoria Dos Sistemas, Holismo e Ecologia. 

Após o mundo mágico dos tempos antigos, a filosofia aristotélica e teologia cristã que marcaram o período medieval, as teorias cartesianas e mecanicistas, trouxeram, sob a ótica das ciências, a individualização, a separatividade e a redução do sujeito, como sintetizado abaixo:

              "Nos séculos XVI e XVII a visão de mundo medieval, baseada na filosofia aristotélica e na teologia cristâ, mudou radicalmente. A noção de um universo orgânico, vivo e espiritual foi substituída pela noção do mundo como uma máquina, e a máquina do mundo tornou-se a metáfora dominante da era moderna. Essa mudança radical foi realizada pelas novas descobertas em física, astronomia e matemática, conhecidas como Revolução Científica e associadas aos nomes de Copérnico, Galileu, Descartes, Bacon e Newton. Galileu Galilei expulsou a qualidade da ciência, restringindo esta última ao estudo dos fenômenos que podiam ser medidos e quantificados." (CAPRA, Teia da Vida, 1996). 

Com a Revolução Científica a qualidade desaparece da análise, os fenômenos passam a ser medidos e quantificados. Os cincos sentidos, a estética, a ética, a alma, a consciência e o espírito são extintos (LAING apud CAPRA, 1996). O pensamento analítico de Descartés, com os fenômenos sendo analisados em partes para se chegar ao todo, impera.

Com a chegada do século XVIII e os diversos fracassos científicos, a busca é pela sobrevivência do cartesianismo, porém ao final daquele século e inicio do século XIX a arte, literatura e filosofia se contrapõem as ciências e retornam a idéia da terra como um ser vivo e provocam mudanças significativas, através de poetas, como o inglês romântico William Blake que, entre seus pensamentos, está a da falência do mecanicismo e reducionismo científicos, como se pode ver no verso: "Possa Deus nos proteger da visão unilateral e do sono de Newton". (BLAKE apud de Capra, 1996)

Goethe, poeta romântico alemão, analisa uma "ordem móvel" da natureza e da forma das relações do todo, que segundo Capra (1996) vai ser a linha de frente da concepção sistêmica.

Porém em meados do século XIX há um retrocesso e as explicações físicas, biológicas e químicas da vida passam a ser o centro das discussões. Algumas descobertas e teorias propiciam isto, como por exemplo, a descoberta das células.

Nessa "gangorra" de conceitos científicos, no inicio do Século XX os biólogos e bioquímicos organicistas voltam a se opor aos mecanicistas, retornam a idéia dos românticos e de Aristóteles e ao conceito de sistemas. As células combinadas levam aos tecidos, órgãos e organismos, que atestam a soma das partes formando o todo.

A Física apresenta mudanças substanciais, a exemplo de Werner Heisenberg, um dos percussores da Teoria Quântica:

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    "O mundo aparece assim, como um complicado tecido de eventos, no qual conexões de diferentes tipos se alternam, se sobrepõem ou se combinam e, por meio disso, determinam a textura do todo." (HEISENBERG, apud CAPRA, 1996).  

Na Psicologia, os alemães com a Teoria da Gestalt, Max Wertheimer e Wolfgang Kõhler, criam uma terceira forma de pensamento, que nem era o mecanicismo da Revolução Científica e tão pouco o vitalismo dos organicistas com a Teoria das Células, onde a idéia central era de que o todo era mais que a soma das partes.

Porém, anterior as teorias "gestaltianas", Carl Gustav Jung, médico e psiquiatra, em suas experiências a partir da teoria da Livre Associação de Freud, pai da Psicanálise e de quem foi discípulo, contribuiu com conceitos que mostraram que as coisas tendiam acontecer e serem representadas por símbolos e que havia uma memória mental, além do individuo e que esses optam por acessá-la ou não, como produto do livre arbítrio e de suas intelectualidades.

Estava criada a Teoria da Sincronicidade "coincidência significativa de dois ou mais acontecimentos" (JUNG, 2000), observada em acontecimentos sem relação de causa e efeito, um interior e outro exterior ao individuo, que podem se materializar em forma de símbolos e eventos que costumamos chamar de "acaso" ou "coincidências", como por exemplo: desejar algo e recebê-lo de presente.

A partir do conceito de sincronicidade se pode perceber que para que ocorressem fenômenos sincronísticos era preciso mais do que o desejo individual e assim nascia a Teoria do Inconsciente Coletivo, que pode ser explicado como uma fonte de todo conhecimento que se situa fora da alma humana, um conhecimento absoluto.

Esse "local coletivo" é como uma memória de "computador", onde estão "salvos" aprendizados, energias e tendências que podem ser acessados através de Arquétipos em situações espontâneas como em crises, sonhos, febres, perturbações, fenômenos de sincronicidade ou situações de indução. Nas formas indutivas, podemos classificar as terapias que utilizam oráculos.

Esses "acessos" a consciência maior na teoria junguiana, são os "Insights": lembrança simbólica repentinas de uma consciência maior, que podem ser decifradas através da tomada de consciência, quer espontânea ou induzida por técnicas terapêuticas.

O uso da mitologia nas ciências é baseado nas histórias e nos arquétipos e revelam verdades profundas que muitas vezes não estão evidentes para a consciência, existe independente do mundo e são instrumentos de acesso ao que Freud chamou de Inconsciente e que Jung classificou como interno e externo, recebendo este último o nome de Inconsciente Coletivo.

As teorias de Jung foram baseadas em várias teorias cientificas como as de Hipócrates: "simpatia de todas as coisas", a "união por um vínculo entre o que chamou de sensível e supra-sensível" de Teofastro, em Zózimo e suas alquimias, entre outros. Porém, serão nas teorias de Schopenhauer e Gottfried Wilhelm Leibniz as mais consideradas por Jung. Com o primeiro dialogou com o que chamou de "simultaneidade significativa" batizando o termo "sincronicidade", já de Leibniz utilizou os conceitos da "realidade através de quatro princípios: espaço, tempo, causalidade e correspondência", só discordando sobre a constância destes fatores, pois para Jung os "eventos sincronísticos" ocorrem irregularmente, de forma esporádica (CAPRIOTTI, 2007).

A partir do século XX proliferam as teorias chamadas "holísticas" e "sistêmicas" e a ecologia, para dar conta de um mundo repleto de tecnologias e um exemplo do pensamento sistêmico se pode observar no trecho abaixo:

    "Uma visão holística, digamos, de uma bicicleta significa ver a bicicleta como um todo funcional e compreender, em conformidade com isso, as interdependências das  suas partes. Uma visão ecológica da bicicleta inclui isso, mas acrescenta-lhe a percepção de como a bicicleta está encaixada no seu ambiente natural e social - de onde vêm as matérias-primas que entram nela, como foi fabricada, como seu uso afeta o meio ambiente natural e a comunidade pela qual ela é usada, e assim por diante. Essa distinção entre "holístico" e "ecológico" é ainda mais importante quando falamos sobre sistemas vivos, para os quais as conexões com o meio ambiente são muito mais vitais.O sentido em que eu uso o termo "ecológico" está associado com uma escola filosófica específica e, além disso, com um movimento popular global conhecido como "ecologia profunda"

    (CAPRA, A Teia da Vida, 1996). 

Todos estes conceitos, ciências, terapias têm como objetivo descobrir o objetivo e as melhores formas de relação do homem com a vida e, em resumo, descobrir a felicidade. As técnicas na contemporaneidade são inúmeras. O filósofo brasileiro descendente de libaneses, empresário e faixa preta em artes marciais, Talal Husseini, ao ser entrevistado pelo Jornal a Tarde em Salvador, onde fora lançar seu livro Paz Guerreira - O Caminho das 16 Pétalas, afirma: "Nós perdemos muito tempo porque não desenvolvemos certas faculdades mentais, como concentração, imaginação, memória, discernimento, consciência e atenção." (HUSSEINI, 2011).

Diante desta análise cronológica, a questão é: no século XXI as ciências e os ideais ecológicos e de sustentabilidade darão conta das almas e dos homens? 

1.2 Os Arquétipos do Tarô e Símbolos como Instrumentos de Investigação e Intervenção Sincronística. 

A origem das cartas de Tarô ainda é muito obscura, fazem parte da bibliografia do ocultismo e exercem fascínio nas pessoas há pelo menos 600 anos, visto que alguns pesquisadores dão conta de sua presença na Europa do século XVI.

Alguns acreditam que tenha surgido no antigo Egito, nas crenças célticas pagãs ou nos ciclos da poesia romântica do Santo Graal na Idade Média da Europa.

Percussor de nossas atuais cartas de jogar, divididas em naipes: paus, ouros, copas e espadas trazendo ilustrações de figuras e situações que, como no exemplo dos sonhos, representam insights, conteúdos da psique humana, trazem o consciente e inconsciente do sujeito e dá acesso ao que Jung chamou "Inconsciente Coletivo".

Funciona como um caminho de observação para que venham à tona os aspectos negligenciados do sujeito de análise, utilizando figuras arquetípicas.

Uma das formas de utilizar as cartas de Tarô como instrumento de autoconhecimento é observar o que Nichols (1980), chamou de Mapa da Jornada dos Arcanos, conjunto de 22 cartas repletas de símbolos, conhecidas como Arcanos Maiores.

O Louco é um personagem para alguns baralhos sem número, para outros recebe o número 22.  O fato é que funciona como um coringa, representando a força que impulsiona a jornada. A curiosidade é a mola que impulsiona a seguir, um viajante que se lança na estrada, sempre buscando, se aventurando e caminhando. Ele transita entre todos os símbolos das cartas, da primeira carta que recebe o nome de O Mago à vigésima primeira, o Julgamento, no Mapa da Jornada. São representadas estações de amadurecimento do herói, o Louco, e podem ser associadas aos estágios inconscientes aplicados a processos terapêuticos holísticos.

São 22 estações de aprendizados, chamados de Arcanos maiores, 56 cartas chamadas de Arcanos Menores, explicações, detalhamentos das estações de aprendizado subdivididas em 4 naipes de 14 cartas, agrupadas por área de significação. Paus que representa o aspecto espiritual, Ouros o físico, Copas o emocional e Espadas o mental. Somadas são 78 arcanos.

Seja no Mapa da Jornada de Sallie Nichols, seja em diversas obras e terapias e vivências de Tarô que sugerem caminhos, viagens e movimento, os arquétipos do Tarô são fortes instrumentos de movimentação interna e se associados a fluxos externos, como deslocamentos, caminhadas, trilhas, peregrinações ou viagens de lazer ou negócios, desde que objetivando os "insights e sincronicidades", podem ser potencializados. 

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1.3 O Deslocamento como Componente Cultural e Religioso e de Autoconhecimento. 

Os motivos religiosos figuram como umas das primeiras motivações de deslocamentos dos povos.

Vários foram os momentos culturais de vulto onde a viagem, o deslocamento é o instrumento de mudança, seja na fuga guiada por Moisés pelo Mar Vermelho ou na saída de Maomé e seu povo de Meca ou nas viagens a Terra Santa e a Roma pelos cristãos ou na contemporaneidade as viagens a Santiago de Compostela pelos místicos e católicos ou a ida a Israel pelas mais diversas religiões cristãs..

As Cruzadas, as Grandes Navegações, as dominações, as colonizações, a Primeira e Segunda Guerra, mudaram a face da humanidade, as fronteiras e a alma humana.

Hoje nas práticas turísticas se observa um numero grande de ações religiosas, culturais e místicas como ingrediente, onde se busca o conhecimento do externo tendo como instrumento as viagens, o deslocar-se para retornar a si. Muitos são as trilhas e caminhadas com intenções religiosas ou místicas criadas pelo mundo.

Paulo Coelho em suas obras trata sempre desta instrumentação para alquimia pessoal e a utiliza para criar seus enredos. Para escrever o Alquimista foi as Pirâmides do Egito e ao Deserto de Saara, o que significa que em nossas trilhas pessoais podemos achar caminhos, criar atalhos, virar esquinas, buscar saídas, encontrar e ser encontrado, escutar o vento, perceber os sinais, acessar as memórias das árvores ou das pedras e viajar em busca do que está dentro de cada um. Enredando a magia dos "insights", dos sinais, das sincronicidades: "- Esta é a magia dos sinais - continuou o rapaz. - Tenho visto como os guias lêem os sinais do deserto, e como a alma da caravana conversa com a alma do deserto." (COELHO., O Alquimista, 1988). 

2. METODOLOGIA 

A metodologia utilizada por ser exemplificada com uma visita o Centro Histórico de Salvador, onde ficando-se atentos aos aspectos culturais materializados na arquitetura, no modo de vida dos habitantes locais e ancorados nos personagens da literatura de Jorge Amado, se pode correlacionar tanto o arquétipo do Quincas Berro D' água ou de Tereza Batista, quanto às cartas do Diabo ou da Força no Tarô. O simbolismo do que se deixa levar pelos vícios ou pela luxúria podem desencadear fenômenos sincronísticos que podem levar a compreensão individual e coletiva do visitante.

Ao se deparar com o passado nas visitas aos engenhos do Recôncavo Baiano é possível ter insghts sobre o dia a dia de e os planejamentos empresariais, bem como sobre formato das relações profissionais.

Ou então, simplesmente caminhar a beira da praia saudando a "avó Lua", simultaneamente observando como caminhamos em nossa vida, tendo lampejos da forma, as distrações e as inflexibilidades.

A metodologia utilizada e associar à técnica de jogos e tiragem de cartas dos Arcanos Maiores do Tarô Mitológico as realizações de trilhas urbanas ou não, viagens e caminhadas. Ou simplesmente usar as viagens e visitas como autoconhecimento.  


3. DISCUSSÕES 

Ninguém volta de uma viagem igual, seja de férias, a trabalho ou direcionada ao autoconhecimento.

Há  quem acredite que as viagens, os aeroportos, as rodoviárias e as estradas são palcos onde o fenômeno da sincronicidade, o acesso ao inconsciente coletivo e a ancoração dos arquétipos, encontram terreno fértil. O fato é que quando estamos mais relaxados e em estados de crise ou felicidade estes aprendizados são mais eficazes.

É evidente que se estivermos mais atentos aos aprendizados que as viagens podem nos proporcionar, ao contrário de quem viaja para fugir da realidade ou em turismo de massa, os aprendizados acontecerão.

                "Eu acabara de escrever "As Valkirias", e estava no aeroporto de Brasília, esperando a hora de embarcar; para distrair-me, comecei a imaginar que capa deveria colocar neste novo trabalho. O avião atrasou, comecei a passear pelo saguão, e  descobri uma pequena galeria de arte no segundo andar, onde vi um quadro do Arcanjo Miguel, tema central do livro. Bastou ler a assinatura da pintora - Valkiria - para decidir que aquele quadro seria a capa. As coincidências não param ai.  "As Valkirias" foi publicado no dia 3 de agosto de 1992. Na semana seguinte, meu editor recebeu uma carta da pintora: "Faz exatamente um ano - 3 de agosto de 1991 - que terminei uma restauração numa igreja de Goiás.  Fiz sem cobrar nada, apenas por amor.  Neste dia, o padre me chamou e disse: "Deus encontrará uma maneira de lhe pagar.  Em um ano, um trabalho seu será muito conhecido".)COELHO, http://www.blogolhada.com.br/g1-blogs/PID30732/ - postado em 18/01/10).

Paulo Coelho e a pintora estavam atentos aos aprendizados e esta experiência nos faz afirmar que podemos usar desses expedientes para o autoconhecimento.

Os locais e experiências culturais podem desenvolver pessoas e empreendimentos; há sempre um aprendizado ao virar uma esquina e isto não é produto de "acaso" ou mérito do marketing de destinos. Em um universo de tantas ofertas, mesmo que sem se dar conta, qual o aprendizado de ter escolhido Miami ao invés de Machu Picchu. E se ao início, durante e ao término se fizer uma associação às cartas do Tarô, isto se potenciará. 


4. RESULTADOS  

Espera-se conduzir o viajante ou visitante a aprender mais ou tanto em uma viagem de trabalho em um centro cosmopolita., quanto ao peregrinar no Caminho de Santiago de Compostela, por um mês, a pé para acessar o autoconhecimento.

Assim como agendamos um jogo com uma taróloga ou marcamos uma consulta em um psicanalista, após lhes conhecer o oráculo e o método, espera-se poder agendar, propositalmente, uma forma e um destino para nosso aprendizado ou apenas observar viagens necessárias ou escolhidas.

Assim, viajar pode ser uma experiência muito mais rica, aliando arquétipos do Tarô, as técnicas de terapias da sincronicidade como instrumento de busca de respostas que povoam o mais profundo do viajante, o inconsciente.

E diante de um mundo contemporâneo onde os bens selecionados pela sociedade, chamada de Sociedade do Espetáculo, segundo Debord (1997), produzem isolamento, as viagens em grupo ou individual por seu componente sistêmico e de inter relações, podem ser profundamente integradoras, conduzindo mais facilmente ao inconsciente coletivo e as sincronicidades.

Os resultados destas práticas têm sido atestados por clientes que optam pelo Tarô Mitológico, a Caminhada da Lua, Roteiros: Chapada Mística, Os Segredos do Recôncavo, Farinha com Dendê e Caramuru e Formação da Cidade do Salvador, que aliam o aprendizado sócio cultural a busca interior induzida ou que relatam suas descobertas aleatórias em viagens de trabalho e lazer, parte de suas agendas. 

5. CONCLUSÃO 

Os 17 anos de prática com Tarô Mitológico, fundamentado pelos conceitos e teorias de Jung, aliado ao desenvolvimento de roteiros turísticos históricos sociais e culturais e aos valores tem atingido um objetivo maior que é o desenvolvimento de pessoas e empresas dentro de padrões de qualidade humana, sustentabilidade e ecologia profunda discutidas neste texto com as pesquisas de Capra.

A missão do programa de consultas, cursos, visitações e viagens é contribuir com a vida no planeta com roteiros e visitas que facilitem os processos de aprendizagens e autoconhecimento, com interesses objetivados no aprender a aprender e no aprender a ensinar, através de momentos lúdicos, eleva a consciência de grupo, dissemina o respeito para com o objeto de visitação, cultura local, meio ambiente e parceiros contidos no programa.

Esta Prática Terapêutica Holística de Sincronicidade é uma Lenda Pessoal parte do Inconsciente Coletivo, descoberta através de Insights em sincronicidade com crescente sistema de outras Lendas Pessoais e diversas Teias.  

6. REFERÊNCIAS 

CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida.S.Paulo: Cutrix, 1996.

COELHO, Paulo. O Alquimista. S. Paulo: Editora Rocco, 1988.

_____________. As Valkirias. S. Paulo: Editora Rocco, 1982.

DEIKE, Begg. Sincronicidade. S. Paulo: Cultrix, 2004.

DEBORD , Guy. A Sociedade do Espetáculo. S. Paulo: Contraponto Editores, 1997.

GREENE, Liz e SHARMAN - BURKE, Juliet. O Tarô Mitológico. Uma Abordagem para a Leitura do Tarô. S.Paulo: Siciliano, 1988.

JUNG, Carl Gustav. Sincronicidade - Um princípio de Conexões. S>Paulo:Vozes,2000.

JAWORSKI, Joseph. Sincronicidade - O Caminho Interior da Liderança. S.Paulo, Best Seller, 2005.

MACGREGOR, ROB e Trish. Os 7 Segredos da Sincronicidade. Estrela Polar, 2011.

NICHOLS, Sallie. Jung e o Tarô - Uma Jornada Arquetípica. S.Paulo: Cutrix, 1980.   

Entrevista publicada na Revista Muito numero 168 de 19 de junho de 2011 em Salvador/BA de Talal Husseini autor de Paz Guerreira o Caminho das 16 Pétalas. S. Paulo: Edições Nova Acrópole, 2011. 

http://www.blogolhada.com.br/g1-blogs/PID30732/. Acesso 20 de junho, 2011.

Tags: arquetipos, Holismo, insights, jung, sincronicidade, taro
Última atualização:
2011-07-04 14:18
Autor: :
Julia T. Santos - Terapeuta Holística - CRT 30989
Revisão:
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