Aromaterapia


Aromaterapia





A magia dos perfumes vem sendo utilizada há milhares de anos dentro das escolas iniciáticas na forma de poções mágica, incensos e emplastros.

Mesmo em hieroglífos consta que os egipicíos usavam plantas com fins terapêuticos e religiosos.

Cleópatra, uma das mulheres mais desejavéis da história, entendia muito bem o poder do perfume. Navegava pelo Rio Nilo nos braços de Marco Antonio, envolta em fragância. Não só fazia friccionar seu corpo com óleos essenciais irresistíveis, como também as velas de seu barco estavam encharcadas neles.

Com o passar dos anos, essa arte/ciência se ramificou em dezenas de especialidades. Mas, basicamente, centrou seu desenvolvimento nos grandes laboratórios de cosméticos.

É óbvio que um perfume comprado num Shopping, jamais corresponderá à necessidade individual astrológica de cada um. Apesar disso reconhece-se a habilidade dos mestres-perfumistas em suas incrivéis criações, verdadeiras obras de arte são desenvolvidas. Da França, Oriente, em especial da India, exportam-se verdadeiros buquês engarrafados, que arrancam suspiros que vão do prazer olfativo à mais perfeita antevisão do bem estar espiritual.

Atualmente a Aromaterapia é uma versão contemporânea da antiga arte de tratamento. Baseia-se na premissa de que o melhor modo de previnir a enfermidade é fortalecer os mecanismos de autodefesa do corpo. A aromaterapia ajuda a restabelecer a harmonia entre o corpo e a mente , harmonia essa constantemente sabotada pelas tensões da vida moderna e pela contaminação de nosso aspecto, nosso modo de sentir e de pensar.

A Aromaterapia baseia-se na utilização de um aroma (puro ou composto) das seguintes formas:

— Incenso.

— Banhos aromáticos.

— Terapia Corporal com óleos aromáticos.

— Inalações.

Com o perfume pessoal é possível obter-se o equilíbrio, o que nos leva a acreditar que a partir de tal equilíbrio a pessoa melhora fisicamente, profissionalmente, afetivamente, socialmente, enfim, em todos os aspectos da existência.

Resta dizer que a perfumaria se utiliza dos elementais das flores, os mais efluvios, sútis e espirituais de toda linhagem vegetal e quiçá, da cosmogonia planetária.

 

"Plante um jardim em sua aura, ela é sua casa e seu quintal."

 

AROMATERAPIA ANTIGA

Por meios de trabalhos corporais, banhos, infusões e outras terapias, a Aromaterapia aplica óleos essenciais para reviver, reconstituir e cuidar o corpo. A Aromaterapia é parte de uma tradição terapêutica natural que tem mais de 8.000 anos. Até meados do século passado, todos os remédios para problemas crônicos, dores e enfermidades infecciosas derivavam de plantas, as quais atribuíam poderes espirituais e harmonizantes.

Ao longo de todos esses anos, a arte de tratar naturalmente tem sido uma ciência séria. Sacerdotes,  e curandeiros, desde da China até as Américas, prepararam poções aromáticas de folhas, flores e ervas, e as usavam em combinação com técnicas terapêuticas que incluiam trabalhos corporais ou a "imposição de mãos". Óleos e incensos preparados de plantas e sedutoramente perfumados, aliviando a dor e as vezes proporcionavam banhos estimulantes, e eram brindados aos deuses como oferenda religiosa. Se bem que agora tendemos a considerar com cepticismo o poder das plantas preferindo em seu lugar receitas de farmácias menos sutis e de efeitos mais rápidos, as análises científica tem mostrado que a terapia natural a base de ervas e avaliadas pelo tempo podem ser extraordinariamente eficazes.

A história da Aromaterapia começa com o homem de Neanderthal, o qual segundo crê os arqueólogos, foi um dos primeiros a usar poções à base de plantas.

Em 1975 descobriu-se um esqueleto da idade de 70.000 anos no Iraque; ao lado deste homem, chamado Shanidar IV encontrava-se depósitos concentrados de pólen de flores. Os cientistas pensam que Shanidar IV era um líder religioso e versado em botânica. Em escavações na América Central e do Norte encontraram também sementes de ervas medicinais e pedras para moer. (a antiga ferramenta farmacológica), que se data do ano 3.000 A.C.

A história registrada pelos antigos deixa constante o uso terapêutico das plantas e óleos aromáticos muito antes do nascimento de Cristo.

Em um dos mais antigos manuais de terapia, escrito no ano 2.000 A.C., o Imperador Chinês Kiwang-Ti descrevia as propriedades do ópio. E ainda antes, segundo nos diz os hieróglifos, os egipícios usavam plantas aromáticas com fins terapêuticos e religiosos. As resinas e óleos perfumados derivados de plantas desempenhavam um importante papel nas práticas funerais egipícias.

Os primeiros embalsamadores mumificavam os mortos cubrindo seus corpos com uma resina importada de coníferas derretidas. Esta resina suprimia a atividade bacteriana per-mitindo assim que os membros da família real chegasssem ao outro mundo intactos. Os lenços com os quais envolviam as múmias eram embebidos com incenso e mirra, trazidos da África pela expedições da 18ª dinastia do Reino Hostshept. Os sarcedotes egipícios, que eram os curadores da sociedade, prescreviam a mirra, que era tida como consagrada pelos os Deuses da Lua, como agente anti-inflamatório. Também se usava a mirra para deliciar o olfato e assegurar a boa vontade das divindades. Em efeito disso, os egipícios acreditavam que a terapia era eficaz precisamente porque haviam sido prescritos por alguns Deuses. Pois os perfumes também eram essenciais para os prazeres da vida egípicia.

A mirra e o incenso combinados com alecrim e tomilho, serviam para fazer uma pasta perfumada que os homens usavam debaixo de suas elaboradas perucas. O calor do Nilo ia derretendo pouco a pouco, cobrindo o rosto e o corpo com esta forma orgânica de desodorante, se bem que viscosa.

Foram os egípicios que iniciaram a arte de extrair as essências das plantas aquecendo-as em recipientes de argila, foram os alquimistas gregos que inventaram a destilação (destililar as essências das plantas e fervendo-as ou cozinhando-as em vapor preserva por sua vez a fragância e suas propriedades terapêuticas). Também os terapeutas gregos desenvolveram a ciência aromática.

Galeno, o Célebre terapeuta grego, foi um dos primeiros erbanários do mundo. Seu famoso manual sobre o uso das plantas foi a Bíblia terapêutica do mundo ocidental durante quinze séculos, e se encontrava nas livrarias dos monastérios europeus.

Outro grego, Teofrasto, foi o primeiro verdadeiro Aromaterapeuta; escreveu um tratado guia sobre os aromas, relativo aos odores, no qual analisava os efeitos de diversos aromas, no pensamento, no sentimento e na saúde. Também investigou o processo pelo qual percebemos os odores e a sutíl relação entre sabor e odor.

Os romanos idealizaram grande parte do conhecimento médico e dos gregos, pois foram os próprios romanos hedonistas quem aperfeiçou a capacidade de se deliciar da ciência aromática. No palácio de Nero haviam tubulações especiais de prata que espalhavam perfumes sobre os convidados amantes dos prazeres. No ano três da Era Cristã, Roma havia se transformado na capital mundial do banho, com os milhares de balneários perfumados espalhados por toda a cidade.

As conquistas, as cruzadas e o crescimento das redes comerciais ampliaram e combinaram os conhecimentos e as técnicas de herbários e perfumistas. A conquista do afeganistão por Alexandre teve como consequência uma união casual das tradições medicinais gregas e indianas. Suas extensas rotas comerciais permitiram aos romanos importar espécies da India e goma-resinas da Arábia, país este o­nde estavam desenvolvendo novos e importantes produtos e processos aromáticos. Foram os árabes que finalmente aperfeiçoaram a destilação, criando as mais potentes das essências.

Durante a idade obscura européia, o mundo árabe, afamado por seus exóticos perfumes, continuou aperfeiçoando seus sedutores aromas e suas mágicas poções.

O incenso, a mirra e outras espécies eram importadas de Meca para os químicos árabes. Certo Yakub al-Kindi de Bagdad, que viveu até o ano 850, descreveu a destilação de almiscar e bálsamo em seu livro de perfumes e destilação. Avicena, o princípe dos farmacêuticos, foi o primeiro a des-tilar a essência de rosas, um processo caro, e que necessita-va mil quilos de pétalas de rosa pura para preparar meio quilo de essência, portanto tornando-se um produto caríssimo. Avicena era convicto que esta essência curaria seguramente os problemas digestivos, portanto valia seu custo.

As rotas comerciais árabes fizeram dos oléos essenciais um ingrediente chave para o comércio internacional. Im-portava-se o Bálsamo do Egito, o Açafrão e o Sândalo da India, e o Cânfora da China. Traziam o almiscar para o Himalaya desde do Tibet. Os árabes empregavam as novas fragâncias de um modo único.

Na Idade Média as confrarias de boticários haviam se estabelecido no norte da Europa e os especiais óleos essenciais importados do Oriente melhoravam a qualidade de vida, ao mesmo tempo que elevava a taxa de sobrevivência. Durante a peste negra queimava-se incenso resinoso de pinho, cipreste e cedro nas ruas, em moradias de enfermos e nos hospitais. Os perfumistas que preparavam os incensos aparentemente foram imunes a virulenta enfermidade que aniquilou a grande porcentagem da população. Hoje temos provas científicas da ação antibacteriana destes oléos essenciais antissépticos e naturais.

Durante o século XV, os óleos essenciais continuaram influenciando a saúde e a felicidade da Europa. Alguns perfumistas não só criaram aromas sedutores, senão também mortíferos venenos. Catarina de Medicis, ao casar-se com o rei da França, levou com ela seu perfumista para em caso de necessidade, enviar algumas luvas envenenadas aos seus inimigos. É parte de um ou de outro complô maquiavélico, as essências serviram a boa causa de lutar contra infecções. Um medicamento favorito, "o vinagre quatro ladrões" uma união de absinto, alecrim, sálvia, hortelã-pimenta, lavanda, canela, cravo, nós-moscada, alho e cânfora, macerava-se em vinagre de vinho, friccionava-se o corpo todo para manter distante as enfremidades.

Em meados do século XIX começaram investigações científicas na Europa e Grã-Bretanha para determinar o efeito dos óleos essenciais sobre as bactérias e os seres humanos.

Durante muitos e muitos séculos as plantas, em forma de óleos essenciais, unguentos, incensos e infusões, serviram não somente para proporcionar prazer e bem estar como também para combater os desequilíbrios.

Ainda embora as "drogas milagrosas" modernas tenham trazido enormes benefícios, seu uso conduz o alienamento do mundo das plantas e a perda do benéfico contato com a terapia, sem mencionar o prazer de tocar-se e tratar-se mútuamente. As substâncias que aos poucos trazem efeitos secundários e alérgicos — substítuiram o dado natural, não somente os medicamentos como também os perfumes. Afortunadamente alguns astutos investigadores franceses impediram que a antiga tradição da terapia aromática desvanecesse no esquecimento.

 

 

AROMATERAPIA MODERNA

 

Ao começo deste século, um quimíco francês, Renê Maurice Gatte fosse, fundou uma casa que produzia óleos essenciais para seu uso em cosméticos e perfumaria. Um dia queimou a mão em seu laboratório; recordando que se dizia que a lavanda tratava queimaduras e que aliviava dores, colocou-a imediatamente em sua mão, rapidamente a queimadura perdeu o vermelhidão e começou a sarar. Impressionado pela capacidade reconstituinte dos óleos, Gattefosse deu iníciou às suas investigações acerca dos poderes terapêuticos dos óleos essenciais.

Sua teoria consistia que, os óleos essenciais ao serem aplicados externamente, poderiam penetrar em orgãos adjacentes, porque a pele está interrelacionada com o cérebro e o sistema nervoso. O nariz, e a pele, dizia, podem levar efeitos rejuvenecedores à outras partes do corpo. Então classificou as diversas formas que as essências afetam o metabolismo, os nervos, os orgãos de digestão e as glândulas endócrinas. Devido o resultado, Gatefosse então resolveu cunhar a palavra AROMATERAPIA em 1928.

Em Paris, no berço da moderna aromaterapia, o médico Jean Valnet descobriu os estudos de Gattefosse; intrigado com seu método de tratamento natural, começou a dedicar a maior parte de seu tempo à experimentar os óleos essenciais e anotar os resultados. Mas ao mesmo tempo, uma notável bioquímica, Marguerita Moury desenvolvia um método único de aplicar os penetrantes oléos por meio do toque. Ao lhe outorgarem o Prêmio internacional pelo seu trabalho ao cuidado natural da pele, Madame Moury teve importante revelações acerca do modo em que os óleos essenciais podiam aliviar tensão e melhorar a pele.

Micheline Arcier estudou e trabalhou com Moury e Valnet; logo extenderam o enfoque da Aromaterapia e Terapia Corporal e os desenvolveu como um sistema de saúde total. Madame Micheline Arcier, que trabalhava muito com a comunidade médica, crê que a Medicina moderna e as antiquíssimas técnicas terapêuticas poderiam unir suas forças para fazerem a todos felizes, sãos e equilibrados.

Atualmente a aromaterapia nos proporciona uma versão contemporânea da antiga arte de tratar, se baseia na premissa de que melhor nada mais é do que para previnir a enfermidade é fortalecendo os mecanismos de autodefesa do corpo. A Aromaterapia ajuda a restabelecer a harmonia entre o corpo e a mente, harmonia essa constantemente sabotada pelas tensões da vida moderna e por contaminação do nosso meio ambiente. Desta forma a aromaterapia pode afetar positivamente nosso aspecto, nosso modo de sentir e pensar. Todos podemos melhorar nossa saúde e comunicação afetiva por meio do toque ou outra prática aromática acreditada pelos séculos.

 

 

A MAGIA DAS ESSÊNCIAS

O ingrediente mais importante em terapia corporal com aromaterapia é o óleo essencial. Esta substância viva, pura e natural, a essência da planta e da flor é quem contém o poder concentrado de sua força vital.

Óleo é em realidade, um termo enganoso para denominar a estes elixires promotores da vida. Os aromas não são de modo algum oleosos, são essências voláteis que se evaporam facilmente se ficarem expostos ao ar. (por isso é que se pode usar tanto em vapores, como aplicados sobre a pele). Estas substâncias químicas-orgânicas e naturais são soluvéis em óleo, álcool ou em água. Todas as essências são diferentes devido aos produtos químicos das plantas e das flores das quais estão sendo feitas.

Cada essência tem diferente função, fragância e inclusive cores. As investigações científicas vem demonstrando a eficácia antisséptica dos óleos essenciais. Vem sendo tem comprovado que eles decompõem e neutralizam as bactérias e vírus. Sua fragância não esconde simplesmente o odor corporal; mas também através de sua ação química, suprimem os organismo que causam o odor corporal. Como já mencionado os óleos essenciais tem odores voláteis, ou seja, evaporam-se em contato com o ar. Isto já o difere dos óleos comuns, além do mais a sua consistência é mais líquida tendo uma absorção na pele mais intensa e não permanecendo portanto oleosa a pele na qual foi colocada.

Muitas essências são claras, sendo poucas coloridas;o benjoin évermelho, a bergamota éverde, o limão é amarelo, a camomila é azul. Eles são solúveis em álcool, ether, além disso tem propriedades fixadoras tais como: o benjoin, o almiscar, o patchouly, que não são solúveis em água. Os efeitos como o calor, a luz, o ar e misturas tendem geralmente a deteriorá-las. Eles devem portanto serem mantidos em locais escuros e frios.

OS CHAKRAS

Segundo a tradição hindú, existe sete chakras principais que se relacionam com seis plexos.

Os chakras são centros de força vital a diferentes níveis de experiência ou consciência no sistema humano.

A palavra chakra significa roda, em sânscrito, e estes centros de energia são como rodas ou vértices de força. As energias sediadas nesses níveis se manifestam através desses centros.

Os chakras no entanto parecem para quem estáolhando uma pessoa que há um globo de luz em sua volta denominado aura, as vezes muito forte, ou as vezes muito fraca, depende da sua evolução e sua vitalidade.

Não se engane com "evolução": as vezes a pessoa está muito "evoluída" mas está sem vitalidade, então se verá muito brilhante na parte da cabeça e muito pastel na parte sexual. Uma pessoa medianamente brilhante terá um ovóide, que subdividirá em 27 outros ovóides que sairão num espaço infinito, sairão num planeta e estará ligado a uma outra entidade maior. Portanto esse ser, esse globo de luz tem alguns nós físicos, a aura portanto também é física e é a partir do chakra sexual que ela transcende, ela vem do espaço supra-terrestre (sendo matéria não dominável pelo homem), a partir do momento que ela é inserida em seu corpo ela é sua, sendo o momento quando ela começa a se tornar energia física.

Quem somos nós? Somos seres desse globo de luz o vigésimo oitavo globo que penetra e continua a fazer mais 28 quebra de luzes, ou pontos, ou vórtices, ou turbilhões de energia a frente do corpo, nos braços, nas mãos e esses 28 pontos se subdividem em 72 mil pequenos chakras.

Em cada uma das mãos se tem 36 pequenos chakras, sendo uma mão receptiva e a outra doadora. Estes chakras são turbilhões de energia que giram no sentido horário e anti-horário em nosso corpo. É importante que os chakras estejam girando harmonicamente nos dois sentidos.

 

EXEMPLOS DE AROMAS PARA ALINHAMENTO DOS CHAKRAS

 

CHAKRA 1 PARA O BÁSICO E ENERGÉTICO

- Acácia, hortelã, madressilva, almiscar.

 

CHAKRA 2 PARA O PLEXO SOLAR E CARDÍACO

- Vétiver, sândalo, orquídea, heliotrópio.

 

CHAKRA 3 PARA O LARÍNGEO E VISÃO

- Narciso, bergamota, jacinto, opium.

 









Celi Coutinho
CRT 21270
Terapeuta Holística

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Última atualização:
2007-05-30 15:00
Autor: :
SINTE SINDICATO DOS TERAPEUTAS
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