Ortomolecular
Para Terapeutas Holísticos


Ortomolecular
Para Terapeutas Holísticos




Sabemos que atualmente nossa alimentação está muito distante da ideal.
Mesmo que cada pessoa se alimente adequadamente, através de alimentos compatíveis com seu tipo sanguíneo, balanceados e equilibrados  por um  nutricionista, estes alimentos não estão completos. Faltam-lhes minerais, vitaminas, etc, se comparados aos alimentos de tempos remotos.
Isto se dá pela corrosão natural do solo.
Por milhares de anos, as águas de chuvas, enxurradas e rios, foram  carregando para o mar, os componentes da crosta terrestre, deixando-a empobrecida. Um dos exemplos deste fato é o que se fez, na Holanda, com o Mar do Norte. Os holandeses cercaram parte do leito deste mar com diques, secaram esta área, eliminaram o cloreto de sódio, por ser prejudicial à saúde ,e lá plantaram. Com o resultado desta plantação, conseguiram levar para a flora e fauna do lugar, os minerais roubados anteriormente. Este é o sucesso das vacas Holandesas.
Como nosso sustento vem, em sua grande maioria da terra, ou dos que se alimentam dela, nosso organismo também se encontra pobre em minerais, vitaminas, etc.
Estudos em fósseis (animal ou vegetal) encontrados  da época de 2.000 anos atrás, revelam que antigamente existiam mais de 40 elementos químicos da tabela periódica, elementos estes, não encontrados atualmente pela tecnologia moderna em nossa alimentação e conseqüentemente, nos seres vivos.
Atualmente, só se tem conhecimento de 20 elementos químicos para a sustentação da espécie  e a tecnologia não caracteriza vários minerais, entre eles o Vanádio, o Boro, o Lítio, o Zinco, etc..
A idéia de não encontrarmos vários minerais atualmente, nos faz pensar sobre a hipótese do papel que estes poderiam apresentar no organismo.
Hoje sabemos que o Potássio, por exemplo, faz parte dos tecidos de determinados órgãos, dando vantagens em termos funcionais, fazendo com que as glândulas internas tenham funções catalíticas mais adequadas. Um outro exemplo seria sobre o flúor. Em cidades o­nde a fluoretação é obrigatória, o número de cáries dentárias infantis caiu, com relação ao período o­nde a obrigatoriedade não existia.
Estes exemplos demonstram uma grande redução de oferta alimentar e, conseqüentemente, uma grande carência física mineralógica nos organismos atuais.
Hoje, tendo conhecimento sobre esta carência, já se pode fazer uma reposição mineral aos organismos.
É a ortomolecular que está trabalhando neste sentido. Ainda hoje, esta técnica é pouco conhecida e aqueles que se utilizam dela (leigos), conhecem seu resultado, mas não entendem o seu funcionamento. Eis aqui o motivo para esta breve explanação. Levar o conhecimento básico sobre o que ela faz.
A ortomolecular, ou oligoterapia, equilibra o organismo em suas deficiências minerais, vitamínicas, enzimáticas, etc.
Como a oligoterapia é feita por terapeutas, não podemos deixar de levar em conta o indivíduo como um todo. Somos holísticos. Assim sendo, sabemos que o ambiente, o modo de vida, a alimentação, o meio ecológico, o nível sócio econômico e os fatores culturais, causam influências sobre o equilíbrio orgânico do indivíduo, assim como sua hereditariedade.
É através do processo de adaptação que o meio ambiente, com suas pressões, podem modificar o comportamento fisiológico.
A menor falha no movimento normal dos mecanismos de autodefesa e de equilíbrio, provoca uma reação e uma disfunção que pode, por ressonância ou traumatismo, lesar todo o organismo, ou parte dele.
Por necessidade de termos técnicos, para melhor podermos entender, chamamos de terreno (ou receptividade), a forma como o organismo está disposto ou não, a ser sensível a certas agressões ou distúrbios de agentes exteriores a este organismo
O terreno também pode ser transmitido geneticamente, o que explica as predisposições constitucionais.
Assim através de uma pesquisa do organismo atual do indivíduo e da sua propensão hereditária  (pesquisa genealógica), podemos, numa certa medida, avaliar as possibilidades mórbidas deste indivíduo.
Com relação aos agentes externos, o terapeuta tem conhecimento, estudo e experiência para considera-los e, cada um atua em sua área.
A ortomolecular vem inovando, no campo terapêutico, por atuar  também, nas ações fisiológicas orgânicas.
Para isto, devemos levar em conta os sistemas: neurológico, pois todas as funções vitais dependem dele (todo estado vegetativo); o sistema endócrino, pois este está relacionado e integrado nas síndromes clínicas complexas e além disto, este sistema, tendo distúrbios, pode levar a distúrbios psíquicos também.
Estes dois sistemas (neurológico e endocrinológico) estão estritamente ligados entre si, pois as funções hormonais estão intimamente associadas às funções neurovegetativas e são exercidos em sinergia e antagonismo.
Devido a isto, agrupamos os estados de disfunções orgânicas, psicossomáticas que implicam, antes de qualquer coisa, na regulação e que constituem um estado intermediário entre o equilíbrio e o desequilíbrio e demos a este agrupamento o nome de Diátese. Neste estudo, excluímos “à priori”, o acidental.
A Diátese traduz um estado de desequilíbrio que sucede ao equilíbrio natural e precede a lesão. É uma disfunção que perturba o funcionamento orgânico e conduz, progressivamente, à desordem e à degeneração.
Os estados diatésicos e sobretudo suas evoluções (modificações), se caracterizam por tendências progressivas ou regressivas.
Estes estados são 5, denominados como: Alérgico, Hipostênico, Distônico, Anérgico e Síndrome de Desadaptação.
As Diáteses Alérgica e Distônica são consideradas jovens, por isso mesmo, hereditárias. As Hipostênica e Anérgica, são classificadas como diáteses velhas, quase sempre decorrentes da Alérgica e Distônica. A quinta diátese foi denominada Síndrome de Desadaptação ou Síndrome do Stress.
Cada uma delas demonstra um agrupamento físico, emocional e hereditário distintos, medidos através de mapas próprios, usados pelo terapeuta ortomolecular.
Um organismo pode passar de um estado para o outro na diátese, cumprido um ciclo natural de envelhecimento, cuja expressão clínica é a passagem das diáteses Alérgica ou Hipostênica para a distonia ou anergia, mas também pode se polarizar artificialmente (perda de um ente querido, trauma, cirurgia, etc.) e passar bruscamente da alergia para a anergia.
 
A oligoterapia é diferenciada da medicina.
Na oligoterapia estuda-se primeiro o terreno desequilibrado ou  com tendência a determinados desequilíbrios e por acréscimo, os sintomas que o cliente descreve são tratados também. Na medicina tradicional, se os sintomas são evidentes, é por ele que o  cliente é tratado.
O tratamento oligoterápico consiste em suprir as deficiências minerais que cada diátese representa de um modo geral, além de logicamente, o que cada indivíduo necessita particularmente.
Esta reposição é feita através de oligoelementos catalisadores que reativam o metabolismo de defesa do organismo, levando o próprio organismo a repor em ação seus mecanismos naturais de resistência às mais variadas formas de agressões fisiológicas.
É de grande importância saber que os oligoelementos são as menores substâncias, mais puras e simples  e que não podem se decompor em outras. Seus íons são iguais aos normalmente existentes no organismo.
Os elementos são oferecidos ao organismo naturalmente, através da alimentação.
Na oligoterapia, fazemos esta reposição, de forma natural, porém não somente através da alimentação.
Para que se tenha um bom entendimento sobre a forma que estes elementos são repostos  no organismo, deve-se conhecer a história de como se chegou ao oligoelemento.
Samuel Hahnemann (descobridor da homeopatia prática), apresentou ao mundo, em seus primeiros trabalhos, a importância de tratar a pessoa e seus sintomas individuais de uma maneira bem natural, utilizando remédios em altas diluições que atuavam na energia vital da pessoa.”Quanto mais dinamizada, a substância diluída, a atividade biológica do produto original dinamizado persiste, mesmo quando a substância desaparece”. Este é o fundamento da homeopatia prática, que lida com a energia da substância.
Da mesma forma que a homeopatia prática, a oligoterapia lida com a menor parte do elemento, ou seja, a energia do elemento, o que garante que estamos lidando com íons iguais ao normalmente existentes no organismo, em pequenas doses, fazendo com que o organismo utilize somente o que for necessário ao seu bom funcionamento.
Não existem contra indicações, pois são atóxicos e essencialmente reguladores.
Assim como Hahnemann, Paracelso também acreditava na lei da similitude, que “as mesmas substâncias tóxicas causadoras de desequilíbrios poderiam também equilibrar, se administradas em doses mínimas”. 
A água tem um papel muito importante, pois ela tem capacidade de estocar de modo estável, uma mensagem molecular e também de restituir a atividade das moléculas de origem. Por este motivo, a água capta mais facilmente, por sua eletronegatividade, os oligoelementos (menor parte do elemento) ionizados.
A ortomolecular  repõe os minerais necessários ao indivíduo através dos oligoelementos correspondentes às diáteses.
Ex: Alérgica- Silício e Enxofre (metal), Iodo e Enxofre (complemento)
       Hipostênica- Neocedine (metal)
       Distônica- Selênio e Lítio (metal), Iodo e Enxofre (complemento)         
       Anérgica- Renovitase (metal), Magnésio e Lítio (complemento)
       Síndrome de Desadaptação- Zinco-cobre (metal), Magnésio e Lítio (complemento)
Ao administrarmos oligoelementos devemos seguir algumas regras:
Não administrar Manganês ou Manganês cobalto em indivíduos em evolução ou estabilizado recentemente, pois ele pode remover sua defesa “artrítica” necessária ao equilíbrio
Não utilizar Zinco ou Zinco cobre em indivíduos portadores de células defeituosas que crescem desordenadamente.
 
Esta forma de terapia (oligoterapia), vem revolucionando os conceitos de tratamento, pois ela é capaz de equilibrar o físico, energético e emocional, dado à sinergia e antagonismo dos sistemas endocrinológico e neurológico, capacidade de desenvolver uma qualidade estável e saudável.
      Este tratamento pode ser feito de várias formas, sem alterar o seu resultado.
Uma das formas que se é feito é através da pele.
Os oligoelementos são administrados  através de um gel apropriado para a penetração de seus componentes na pele.
Este gel é composto pelo oligoelemento correspondente ao terreno do indivíduo e suas carências minerais individuais.
Sua utilização é diária e é feita em casa.
Outra forma de administração é feita em consultório, através da ionização dos oligoelementos  na pele.
Para que se possa ser feito de forma satisfatória, é necessário que a pele seja  preparada  antes da ionização. Fazemos isto através de uma quelação na pele.
A quelação é  um método de varredura, o­nde são  retirados  os metais pesados e           reduzidos  os depósitos de Cálcio no organismo.
Para se fazer a quelação, devemos cumprir algumas etapas que consistem em primeiro lugar  limpar a pele com peeling quelante sem remove-lo (só passar uma toalha seca), em seguida devemos passar uma loção quelante com algodão até que sejam removidos totalmente os minerais em excesso (o algodão tem que sair bem limpo) e só após estes procedimentos é que iremos ionizar o mineral na pele, através da corrente elétrica do mineral a ser usado (positiva ou negativa).
Após a ionização, devemos  aplicar gotas de Vitamina C, com batidinhas na pele.
Também podemos fazer a aplicação dos oligoelementos  através de uma caneta apropriada, ligada a uma corrente elétrica, que faz a penetração destes oligoelementos em pontos de acupuntura . Para este procedimento também é necessário que se faça a quelação em cada ponto. É um procedimento também feito em consultório.
O tratamento também pode ser feito em casa, através da adição dos oligoelementos correspondentes  ao tratamento em um pote com mel. Uma vez ao dia , deve-se misturar uma colher deste preparado no mel em chá quente (o chá deve ter o elemento equivalente ao oligoelemento do terreno do indivíduo) e ingerido.
Qualquer uma destas formas de tratamento é eficiente.
A diferença que existe em cada forma de tratamento é o tempo que se leva para obter o resultado e, o valor do tratamento.
Os resultados obtidos em consultório são percebidos mais rapidamente, pois através dos procedimentos descritos, a penetração do tratamento é facilitada. No entanto, esta é uma forma de tratamento que é mais custosa ao cliente, pois exige um  maior trabalho do terapeuta (o custo, muitas vezes dificulta a sua utilização).
Na maioria dos casos, os tratamentos feitos em casa são bem recomendados, salvo casos de emergência ou quando o cliente deseja uma rapidez maior.
O tempo de equilíbrio do cliente pode variar de 2 a 6 meses, dependendo do diagnóstico de seu terreno.
Para casos o­nde o desequilíbrio está em  terreno  Alérgico, o período de tratamento varia de 1a 2 meses. Já, se o desequilíbrio estiver em terreno Anérgico, levará de 4 a 6 meses.
 
Todo este tratamento tem a  alimentação como base e é ela, a grande responsável pela melhora orgânica.
Para que o tratamento seja eficiente, é necessário que o terapeuta tenha a cooperação do cliente, pois o sucesso do tratamento também  está relacionado a uma  boa alimentação.
O terapeuta deverá fornecer ao seu cliente  uma dieta alimentar relacionada ao seu  tipo sanguíneo e esta  deverá ser seguida pelo cliente, principalmente durante o tratamento, para que se possa ter o resultado desejado.
Após o equilíbrio dos minerais no organismo, o terapeuta deve estar indicando ao cliente as vitaminas necessárias para a supressão de suas necessidades orgânicas.
Resumindo, é de grande valia este trabalho terapêutico, pois ele consegue tornar o organismo do indivíduo  forte e capaz de reagir contra as adversidades físicas e ambientais.
Um  indivíduo saudável , estável.e equilibrado, tanto organicamente como emocionalmente, é o que podemos constatar ao final do tratamento.
O controle deverá ser feito a cada 6 meses ou um ano.
 
A ortomolecular também vem inovando seu tratamento na estética.
Atualmente, o que existe de mais moderno em termos de estética, é a beleza adquirida por meios naturais, o­nde se consegue além da beleza externa, uma perfeita harmonia física.
A base da estética ortomolecular é um tratamento feito com vinhos, oligoelementos, chocolate, pimenta, iogurte, etc.que, utilizados a favor da beleza, promovem o bem estar físico e mental, além de aumentar em muito a auto- estima.
É a beleza de dentro para fora e a de fora para dentro. As duas ao mesmo tempo.


Este trabalho que faço com a ortomolecular, tem me trazido  muita satisfação quanto aos resultados dos tratamentos .
Não apenas quando as pessoas estão em desequilíbrio e me procuram, mas é muito gratificante, quando ao  retorno periódico desta pessoa, percebo que  apesar do tempo, conseguiu manter-se no equilíbrio.
 No caso daquelas pessoas que retornam após alguns meses e  apresentam algum desequilíbrio, o seu tratamento é muito mais rápido do que a primeira vez que me procurou.
 








Maria Helena Malengo D’Auria
Terapeuta Holística
CRT 33510
Última atualização:
2007-05-30 14:31
Autor: :
SINTE SINDICATO DOS TERAPEUTAS
Revisão:
1.0
Avaliaçãoo mídia: 4.57 (7 Votos)

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