FITOTERAPIA NA HOLOPUNTURA


 Trabalho de Conclusão de Curso

Neuza Miranda e Silva Chammas

Terapeuta Holística

CRT 36999

Curso de Fitoterapia

Docente: Henrique Vieira Filho

Terapeuta Holístico

CRT 21001

SINTE – Sindicato dos Terapeutas

CEA – Comunidade de Estudos Avançados

Porangaba 2007-04-09

FITOTERAPIA

NA

HOLOPUNTURA

(Pontos de Alarme e Pulsologia de Nogier)

NEUZA MIRANDA E SILVA CHAMMAS

CRT 36999 - TERAPEUTA HOLÍSTICA

PORANGABA – 2007-04-09

NEUZA MIRANDA E SILVA CHAMMAS

CRT 36999 - TERAPEUTA HOLÍSTICA

FITOTERAPIA

NA

HOLOPUNTURA

(Pontos de Alarme e Pulsologia de Nogier)

SINTE – SINDICATO DOS TERAPEUTAS

CEA – COMUNIDADE DE ESTUDOS AVANÇADOS EM

TERAPIA HOLÍSTICA

DISCIPLINA – FITOTERAPIA

ORIENTADOR: HENRIQUE VIEIRA FILHO

CRT 21001 - TERAPEUTA HOLÍSTICO

PORANGABA – 2007-04-09

A sabedoria da natureza é tal que não produz nada de supérfluo ou inútil.” Nicolau Copérnico

DEDICATÓRIA:

Dedico este trabalho à minha mãezinha

Carlota,

minha primeira mestra em

Terapia Holística.

PORANGABA – 2007-04-09

AGRADECIMENTOS

À MINHA FAMÍLIA

Georges

Ana Carla

Daniela

Georges Jr

Marcos Reskalla

e

Adilah

Pela presença constante de cada um deles em minha caminhada.

AO SINTE

-Pela preocupação em oferecer o melhor aos Terapeutas Holísticos.

A HENRIQUE VIEIRA FILHO

-Pelo seu otimismo, arrojo e coragem de levar adiante um projeto tão nobre e, por despertar nos TH a consciência de um trabalho com ética, dignidade e responsabilidade.

PORANGABA – 2007-04-09

SUMÁRIO:

01 – Resumo.......................................................................................................08

02 – Introdução...................................................................................................13

03 – Material e Metodologia................................................................................16

04 – Resultados...................................................................................................22

05 – Discussão....................................................................................................28

06 – Conclusões..................................................................................................30

07 - Referências Bibliográficas............................................................................32

08 – Anexos e Apêndices....................................................................................33

8.1. NTSV – FT 001............................................................................................33

8.2. A Fitoterapia na História do Brasil................................................................38

8.3 Listagem atualizada dos Fitoterápicos que só podem ser receitados por médicos................................................................................................................40

RESUMO

Este trabalho apresenta um estudo sobre Fitoterapia no atendimento aos meus clientes cotidianos, em meu próprio Espaço de Terapia Holística, sito à Rua Professor Antonio Freire de Souza, nº 231, em Porangaba, SP.

Iniciei os ensaios de aplicação da Fitoterapia aliada às Técnicas da Holopuntura, em conjunto com a Terapia Corporal Manipulativa, logo após o início do curso em junho de 2006 e as intensifiquei logo depois da aula prática, ocorrida no dia 10 de setembro de 2006, durante a realização do Congresso Holístico promovido pelo SINTE.

O desenvolvimento dos estudos fundamentou-se nas aulas ministradas pelo docente, Terapeuta Holístico Henrique Vieira Filho, no Curso de Fitoterapia, oferecido pela Comunidade de Estudos Avançados, aos TH associados ao SINTE, bem como no embasamento teórico e prático, adquirido no ano anterior, no Curso de Holopuntura e, em leituras complementares, especialmente em obras contidas na bibliografia apresentada e sugerida pelo docente.

As técnicas começaram a fazer parte de minha vida como Terapeuta Holística e todos os meus clientes se beneficiaram com ela.

Três clientes especiais foram escolhidos para terem os atendimentos relatados semanalmente, do final do mês de outubro de 2006 ao final de fevereiro de 2007, com o objetivo de recolher subsídios a trabalhos posteriores.

Estes atendimentos serviram de base para avaliação do meu trabalho, através da supervisão do docente HVF.

Estando eu dedicando-me à Terapia Corporal Manipulativa há mais de cinco anos, vi nos novos conhecimentos e nas técnicas da Holopuntura uma excelente oportunidade de obter melhores resultados em meu trabalho. Percebi que, especialmente na Avaliação dos Pontos de Alarme, havia uma proximidade muito grande com o que eu já praticava.

Com o auxílio da Fitoterapia meu trabalho foi ganhando um diferencial muito importante, uma vez que o cliente poderia dar continuidade ao tratamento durante a semana, depois que eu concluísse meu atendimento naquele dia.

Fui associando a Fitoterapia e a Holopuntura, através da Avaliação dos Pontos de Alarme, à Terapia Corporal Manipulativa, seja ela relaxante ou estimulante.

Observei que em qualquer outra modalidade de Terapia Corporal, torna-se perfeitamente viável a utilização da Fitoterapia aliada à Holopuntura em benefício do cliente, quando se busca o equilíbrio e melhor qualidade de vida e, principalmente, quando nossa meta é a harmonização corpo/mente/universo da pessoa atendida, reconectando-a consigo mesma.

Também vi na Pulsologia de Nogier um importante instrumento de avaliação do momento vivenciado por cada um de meus clientes, através da análise da reação de seus pulsos diante de estímulos diferentes.

Pude perceber como é diferente a reação do Pulso das pessoas aos estímulos feitos com os Fitoterápicos, antes e depois das manobras de uma TC relaxante ou de outra estimulante.

De modo prático e objetivo, estudamos e aplicamos a Fitoterapia sob um enfoque Junguiano, em especial, a Teoria da Sincronicidade.

As incríveis “coincidências" entre as lendas, os nomes populares e científicos de cada planta e a sua utilidade como fitoterápico tornou o aprendizado lúdico e prático.

Focando em uma pequena variedade de plantas, todas de venda livre e facilmente encontradas na natureza e nas casas do ramo, esta abordagem utiliza a Teoria dos Cinco Movimentos Chineses, bem como da Pulsologia de Nogier (orelhas, pés e mãos) e a dos Pontos de Alarme dos Meridianos para a correta seleção de fitoterápicos para cada momento de nossos clientes.

É isso que relatarei em meu Trabalho de Conclusão de Curso.

Ele foi elaborado com muito amor, mas com simplicidade, pois a arte da qualidade de vida é algo que nasceu da simplicidade de povos que viviam em contato com as plantas, com o simples, mas puro e belo.

Nada nele é utópico ou impossível de ser praticado por qualquer pessoa que tenha os conhecimentos necessários a respeito de técnicas de Terapia Corporal e que venha a conhecer a Holopuntura e a Fitoterapia.

O conhecimento de cada uma das plantas e sua utilidade de acordo com o ponto de vista dos CMC é de suma importância ao TH. Esse embasamento teórico foi oferecido aos discentes durante o curso de Fitoterapia.

Estas são as cinco plantas que constituem a Fitoteca Essencial:

Cavalinha – Harmoniza

- desequilíbrios YIN e YANG do Movimento Água;

- desequilíbrios YANG do Movimento Madeira;

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Terra e Metal;

Alecrim – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN e YANG do Movimento Madeira;

- desequilíbrios YIN e YANG do Movimento Fogo;

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Água e Metal;

Lavanda – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN e YANG do Movimento Fogo;

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Água, Madeira, Terra e Metal;

Calêndula – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN e YANG do Movimento Terra;

Tomilho – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN e YANG do Movimento Metal;

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Água e Terra.

Em nossa Fitoteca Ampliada encontramos outras opções de plantas:

Angélica – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Madeira, Fogo, Terra e Metal;

Artemísia – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Madeira, Terra e Metal;

Bardana – Harmoniza:

- desequilíbrios YANG dos Movimentos Terra e Metal;

Camomila – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN do Movimento Terra;

Coentro – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Terra e Metal;

Dente-de-Leão: Harmoniza:

- desequilíbrios YANG dos Movimentos Água e Madeira;

- desequilíbrios YIN do Movimento Metal;

Hortelã – Harmoniza:

- desequilíbrios YANG do Movimento Madeira;

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Terra e Metal;

Limão – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN e YANG dos Movimentos Madeira, Terra e Metal;

- desequilíbrios YIN do Movimento Água;

Malva – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Terra e Metal;

Manjericão – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Madeira, Terra e Metal;

Manjerona – Harmoniza:

- desequilíbrios YANG dos Movimentos Madeira e Fogo;

Melissa – Harmoniza:

- desequilíbrios YANG dos Movimentos Madeira, Fogo e Terra;

Milefólio – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN do Movimento Água;

- desequilíbrios YANG dos Movimentos Madeira e Fogo;

Orégano – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN do Movimento Metal;

Passiflora – harmoniza:

- desequilíbrios YANG dos Movimentos Água, Madeira e Fogo;

Sálvia – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Água, Madeira, Fogo, Terra e Metal;

Tanchagem – Harmoniza:

- desequilíbrios YIN e YANG do Movimento Madeira;

- desequilíbrios YIN dos Movimentos Terra e Metal.

INTRODUÇÃO

As tradições possuem milhares de anos de bons serviços prestados à humanidade e devem ser levadas a sério.

As lendas e histórias sobre cada planta encerram uma sabedoria muito mais profunda que suas análises químicas atuais, e tem muitas informações sobre suas utilidades terapêuticas.

Os antigos povos observavam as características de personalidade de cada planta e já sabiam, por analogia, a que tipo de pessoa ela auxiliaria por ressonância, independentemente de quais fossem seus sintomas físicos.

Isso vem sendo resgatado nos dias atuais nas Terapias Florais.

Já os antigos chineses, além destas analogias, faziam a análise do sabor de cada planta, classificando-a, então, dentro dos Cinco Movimentos Chineses e especificando para que cada uma delas servia.

Nesta nova maneira de utilizar as plantas como recursos terapêuticos naturais, ao invés de nos atermos a tabelas de correlação entre sintomas e plantas, esta abordagem propõe quintessenciar a adequação a cada caso, passando as plantas a serem selecionadas com o auxílio da Pulsologia de Nogier e/ou a reação ao toque nos Pontos de Alarme, mediante aproximação de amostras dos fitoterápicos.

Este método tem se mostrado imbatível na prática de consultório. Como ninguém é exatamente igual a outro, não é adequada a escolha das ervas baseando-se apenas nas estatísticas sobre a utilidade de cada uma delas.

Segundo diversas culturas milenares, as ervas são símbolos de tudo o que é harmonizaste e vivificante, restauram a saúde, a virilidade, a fecundidade, o parto e a riqueza.

Foram os deuses quem descobriram suas propriedades terapêuticas, o que ilustra a crença universal que o equilíbrio só pode vir de uma dádiva divina, como tudo o que é ligado à vida.

Para os cristãos, as ervas deviam a sua eficácia por terem sido encontradas pela primeira vez no monte do Calvário.

A planta, de modo geral, simboliza a energia solar condensada e manifesta, um prisma, decompondo o espectro solar em cores variadas. Captam, também, as forças ígneas da terra. Enquanto manifestação de vida, são inseparáveis das águas, que representam o não manifesto, portadoras de todos os germes, das potencialidades, as latências, sendo as plantas a representação do manifesto, da criação cósmica.

Por acumularem estas forças, os antigos sempre viram nos vegetais propriedades saudáveis ou venenosas, daí o seu emprego também na magia. Quase todas as divindades femininas grego-romanas protegem a vegetação: Deméter (deusa das alternâncias entre a vida e a morte, bem como das terras cultivadas), Afrodite (Vênus, deusa da fecundidade), Ártemis (Diana, selvagem deusa da natureza), além de algumas entidades masculinas como Ares (Marte, que simboliza a força bruta, é, também, protetor das colheitas, um dos deveres do guerreiro) e Dioniso (Baco, símbolo das forças de dissolução da personalidade, deus da fecundidade, da vegetação, das vinhas).

No sincretismo afro-brasileiro, Ossâim é o responsável pelas ervas terapêuticas e sagradas, sendo seus iniciados conhecedores de suas serventias, bem como das palavras ritualísticas necessárias para libertar o axé (poder potencial) de cada planta.

Aqueles que trabalhavam com as ervas em quase todas as culturas viam as plantas como símbolos vivos de entidades invisíveis, tais como deuses, elementais e espíritos, os quais deveriam ser evocados ou aplacados com o uso de palavras mágicas ou sacrifícios.

O respeito à natureza os levava a não cultivar suas ervas, mas sim ir ao encontro das que nasceram espontaneamente na mata.

Ainda hoje, os adeptos de Ossâim (orixá do sincretismo afro-brasileiro) costumam deixar uma vela verde, em troca do que retirarem, ou uma das folhas colhidas, para manter inalterado o equilíbrio do local.

O uso terapêutico das plantas é anterior à humanidade, pois os animais, instintivamente, sabem quais e quanto das ervas devem comer para melhorarem de seus distúrbios.

O ser humano, cada vez mais isolado da Natureza, foi perdendo esta capacidade de percepção. Mas, em algumas culturas, como as orientais e a indígena, mantiveram-se as tradições da utilidade atribuída a cada planta, muitas vezes transmitidas oralmente por milênios, havendo, ainda, tratados escritos em civilizações mais sofisticadas, como era o caso da chinesa e da egípcia.

Os antigos Terapeutas Holísticos não cultivavam suas plantas terapêuticas, pois sabiam que se o vegetal espontaneamente escolhesse seu local de nascimento é porque aquele solo é o ideal, capaz de proporcionar-lhe um máximo de vitalidade e, por conseqüência, de efeito terapêutico.

Na China Milenar, um dos critérios de avaliação da serventia de uma planta era a observação de seus sabores, cores, formatos, época de floração e de suas características de "personalidade".

Analisemos uma planta por critérios subjetivos: o Dente-de-Leão vem conseguindo se desenvolver espontaneamente nas grandes cidades como São Paulo, apesar da poluição e das condições nada naturais deste ambiente. Nem por isso a planta deixou de participar da harmonia da Natureza, sendo, pois, indicada para toda pessoa que esteja "estressada", com dificuldades de sobrevivência, esgotada e intoxicada, a qual poderá, literalmente, "beber" da sabedoria deste vegetal e sobreviver nesta "selva de pedra".

METODOLOGIA E MATERIAL

A Fitoterapia sempre esteve presente em minha vida!

Filha de pais provenientes da roça e com poucos recursos financeiros para a busca de médicos e de remédios “de farmácia”, nossa cura em situações mais corriqueiras sempre foi providenciada pelo que dispúnhamos no quintal ou nos matos dos arredores de casa. É claro que muitas vezes precisamos dos médicos e dos remédios. Mamãe nunca foi negligente.

Muitas e muitas vezes os chazinhos constituíam nossos refrescos em dias de calor e nossos aquecedores nos dias e noites gélidos de inverno.

Tomávamos chá de marcelinha para dor de barriga... Erva de Santa Maria para vermes... Capim cidreira para os nervos... Hortelã para tosse... Erva doce para barriga estufada... Mentruz... Mentrasto... Flor de mamoeiro... Flor de laranjeira... Folha de abacateiro para inchaço nas pernas... Poejo para criança enlombrigada... Alface para insônia... Sabugueiro para botar o sarampo para fora... Arruda para recaída de dieta das mulheres que pariram...

A lista era enorme! Para tudo mamãe tinha um chazinho abençoado.

Garrafadas... Mamãe fazia para mulheres com recaída de dietas... Para crianças que tiveram sarampo... Até para os que sofriam de “ataques’”.

Ela benzia crianças com “quebranto” e adultos com “cobreiro”...

Dona Carlota era muito querida e muito procurada!

A qualquer hora em que batessem à sua porta ela estava pronta para ajudar o pobre sofredor!

Tinha ela dois livros enormes, cheios de figuras coloridas de plantas, verduras, legumes e frutas que me encantavam!

COME PARA CURAR-TE” e “BEBE PARA CURAR-TE” eram os títulos!

Passei minha infância e juventude folheando e lendo aquelas maravilhas! Não sei dizer quem eram os autores e nem do paradeiro deles, mas gostaria muito de reavê-los.

Não foi por acaso que depois de vinte e oito anos de dedicação ao magistério me vi fortemente atraída por algo que já estava em minha vida desde a infância.

Ao me envolver com a Holopuntura percebi que era uma técnica que estava à disposição de outras modalidades holísticas e a serviço do bem estar de pessoas, tendo como premissa central a possibilidade de aplicação de estímulos em micro regiões (pontos) e com isso obter reações globais, despertando os próprios recursos naturais de auto-harmonização. Desta forma vi a possibilidade de usar a Fitoterapia em conjunto com a Holopuntura.

Desde o início do Curso de Holopuntura, em junho de 2005, o que mais me empolgou, na técnica, foi a utilização dos Pontos de Alarme, pois eu já tinha familiaridade com eles.

Ao iniciar o Curso de Fitoterapia constatei que na verdade eu estaria, com ele, ampliando minhas possibilidades de trabalho com os clientes, de uma forma mais eficiente, pois o “novo” dava a possibilidade do cliente continuar equilibrando-se “em casa”, usando os fitoterápicos como um complemento ao tratamento por mim desenvolvido em um pouco mais de uma hora de atendimento.

No mês de outubro iniciei o atendimento supervisionado a três clientes muito especiais, utilizando os conhecimentos que estava recebendo através do curso. Eles já eram meus clientes em Terapia Corporal, Cromoterapia, Reflexoterapia Podal e Reiki.

Vi a possibilidade de associar a Fitoterapia como aliada da Holopuntura às minhas técnicas e passei a utilizá-las, dessa forma, com todos os meus clientes, mas escolhendo três para serem meus instrumentos de avaliação através da supervisão de relatórios que deveriam ser encaminhados semanalmente ao docente Henrique Vieira Filho.

Esses três clientes vivem momentos e situações emocionais totalmente diferentes, cada qual com seu desafio, trazem um baú de bagagem, composta de conflitos, medos, inseguranças e muitos outros sentimentos, bons e ruins.

Posso descrever desta forma meus clientes especiais:

Cliente nº. 1 – Mulher, 48 anos, professora readaptada por incompatibilidade profissional, com uma história de vida marcada por muitas discriminações dentro da própria família; uma juventude marcada pela rebeldia e por uma grande frustração amorosa; um passado recente com envolvimentos em drogas e várias crises depressivas; internação em clínica de recuperação de dependentes químicos; grande preocupação com a obesidade, tem mania compulsiva por limpeza e sente-se mal casada, mas não tem coragem de assumir uma separação; recentemente sofreu muito a perda do pai e no momento vive preocupada com o futuro do filho que tem 18 anos. Apresenta vários problemas de saúde física.

Cliente nº. 2 – Mulher, 57 anos, nível sócio econômico elevado, pessoa com trato social super-refinado; culturalmente uma pessoa muito sofisticada, vive um casamento muito bem estruturado. Emocionalmente trata-se de uma pessoa com uma carga muito pesada de rancores e mágoas trazidas desde a infância; não se relaciona bem com familiares e tem diferenças marcantes com a única filha. Crítica e dominadora, inflexível consigo mesma e com os outros vive crises de afastamento das pessoas e de tristeza porque as pessoas também se afastam dela.

As duas clientes recebem atendimento médico e trazem um diagnóstico de órgãos afetados, disfunções glandulares e fisiológicas, fazendo uso de medicamentos de uso contínuo.

Cliente nº. 3 – Mulher, 45 anos, com uma história de vida de muito trabalho ao lado do marido; há dois anos vem sofrendo terrivelmente por conta de um adultério cometido pelo marido e isso gerou muitos problemas emocionais, dores de cabeça e outros sintomas físicos, Não procura acompanhamento médico. Viveu uma fase de busca de uma melhor auto-estima através de cirurgias plásticas, freqüência em academia e por último veio em minha procura. Não utiliza medicamentos rotineiramente.

Os três foram esclarecidos sobre as várias técnicas de Terapia Holística que utilizo e a respeito dos benefícios que elas podem proporcionar.

Às duas que estão sendo acompanhadas pelo médico pedi que continuassem a seguir rigorosamente todas as suas orientações e que nada fosse alterado em suas rotinas, sem o parecer do profissional que as acompanha.

Uma das clientes já vem recebendo a Terapia Corporal há muito tempo com conta de um sério problema na coluna vertebral; uma delas iniciou o tratamento buscando a Drenagem Linfática logo após uma de suas cirurgias e continuou a vir quando percebeu que suas dores de cabeça e a TPM não a incomodavam mais. A outra veio após a leitura de um artigo que escrevi no jornal periódico da cidade e de uma conversa a respeito dos benefícios que ela poderia desfrutar na TH.

Todas elas procuraram a TH por vontade própria, depois que tomaram conhecimento a melhoria da qualidade de vida e o afastamento dos desconfortos vividos no cotidiano que a TC poderia oferecer.

Duas delas vieram pensando na Terapia Corporal e até utilizando termo inadequado para nomear o que desejavam, pois viviam com constantes desconfortos musculares e articulares, tensões, inchaços nas pernas, celulite, etc.

Na verdade também sofriam com dores de cabeça, problemas de pele, queimação no estômago, etc. e buscavam soluções e alívio para algo que os incomodava muito, mas que não sabiam tratar-se de desequilíbrios provocados por emoções negativas que foram acomodando-se em seus músculos, articulações e outras partes do corpo como carapaças protetoras, como escudos, com os quais poderiam se defender, caso as situações voltassem a atacá-los.

Iniciei o trabalho com as três usando a TC Relaxante e obtive melhoras significativas, mas quando comecei a utilizar as Técnicas da Holopuntura, auxiliada pela Fitoterapia, associadas ao que já vinha desenvolvendo com eles, as mudanças tornaram-se brilhantes aos olhos...

Passei a fazer, antes de tudo, a Avaliação dos Pontos de Alarme ou então aplicando a Pulsologia de Nogier para ter um ponto de partida na avaliação do momento de cada uma de minhas clientes.

Tendo a resposta do corpo, dizendo-me o que estava desequilibrado energeticamente, segundo os Cinco Movimentos Chineses, poderia partir para o teste de adequação dos Fitoterápicos, que eram escolhidos mediante as informações recebidas nas aulas do curso.

A escolha dos Fitoterápicos para o teste de adequação normalmente era feita tendo como base:

1º.- a nossa Fitoteca Essencial, composta de cinco Fitoterápicos Básicos, cada um deles específico para desequilíbrios YIN e YANG de cada um dos Cinco Movimentos Chineses, a saber: Madeira – Alecrim, Fogo – Lavanda, Terra – Calêndula, Metal – Tomilho, Água – Cavalinha.

2º.- a nossa Fitoteca Ampliada onde encontramos mais opções de escolhas de ervas que servirão, algumas para desequilíbrios YIN e outras para desequilíbrios YANG.

O teste de adequação consiste em escolher as plantas que o TH julga adequadas e através de técnicas específicas verificar quais delas são realmente adequadas para aquele exato momento do cliente.

Este poderá ser feito nos Pontos de Alarme, se a busca do desequilíbrio se baseou na avaliação deles. Neste caso as plantas selecionadas são colocadas, uma a uma, em contato com a mão do cliente e o ponto sensível ao toque novamente é pressionado. A baixa da sensibilidade nos revelará qual a mais adequada para o momento que estamos tratando.

Se estivermos utilizando a Pulsologia de Nogier, após avaliarmos as regiões reflexológicas (nas orelhas, mãos ou pés) e detectarmos o local que apresentou-se em desequilíbrio, procederemos da mesma forma: podemos colocar, com ajuda de uma pinça, um pontinho de cada planta, uma de cada vez, no local e avaliar o Sinal de Nogier, como reação ao efeito delas.

Meu trabalho com minhas três clientes consistiu nessas técnicas, sempre complementadas com Terapia Corporal ou com banhos terapêuticos preparados sempre com o Fitoterápico adequado para aquele momento que a cliente vivenciava.

Nas três clientes os fitoterápicos e minhas próprias mãos foram sempre meus principais instrumentos de estimulação e energização dos locais correspondentes aos meridianos em desequilíbrio.

Utilizei óleos essenciais, a planta fresca colhida em minha própria horta, cremes e óleos vegetais orgânicos de boa procedência.

Fazendo uso do BRT recomendei o chá adequado para cada momento delas e orientei-as sobre como preparar e tomar cada um deles.

Todos os atendimentos a esses clientes foram relatados de forma minuciosa, inclusive com os diálogos estabelecidos no momento da terapia, foram postados no site do SINTE e colocados à disposição, para avaliação e posterior orientação. do nosso orientador/supervisor/docente/TH, Henrique Vieira Filho

O Aconselhamento, como forma de interação cliente/terapeuta, levando o cliente ao auto conhecimento e a mudança em várias áreas (comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem sucedido nas situações da vida, além de conhecimento e habilidade para a tomada de decisões) fez parte do processo terapêutico,

Vi nesta técnica a possibilidade de estabelecimento de um vínculo muito mais forte na relação terapeuta/cliente e vice-versa, além da possibilidade do “extrapolar” das emoções, que normalmente ocorre no decorrer do atendimento.

Com o aconselhamento obtive momentos muito emocionantes durante os processos terapêuticos, explosão de sentimentos muito fortes guardados pelas clientes.

Durante todo o tempo em que venho trabalhando como Terapeuta Holística fui integrando ao processo de Terapia Corporal Manipulativa a Reflexoterapia Podal, que considero uma técnica que permite o acesso aos planos físico e espiritual do ser; um meio de prevenção dos desequilíbrios e do reconhecimento precoce dos mesmos. Hoje, após o Curso de Fitoterapia, posso, seguramente, aplicar as ervas, também nos pés dos meus clientes com a certeza de que o efeito será sempre benéfico.

Ela não apresenta efeitos colaterais e serve-se como excelente técnica quando o cliente chega até nós manifestando timidez ou sentindo-se desconfortável, pelo simples fato de ser tocada.

Quando você segura os pés de alguém, está segurando a alma dessa pessoa”.

Com o mapeamento dos pés segundo os Cinco Movimentos Chineses todo o processo de terapia através das zonas reflexológicas podais ganhou um novo sentido, uma nova visão, na hora de exercer as pressões e descobrir desequilíbrios que atingem desastrosamente a harmonia do ser como um todo.

Com a Pulsologia de Nogier, técnica prática e de fácil aprendizado, aplicada à Fitoterapia, podemos definir os estímulos/vegetais mais adequados para o momento especial do cliente, tomando o pulso e verificando como ele reage a este ou aquele, e decidir sobre qual usar, a fim de obter melhores resultados em matéria de harmonização.

Basta testar cada opção que deseja aplicar, por sobre cada ponto localizado no percurso dos meridianos selecionados com em desequilíbrio e verificar qual deles faz com que o Sinal de Nogier seja mais nítido, limpo, forte, seja pelos trancos ou pelas sumidas.

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Enfim, a Fitoterapia associada à Holopuntura permite, de várias maneiras, cuidar de gente, isto é, seres onde o TODO deve estar em uníssono com o UNIVERSO, pois que ele mesmo é um Universo em Miniatura.

RESULTADOS

Em todas elas pude notar aspectos emocionais muito fortes provocando os desequilíbrios, bloqueando a energia e gerando problemas sérios a serem resolvidos.

A cliente nº.1 apresenta sinais de enraizamento profundo de suas emoções negativas; sempre conviveu com a baixa auto-estima; sempre se sentiu o patinho feio da casa; sempre foi tratada como a ovelha negra da família. Foi discriminada por colegas e professores, que a chamavam de “louca”. Perdeu o maior amor de sua vida por causa da sogra que não permitiu que o filho continuasse o namoro...

Necessita de acompanhamento terapêutico constante, pois volta a se desequilibrar com muita facilidade. Apresenta muitos altos e baixos emocionais e isso denota que está muito insegura emocionalmente. Apresenta a fala enrolada e apressada, gagueja muito, apresenta salivação excessiva e sua saliva costuma acumular em forma de espuma nos cantos da boca. Tem um problema nasal que faz que tenha constantemente secreções secas grudadas nas bordas das narinas. Isso a constrange muito e ela vive com o nariz avermelhado, e até ferido, de tanto fazer a higiene do mesmo. Tem complexo do cabelo, da gordura, do marido, de tudo. Sente-se muito infeliz. Vez ou outra ainda extrapola na bebida e depois fica com remorsos. Sente-se vitoriosa apenas no que diz respeito ao filho, que realmente é uma preciosidade nos dias de hoje.

Não vi nesta cliente resultados totalmente satisfatórios, mas só o fato de ela ter comparecido direitinho às seções de terapia foi ponto muito positivo visto que nunca tinha conseguido ir às seções da psicóloga por três vezes consecutivas.

Outro ponto positivo foi o de que normalmente ela chegava num estado de humor considerado como ruim, mas ao sair ia toda feliz para casa como se nada tivesse ocorrido antes de vir para cá.

Ela continuará a terapia.

A Cliente nº 2 é o típico caso de pessoa que se acha super equilibrada; é a dona da verdade, orgulhosa, prepotente e crítica; apresenta até uma tendência a humilhar as pessoas, principalmente em se tratando de subalternos. Tem seu lado bom e amoroso, mas parece querer sufocá-lo com gestos e atitudes que denotam frieza de sentimentos... Rejeita os presentes que lhe dão se eles não são do seu agrado ou se julga não estarem á sua altura... Despreza as pessoas de uma forma muito vil se estas a contrariam em suas vontades, inclusive a própria filha. Não admite ser contrariada e não cede em suas exigências. Sente-se uma pessoa superior tanto financeiramente como culturalmente. Em cinco anos em que viveu na cidade estabeleceu vínculo de amizade com apenas três pessoas e mesmo assim ainda fazia duras críticas ao comportamento delas. Ninguém a conhecia! Seu relacionamento com as pessoas se limitava ao encontro semanal para as aulas de yoga, conversas ali e nada mais. Saiu do espaço... Não a conheço!

Consegui ver algumas mudanças em seu comportamento porque a questionei seriamente a respeito de algumas coisas, principalmente no que diz respeito aos ressentimentos em relação à mãe e na disputa que trava constantemente com a filha.

A cliente mudou para muito longe daqui e não pudemos dar continuidade ao tratamento.

A cliente nº. 3 chegou até mim numa fase muito difícil de sua vida.

Estava sentindo-se ferida moralmente com a traição cometida pelo marido, humilhada por ter sido trocada por uma pessoa de baixo nível e de uma feiúra notável! Sentia-se afrontada!!! Não aceitava a atitude de desrespeito do marido para com ela... Ela foi a companheira por trinta anos... A batalhadora... Esteve sempre ao lado dele e de repente é troca por uma porcaria! Começou a sentir fortes dores de cabeça e no corpo todo... Nunca tinha sido mal humorada e agora vivia assim um dia sim e o outro também... Tinha insônias, enjôos, dores de estômago, diarréias, etc... Começou a sentir fome exagerada... Engordou muito! Entrou em pânico! Procurou um cirurgião plástico e fez várias cirurgias, uma depois da outra...Veio me procurar para fazer drenagem linfática após a cirurgia da barriga... Não parou mais.

Passou por muitas mudanças positivas; começou a ver a vida e as pessoas de uma outra forma. Começou a se auto valorizar não apenas fisicamente, mas como um ser humano com dignidade e valores interiores muito nobres. Ela continua em processo terapêutico.

Avaliando os resultados dos desequilíbrios, de forma quantitativa, neste período de atendimento para a supervisão cheguei ao seguinte quadro:

Cliente nº. 1 –

Meridiano

Nº.

Meridiano

Nº.

Movimento

Nº.

F

2 vezes

VB

2 vezes

Madeira

4 vezes

C

nenhuma

ID

nenhuma

TA

1 vez

CS

1 vez

Fogo

2 vezes

E

2 vezes

BP

2 vezes

Terra

4 vezes

P

4 vezes

IG

1 vez

Metal

5 vezes

R

nenhuma

B

3 vezes

Água

3 vezes

Como se pode ver, foi no movimento Metal que ocorreu a maior incidência de desequilíbrios energéticos nesta cliente, mas é preciso considerar que em Madeira e Terra quase houve empate com Metal.

Avaliando as emoções relacionadas com esses três movimentos em desequilíbrio, podemos constatar que RS apresenta desequilíbrios generalizados, mas nenhum deles chega a ser exagerado.

O Movimento Fogo manteve-se equilibrado, na maioria das vezes, e isso freou tanto a apatia quanto a euforia das emoções relacionadas com os outros movimentos.

Uma grande incidência de desequilíbrios ocorreu no Movimento Madeira, onde as emoções negativas são: raiva, irritação, impaciência, além de outras relacionadas.

Outra incidência significativa ocorreu no Movimento Terra, onde as emoções negativas são: crítica, preocupação e suspeita.

O que caracteriza o comportamento da cliente realmente são as emoções relacionadas com o movimento Metal: melancolia, tristeza, depressão, sensação de que a vida não vale a pena, sentimento de amor impossível, nostalgia e desânimo: é por aí que os pulmões são feridos. A respiração se torna ineficiente, a troca com o meio exterior é ruim, não desintoxicamos nosso organismo e nem renovamos a carga de oxigênio.

Em todos os desequilíbrios detectados durante este período de supervisão a cliente foi orientada sobre a utilização dos chás fitoterápicos como forma de harmonizar seus estados emocionais e manutenção de sua qualidade de vida.

Os resultados foram sempre positivos e ela sempre relatou sobre a melhora que sentia após a ingestão dos mesmos.

Cliente nº. 2

Meridiano

Nº.

Meridiano

Nº.

Movimento

Nº.

F

2 vezes

VB

nenhuma

Madeira

2 vezes

C

2 vezes

ID

nenhuma

TA

Nenhuma

CS

Nenhuma

Fogo

2 vezes

E

2 vezes

BP

1 vez

Terra

3 vezes

P

6 vezes

IG

1 vez

Metal

7 vezes

R

3 vezes

B

1 vez

Água

4 vezes

Foi gritante a incidência de desequilíbrios no Movimento Metal.

Apesar de todas as manifestações da cliente de sua prepotência, de sua auto-suficiência, de sua ação dominadora, de sua capacidade de liderança, o quadro mostra que YRCA é uma pessoa com muitos medos e receios, dado o número de desequilíbrios no movimento Água; ao mesmo tempo carrega em seu coração uma carga muito grande de tristeza que pode ser gerada pelo desgaste que ela se auto-aplica por conta de suas mágoas (águas ruins), seus rancores e ressentimentos. Quer amar as pessoas, mas as mágoas são muito grandes... Quer perdoá-las, mas o orgulho não permite que aja assim. Quer se reconciliar com as pessoas que fazem parte de sua história de vida, mas sente medo e desconfia que essas pessoas querem se aproximar dela por mero interesse. Sendo muito apegada aos bens materiais acha que as pessoas aproximam-se dela com o objetivo de tirar vantagens.

Esses sentimentos estão instalando-se e ela começa a somatizar essas emoções negativas em seu corpo físico.

Mas é Metal que se encontra mais desequilibrado...

A cliente mostra-se altiva, mas em suas palavras percebe-se a melancolia, a tristeza, e uma tendência a isolar-se das outras pessoas, fechando-se no seu mundinho pessoal. Está sempre envolto em leituras, artesanato, filmes, arrumação de gavetas, reforma de roupas... Não gosta de se relacionar com outras pessoas.

As emoções relacionadas com o Movimento Metal são fortes em sua vida, mas ela procura disfarçá-las ou escondê-las através de comportamentos excêntricos.

De uma maneira geral ela preocupa-se muito com a saúde física e mental.

Procura os médicos e faz muitos exames com muita freqüência; freqüenta academia, fazendo musculação, curte a natureza, as plantas, as flores, os pássaros e os animais em geral.

Para YRCA, tomar chá é muito chique e ela fez do ato um momento sofisticado em sua vida.

Cliente nº. 3

Meridiano

Nº.

Meridiano

Nº.

Movimento

Nº.

F

1 vez

VB

2 vezes

Madeira

3 vezes

C

3 vezes

ID

3 vezes

Fogo

-

TA

1 vez

CS

2 vezes

Fogo

9 vezes

E

1 vez

BP

1 vez

Terra

2 vezes

P

3 vezes

IG

Nenhuma

Metal

3 vezes

R

nenhuma

B

1 vez

Água

1 vez

O movimento Fogo dominou toda a ação e as emoções de SRGM e sofreu a ação de suas emoções.

O que afeta os processos de Fogo é o excesso de prazeres e alegria, ou, ao contrário, a privação deles.

A cliente vivenciou situações extremas de excitação e de melancolia. Teve dias em que chegou eufórica de alegria, outros em que veio sentindo raiva, outros chegou com dor de cabeça e muito irritada.

Apresenta tendência ao cansaço físico e esteve sempre às voltas com dores musculares e articulares.

Seu estado de humor normalmente apresentou-se bom, apesar das tristezas que apresentou em algumas ocasiões. Também manifestou revolta e esteve com a auto-estima em baixa. É uma pessoa capaz de sair de um “baixo astral” com a mesma rapidez com que entrou, ou então, estar bem e, de repente, sentir-se muito triste. Tem um coração capaz de perdoar e isso favorece seu bom relacionamento com as pessoas em geral e especialmente com a família.

Relatou que a experiência com os chás foi muito boa e que notou mudanças em vários aspectos de sua vida após a introdução deles.

Lado a lado com o tratamento Fitoterápico, via chás, elas sempre receberam a Terapia Corporal, na maioria das vezes Relaxante e, nessas oportunidades eu já trabalhava percursos de meridianos em desequilíbrio, buscando pontos doloridos e aplicando estímulos com a planta selecionada como adequada para aquele momento específico de cada uma delas.

Todas elas desenvolveram o hábito de tomar seus chazinhos.

Comparativamente às correntes teóricas que se baseiam em tabelas pré-concebidas que relacionam sintomas a fitoterápicos, a escolha pela Pulsologia e Pontos de Alarme mostrou-se muito mais dinâmica e adaptável a cada Cliente e de resultados bastante eficientes, especialmente no tocante à ampliação da autoconsciência.

Do ponto de vista legal, esta abordagem da Fitoterapia igualmente mostrou-se mais adequada, justamente por possibilitar ao terapeuta Holístico trabalhar com as plantas em formato absolutamente diferente da abordagem praticada pela classe médica, evitando-se, assim, polêmicas judiciais.

DISCUSSÃO

Os trabalhos realizados com a Fitoterapia, aliada à Holopuntura e a Terapia Corporal permitiram que meus clientes entrassem em contato com os medos, traumas e os outros sentimentos que desconheciam serem tão fortes em si mesmos.

O estímulo fitoterápico em pontos e regiões correspondentes aos bloqueios trouxe uma resposta emocional que lhes permitiu o auto-conhecimento necessário à estruturação de seus desejos.

Duas delas vieram com baixa auto-estima, com uma grande carência afetiva e com sentimentos negativos corroendo o corpo, a mente e a alma, enquanto uma delas, muito senhora de si, não tinha consciência da bagagem negativa que carregava em seu íntimo.

A manipulação corporal lhes proporcionou bem estar, sensação de segurança e alívio geral, como se algo tivesse sido arrancado de suas entranhas, libertando-os de correntes que sufocavam.

A avaliação dos desequilíbrios através da análise dos Pontos de Alarme possibilitou ao TH tomar conhecimento das emoções que bloqueavam as energias e traçar um caminho em direção ao equilíbrio.

Através da Pulsologia de Nogier também foi possível ter uma visão do que se passava no interior de cada uma delas, associando as emoções regidas por cada um dos Cinco Movimentos Chineses aos desequilíbrios apresentados, como se as olhasse através de um aparelho capaz de mostrá-las em suas intimidades.

Percebi em meus clientes, e cheguei à conclusão de que nós adultos temos bloqueios nos canais da alegria, geramos insatisfações e amarguras, cultivamos a descrença e os medos, como conseqüência de um processo iniciado numa fase da vida onde a oportunidade de “expressão e de manifestação” foi podada pelos adultos que nos orientaram, pelos padrões culturais que ditaram nossos comportamentos e por uma série de fatores castradores e inibidores, por muitas cobranças e pelo constante apontar de defeitos e falhas.

Se havia imperfeição simplesmente ela existia porque estávamos em fase de aprendizado e formação, mas não porque estávamos predestinados a ser pequenos e ínfimos.

É assim que muitos adultos se sentem, gerando bloqueios nos meridianos e desequilíbrios nos movimentos diversos do ciclo natural da vida.

Uma das causas que podem tê-los conduzido a esse estado de desarmonia, provavelmente seja o fato que não terem tido a oportunidade de traçarem por si mesmos seus destinos, e caminharem sozinhos, experimentando as alegrias e as tristezas da própria escolha.

Com este Método de Trabalho Terapêutico com os Fitoterápicos o próprio corpo determinará que plantas são as mais adequadas para um momento especial de cada cliente; não precisamos decorar listas de plantas “boas para isto ou para aquilo” como fazia minha mãezinha...

Caberá ao TH única e exclusivamente buscar onde está o problema e perguntar ao corpo o que ele necessita naquele momento para solucioná-lo.

Os fitoterápicos, milenarmente utilizados, sempre foram explicados de forma totalmente diferente da visão químico-científica e a própria classificação por "doenças" é coisa recente (e pertencente aos médicos...), pois as TRADIÇÕES sempre ensinaram a terapia com vegetais, associando-os pela SINCRONICIDADE a cada situação de desarmonia.

CONCLUSÃO

No decorrer do curso e, principalmente neste período de prática supervisionada pude perceber o quanto a Fitoterapia aliada à Holopuntura permite ao Terapeuta Holístico ajudar aos seus clientes a se verem como realmente são e nomear seus sentimentos; a dar um mergulho dentro de si mesmo e retornar renovados e conscientes das sombras do seu interior.

Com a Fitoterapia aliada à Holopuntura o terapeuta Holístico tem oportunidade de caminhar na direção certa, seguindo a sinalização dada pelo próprio corpo do cliente e, desatar os “nós” que atrapalham o livre fluxo das energias.

A cada novo atendimento vamos percebendo como as pessoas vão se modificando e ainda que os bloqueios se repitam por várias vezes nos mesmos meridianos, a intensidade com que aparecem vai sendo reduzida.

Os estímulos fitoterápicos aplicados vão possibilitando que as emoções que geram os desequilíbrios venham à tona, em forma de reações diversas, com um único objetivo: a liberação do caminho para a energia vital.

Trabalhadas em conjunto com manobras da Terapia Corporal, seja ela de que modalidade for, trabalhando músculos e articulações, relaxando, drenando ou estimulando, naturalmente estarão concorrendo para a mobilização dos fluidos do corpo, para a liberação de elementos químicos prejudiciais, acumulados em decorrência dos bloqueios provocados pelas emoções, sejam elas de que natureza for.

A Fitoterapia aliada à Holopuntura, em conjunto com a Terapia Corporal, permitiu que meus clientes se sentissem mais conscientes:

- RS – começa a tomar as rédeas de sua vida de uma forma mais responsável, assumindo seu corpo como ele é, sendo mais ela mesma, sem se preocupar com o que pensam as outras pessoas, exteriorizando seus sentimentos de forma amena; sabendo viver sem a tutela do pai que sempre lhe deu excesso de apoio.

- YRCA - compreendeu melhor os fatos ocorridos em sua vida; começou a pensar em perdoar sua mãe e a descer até a filha numa tentativa de harmonizar todos os sentimentos.

- SRGM – teve oportunidade de encontrar-se de forma profunda com suas verdades, seus sentimentos, suas emoções e luta para conseguir levar a vida de forma mais tranqüila, aceitando as pessoas como elas são.

Duas delas continuam o processo terapêutico e vindo semanalmente para os atendimentos enquanto outra se mudou de cidade.

A Fitoterapia em Cinco Movimentos possibilita ao Terapeuta Holístico trabalhar resgatando a simplicidade original das técnicas milenares.

O enfoque através dos Cinco Movimentos Chineses e a seleção das plantas graças à reação ao toque e/ou à Pulsologia de Nogier, torna a terapêutica muito mais dinâmica e perfeitamente adaptável a cada atendimento.

A isso se soma a grande vantagem de que esta abordagem está em total conformidade à legislação brasileira e às NTSV – Normas Técnicas Setoriais Voluntárias da Terapia Holística.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1-HIRSCH, SONIA

Manual do Herói

Gráfica e Editora Prensa - 1990

2-VIEIRA FILHO, HENRIQUE

HOLOPUNTURA – A Quintessência da União de Técnicas.

São Paulo. SINTE – CEA – Vol.1

3-VIEIRA FILHO, HENRIQUE

Curso de Holopuntura

São Paulo – SINTE – CEA – 2005

4-VIEIRA FILHO, HENRIQUE

O Microcosmo Sagrado: O segredo da Flor de Ouro para Saúde e Autoconhecimento.

São Paulo – Lumina Editorial, 1998

5-WEIL.PIERRE

HOLÍSTICA: Uma nova visão e abordagem do real.

São Paulo – Palas Athenas, 1990

6- VIEIRA FILHO, HENRIQUE

Fitoteca em cinco Movimentos

7- Textos Relacionados ao Curso de Fitoterapia, Postados no Site (CEA) pelo docente HVF.

ANEXOS E APÊNDICES

NTSV — FT 001
Fitoterapia — Boas Práticas Para Utilização

1. SUMÁRIO
Norma Técnica Setorial Voluntária para a Terapia Holística
NTSV — FT 001
Fitoterapia — Boas Práticas Para Utilização

2.PREFÁCIO   Normas Técnicas Setoriais Voluntárias para a Terapia Holística (normas = regras; técnicas = padrões adequados de procedimentos profissionais; setoriais = específicas para o setor da Terapia Holística; voluntárias = sem obrigação por Lei Federal).
   A Auto-Regulamentação pressupõe uma atitude voluntária dos profissionais a partir de uma conscientização para a necessidade da autodisciplina que abrangerá pontos básicos, estabelecendo regras éticas e técnicas de atuação, tais como Normas Técnicas Setoriais Voluntárias, Códigos de Ética, Resoluções, Pareceres, os quais deverão ser cumpridos não por força de Lei, mas sim, por força contratual que se estabelece por ocasião da filiação espontânea de cada membro junto à entidade auto-regulamentadora.
   Ao contrário do que ocorre nas profissões regulamentadas por Lei Federal, onde um membro pode ser punido até mesmo com a cassação de seu direito ao exercício profissional, as entidades auto-regulamentadoras se limitam a aplicar sanções estatutárias aos seus associados espontaneamente filiados e, quando muito, excluir um membro do quadro social.
   As entidades Auto-Regulamentadoras divulgam através da mídia seus regulamentos à sociedade a qual, esclarecida, espontaneamente dá preferência aos serviços e produtos que se enquadrem voluntariamente às regras internas da organização. O reconhecimento ao enquadramento é tornado público através de Selos de Qualidade aos produtos e por Certificações Técnicas e Carteiras de Associados aos serviços e profissionais. Mesmo sem obrigatoriedade legal, este reconhecimento torna-se um diferencial muito favorável a quem o obtém, que passa a ser favorecido pela "lei de mercado".
   A Auto-Regulamentação é o caminho do meio, que cada vez tem mais seguidores e que na teoria, tanto quanto na prática, mostra crescentes vantagens sobre os sistemas utópicos de liberdade total ou do total controle do governo.
   Ao final, foram acrescidos Anexos Informativos que apresentam dados adicionais a servirem de subsídios para melhor entendimento do contexto que norteou a elaboração da NTSV, além de facilitar a compreensão de suas aplicações práticas.

3.INTRODUÇÃO   A Fitoterapia conta com uma vasta bibliografia e grande aceitação em nosso país, tendo sofrido interpretações divergentes quanto ao seu preparo ideal e correta utilização. Esta Norma define alguns princípios básicos para as boas práticas profissionais que nortearão a auto-regulamentação da Terapia Holística no tocante ao uso terapêutico das plantas.

4. ELEMENTOS NORMATIVOS GERAIS

4.1 Título
Fitoterapia — Boas Práticas Para Utilização

4.2 ObjetivoDefinir a adequação de materiais, forma padrão de utilização, uso correto do BRT — Bloco de Recomendação Terapêutica e veto à comercialização das essências em consultórios de Terapia Holística.

4.3 Referências NormativasNTSV — TH 001 — Código de Ética da Categoria dos Terapeutas Holísticos
NTSV — TH 002 — BRT — Bloco de Recomendação Terapêutica
NTSV — TH 003 — FC — Ficha de Cliente

5. ELEMENTOS NORMATIVOS TÉCNICOS

5.1 Definições

5.1.1 TERAPEUTA HOLÍSTICO, em geral, procede ao estudo e à análise do cliente, realizados sempre sob os paradigmas holísticos, cuja abordagem leva em consideração os aspectos sócio-somato-psíquicos. Faz uso da somatória das mais diversas técnicas, pois cada caso é considerado único e deve-se dispor dos mais variados métodos, para possibilitar a opção por aqueles com os quais o cliente tenha maior afinidade: promove a otimização da qualidade de vida, estabelecendo um processo interativo com seu cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão. Avalia os desequilíbrios energéticos, suas predisposições e possíveis conseqüências, além de promover a catalização da tendência natural ao auto-equilíbrio, facilitando-a pela aplicação de uma somatória de terapêuticas de abordagem holística, com o objetivo de transmutar a desarmonia em autoconhecimento.

5.1.2 FITOTERAPEUTA — Realiza testes para avaliar a carência do cliente de determinadas propriedades terapêuticas encontradas na flora, fazendo uso de tabelas de tradição milenar de correlação das plantas com os distúrbios, da pulsologia e de testes musculares, propondo o uso dos vegetais corretos para cada caso; faz uso das propriedades terapêuticas das ervas sob diversas formas, tais como chás, banhos, compressas, óleos, extratos, inalações, dentre outras, visando não só despertar a capacidade de auto-equilíbrio, como, também, suprir a necessidade de certas substâncias e energias sutis que atuarão como princípios energoativos para a harmonização psicofísica.
5.1.3 CLIENTE — usuário de serviços de Terapia Holística, em pleno gozo de suas faculdades mentais que, a seu juízo, ou, quando for o caso, mediante autorização de seu representante legal, aceita a prosposta de trabalho terapêutico apresentada pelo profissional.

5.2 Símbolos e Abreviaturas
TH — Terapeuta Holístico;
THF — Fitoterapeuta;
NTSV — Norma Técnica Setorial Voluntária

5.3 Requisitos e Métodos de Ensaio

5.3.1 CRT — Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado — O fato do Terapeuta Holístico possuir ou não CRT — Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado ou estar filiado a qualquer entidade de nossa área, do ponto de vista legal, é irrelevante, uma vez que inexiste obrigatoriedade por Lei Federal. Entretanto, possuir um CRT é motivo cada vez maior de orgulho e de aceitação, tanto é que as Carteiras de Terapeuta Holístico Credenciado são impressas dentro dos mais rigorosos requisitos de qualidade e segurança. A população, por sua vez, finalmente pode ficar segura quanto ao profissional que procura, pois jamais haverá possibilidade de confundir um Terapeuta Holístico com um Psicólogo, ou um Fisioterapeuta, ou um Médico, justamente graças à utilização do número de CRT em seus cartões e anúncios. Esta diferenciação foi e sempre será objeto de ampla campanha de esclarecimento nos mais variados veículos de comunicação.

5.3.2 Qualificação Técnica — (neste item, preencher no mínimo um dos requisitos):

5.3.2.1 — Diploma de cursos da área reconhecidos pelo MEC ou pelo SINTE; e/ou
5.3.2.2 — Diploma de curso superior na área de saúde ou outro a critério exclusivo do SINTE; e/ou
5.3.2.3 — Notório Saber: monografia sobre Fitoterapia aprovado pelo SINTE; e/ou
5.3.2.4 — Direito Adquirido: Comprovação de atuação há mais de 4 anos, seja por registro como empregado, autônomo ou como empresa da área, apresentando os documentos pertinentes: em caso de empregado, cópia do conteúdo da Carteira de Trabalho; se for profissional autônomo, cópia do ISS contendo a data de início da atividade; se for empresa, CNPJ e Contrato Social, onde comprove a vinculação com a nossa profissão.

5.3.3 — Fitoterápicos — aquisição e indicação

5.3.3.1 — Opção 1: aquisição dos fitoterápicos pelo próprio TH em estabelecimentos legalmente constituídos, devendo ser conservada a Nota Fiscal comprovando a origem do produto. Importante: é vedada a comercialização no consultório do Terapeuta Holístico, devendo ter isso em conta ao estabelecer o valor da consulta pois, neste caso, os fitoterápicos serão doados, jamais serão cobradas à parte (um só preço, quer o cliente vá consumir produtos ou não).
Opção 2: o cliente adquire diretamente nas boas casas do ramo, devendo ser utilizado o BRT — Bloco de Recomendação Terapêutica para instruí-lo.
5.3.3.2 — O BRT jamais deve ser utilizado para prescrever fórmulas para manipulação; o TH deve indicar fitoterápicos já prontos para consumo, de venda livre, cuja rotulagem em português conste as especificações do produto, o farmacêutico e empresa responsáveis pela formulação e manipulação, o mesmo sendo válido para produtos importados, que deverão ter suas embalagens e rotulagens adequadas e traduzidas para o consumidor brasileiro.
5.3.3.3 — A seleção dos fitoterápicos a serem recomendados caso a caso deve basear-se nos testes para avaliar a carência do cliente de determinadas propriedades terapêuticas encontradas na flora, fazendo uso de:

5.3.3.3.1 — Tabelas de tradição milenar de correlação das plantas com os distúrbios energéticos, sintomas e tipologia;
5.3.3.3.2 — Pulsologia e/ou de testes musculares (como por exemplo, o Omura Test).

5.3.4 Idade mínima do cliente: 18 anos; poderão ser aceitos clientes menores de idade, se permancerem presentes pelo menos um dos pais ou responsável legal ou se houver autorização escrita dos mesmos, devendo a autorização permanecer guardada junto à ficha do cliente.
5.3.5 Constatação de Conformidade: O TH que voluntariamente se compromete ao cumprimento desta NTSV igualmente se coloca à disposição do SINTE — Sindicato dos Terapeutas para que este averigue a qualquer tempo o integral cumprimento da mesma, estando este compromisso firmado pela expedição da Certificação Técnica que a esta Norma se vincula e cuja validade pode ser suspensa ou revogada pelo órgão expedidor, em caso de comprovado descumprimento.

A Fitoterapia na História do Brasil

(Texto publicado no informativo Herbarium Saúde, número 29/04)

O Brasil tem uma das mais ricas biodiversidades do planeta, com milhares de espécies em sua flora.

Possivelmente, a utilização das plantas – não só como alimento, mas também como fonte terapêutica começou desde que os primeiros habitantes chegaram aqui, há cerca de 12 mil anos, dando origem aos “paleoníndios” amazônicos, dos quais derivaram as principais tribos indígenas do país.

Pouco, no entanto, se conhece sobre esse período.

As primeiras informações sobre os hábitos dos indígenas só vieram à luz com o início da colonização portuguesa, a começar pelas observações feitas na ilha de Santa Cruz pelo escrivão Pero Vaz de Caminha, da esquadra de Pedro Álvares Cabral, em sua famosa Carta a El Rei Dom Manuel.

Um pouco mais tarde, entre 1560 e 1580, o padre José de Anchieta

detalhou sobre as melhoras plantas comestíveis e medicinais do Brasil em suas cartas ao Superior Geral da Companhia de Jesus.

Descreveu em detalhes alimentos como o feijão, o trigo, a cevada, o milho, o grão-de-bico, a lentilha, o cará, o palmito e a mandioca, que era o principal alimento dos índios. Anchieta citou também verduras como a taioba-roxa, a mostarda, a alface, a couve, falou das frutas nativas como a banana, o marmelo, a uva, o citrus e o melão, e mostrou a importância que os índios davam às pinhas das araucárias.

Das plantas medicinais, especificamente, Anchieta falou muito em uma

erva-boa”, a hortelã-pimenta, que era utilizada pelos índios contra indigestões,

para aliviar nevralgias e para o reumatismo e as doenças nervosas.

Exaltou também as qualidades do capim-rei, do ruibarbo do brejo, da ipecacuanha preta, que servia como purgativo; do bálsamo da copaíba, usado para curar feridas, e da cabriúva vermelha.

Outro fato que chamou a atenção do missionário foi a utilização dos timbós pelos índios, especialmente da espécie Erythrina speciosa.

O timbó, de acordo com o Aurélio, é uma “designação genérica para leguminosas e sapindáceas que induzem efeitos narcóticos nos peixes, e por isso são usadas para pescar.

Maceradas, são lançadas na água, e logo os peixes começar a boiar, podendo facilmente ser apanhados à mão. Deixados na água, os peixes se recuperam, podendo ser comidos sem inconvenientes em outra ocasião”.

Quase tudo que se sabe da flora brasileira foi descoberto por cientistas

estrangeiros, especialmente os naturalistas, que realizaram grandes expedições cientificas ao Brasil, desde o descobrimento pelos portugueses até o final do século XIX.

Essas grandes expedições tinham o intuito de conhecer e explorar as riquezas naturais do país, conhecer a geologia e a geografia do Novo Mundo, bem como determinar longitudes e latitudes para a elaboração dos mapas”.

Listagem atualizada de Fitoterápicos que só podem ser receitados por médicos:

De acordo com a RESOLUÇÃO-RE Nº 89, DE 16 DE MARÇO DE 2004, expedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Arctostaphylos uva-ursi Spreng (Uva-ursi): Venda sob prescrição médica

Centella asiatica (L.) Urban, Hydrocotile asiatica L. (Centela, Gotu kola ): Venda sob prescrição médica

Cimicifuga racemosa (L.) Nutt.(Cimicífuga): Venda sob prescrição médica

Echinacea purpurea Moench (Equinácea): Venda sob prescrição médica

Ginkgo biloba L. (Ginkgo): Venda sob prescrição médica

Hypericum perforatum L. (Hipérico): Venda sob prescrição médica

Piper methysticum Forst. f. (Kava-kava): Venda sob prescrição médica

Serenoa repens (Bartram) J.K. Small 25 (Saw palmetto): Venda sob prescrição médica

Tanacetum parthenium Sch. Bip. (Tanaceto): Venda sob prescrição médica

Valeriana officinalis (Valeriana): Venda sob prescrição médica

Hamamelis virginiana (Hamamelis): Venda sob prescrição médica

Última atualização:
2009-01-28 12:35
Autor: :
NEUZA MIRANDA E SILVA CHAMMAS - CRT 36999 - TERAPEUTA HOLÍSTICA
Revisão:
1.1
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