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Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001

SINTE – SINDICATO DOS TERAPEUTAS – Holística 2009

 

 

Sumário


Resumo

Introdução

Material e Metodologia

Resultados

Discussão

Conclusões

Referências Bibliográficas

Anexos e Apêndices

 

 

Resumo

Este trabalho aborda a utilização do I Ching como instrumento auxiliar à Psicoterapia Holística, análogo às técnicas de associação "livre" e de interpretação de sonhos. 

Igualmente discursa sobre sobre a sincronicidade (coincidências emocionalmente significativas) entre os símbolos gerados aleatoriamente (hexagramas) e o inconsciente do Cliente, como forma de propiciar "insights" e catarses durante a interpretação conjunta dos textos e imagens milenares.

E, a título lúdico, apresenta o I Ching como o antecessor do código binário utilizado na moderna computação, tendo as linhas, ora Yin, ora Yang, o mesmo papel dos numerais zero e um, a compor todo o Universo de possibilidades, sintetizadas em 64 situações arquetípicas com as quais todo indivíduo inconscientemente se percebe refletido.

 
 Introdução

Milenarmenteutilizado como forma de meditação pelos estudiosos e como oráculo pelosleigos, o I Ching foi apresentando ao século 20 como viável instrumentoterapêutico, graças à pública simpatia de Carl Gustav Jung,um dos maiores nomes da Psicanálise, por este instrumento, demonstradaem seu prefácio à obra "I Ching - O Livro Das Mutações", de RichardWilhelm, principal responsável em introduzir o sistema ao Ocidente.

Também na lista de célebres admiradores do I Ching, contamos com Gottfried Wilheim Leibniz,que assumiu a grande similaridade com o sistema binário (a basematemática da linguagem de computação...) por ele desenvolvido, assimcomo Niels Bohr, umdos pais da física quântica, que reconheceu as semelhanças entre suaciência das partículas e as mutações descritas neste que é consideradoo livro mais antigo do mundo (cerca de 5 mil anos), além do polêmicocientista biomolecular Johnson F. Yan, que demonstrou a curiosasemelhança entre a matemática do DNA e a do I Ching, popularizado emsua obra "DNA e o I Ching: o Tao da Vida" e, claro, o mais reverenciadofilósofo chinês, cujo nome latinizado é Confúcio, a quem se atribuivários textos interpretativos aos hexagramas.

OI Ching atua como "espelho" onde refletimos nosso próprio inconscientee sua eficácia neste sentindo é tamanha, a tal ponto de renomadosmatemáticos, físicos, biólogos, filósofos e, mais diretamenterelacionado à nossa proposta, psicanalistas, enxergarem a si e a seustrabalhos espelhados nos símbolos antigos. 

Da mesma forma, o Terapeuta Holístico podefazer uso deste instrumento, tanto para acessar seu próprioinconsciente e maximizar-se como pessoa e profissional, quanto comométodo lúdico de contornar a resistência racional dos Clientes emaflorar materiais psíquicos não conscientes, bem como clarificar oentendimento do momento. 

 

Material e Metodologia

Aidade mínima da pessoa atendida deve ser 18 anos; excepcionalmentepoderão ser aceitos clientes menores de idade, somente se houverautorização escrita de pelo menos um dos pais ou responsável legal e oprofissional deve avaliar como adequada a maturidade emocional docandidato; a autorização deve permancer guardada junto à ficha doCliente.

O profissional que atua com o I Ching é um TERAPEUTA HOLÍSTICO, Modalidade: Terapia Em Sincronicidade,que distingue-se dos demais por atuar junto ao seu cliente sem aobrigatoriedade do contato físico direto, sendo que em algumassituações nem sequer é necessária a presença do mesmo. 

Esteprofissional faz aplicações práticas da teoria da sincronicidadejunguiana, utilizando métodos tradicionais e modernos de análise, taiscomo radiestesia, paranormalidade, astrologia, numerologia, tarot, IChing, búzios, runas e similares, como formas auxiliares da avaliaçãodo quadro do cliente, ou terapeuticamente, estimulando-lhe a intuição eo pensamento não-linear. 

Deposse da análise sincronística, faz uso terapêutico de técnicas comoreiki, radiônica, psicotrônica, mentalizações e similares, além dadiscussão interativa com o cliente de aspectos levantados ouastrologicamente, ou numerologicamente ou por demais métodostradicionais de "previsão", acrescidos de aconselhamento, levando aoautoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns:comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma,incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida(aumento máximo das oportunidades e minimização das condiçõesadversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisões,inclusive, profissionais. Realiza consultoria junto a empresas, além departiculares, aconselhando e otimizando a habilidade para tomada dedecisões tanto na esfera pessoal, quanto profissional, além de promovera harmonização energética de ambientes.

OTerapeuta Holístico deve explicar o processo de Terapia emSincronicidade com detalhes e certificar-se de que seu clientecompreendeu a proposta terapêutica, em especial, que inexistevinculação religiosa ou de credo ao trabalho. Deve esclarecer que ossímbolos e arquétipos (astros, cartas, números, hexagramas, etc.)jamais determinam as características e acontecimentossócio-psico-físicos do indivíduo, mas sim, por todos se regeremsincronisticamente pelas mesmas leis universais, servem como pontos dereferência exteriores onde espelhamos e estudamos a nós mesmos. 

Necessitatornar claro que a análise sincronística jamais se presta a previsõestaxativas, podendo outrossim, detectar as tendências e predisposiçõescom maior ou menor probabilidade de ocorrência em relação a um períodoou opção, servindo de subsídio para a tomada de decisões. 

Pertinentefazer compreender os limites da intervenção sincronística, ou seja, queao atuar intencionalmente sobre um símbolo ou arquétipo (alteração deletras em um nome, seleção astrológica de datas para eventos, uso depedras, gráficos, aromas e similares) com o objetivo de sincronizar-secom as influências desejadas, aumenta-se tal predisposição, outrossim,considerando-se a infinidade de fenômenos igualmente significativosenvolvidos, é vedada qualquer promessa taxativa de resultados.

Oconsultório deve estar aparelhado para proporcionar temperaturaambiente adequada ao conforto da pessoa atendida, luz amena,minimização de ruídos, bem como privacidade, inclusive do Cliente paracom o profissional.

OTerapeuta Holístico, por meio de variadas técnicas (relaxamento viatoque ou induzido verbalmente, musicoterapia, aromaterapia,cromoterapia e similares), deve propiciar ao Cliente um estado deserenidade, condição ideal para melhor aproveitamento da sessão em queincluir o I Ching. Opensamento deve focar em uma pergunta objetiva sobre a situação quedesejam aprofundar em terapia. Isto feito, opta por um método de geraraleatoriamente o hexagrama que servirá de "espelho" arquetípico onde oconsulente refletirá a si mesmo. 

Ohexagrama, como o nome sugere, é composto por seis linhas, cada qualpodendo ser classificada como yin (representada graficamente por umalinha interrompida: _ _ ), ou yang (representada por uma linha contínua: ___ ),sendo unidas umas sobre as outras, de baixo para cima. Originalmenterealizado por varetas de milefólio, o "sorteio" popularizou-se via usode três moedas de duas faces distintas, arbitrando-se o valor numérico2 (dois) para o lado par e 3 (três) para o ímpar. A soma das trêsmoedas sendo par, está pré-definida como sendo uma linha yin ( _ _ ) e,caso ímpar, resulta em linha yang ( __ ), sendo repetido o procedimento até obter as 6 linhas que comporão o hexagrama. 

Com o auxílio da literatura sobre o I Ching (recomendamos o excelente "I Ching: o Livro das Mutações",de Richard Wilhelm, impresso pela Editora Pensamento-Cultrix), queincluem uma tabela como a seguinte, identifica-se o númerocorrespondente ao hexagrama obtido e consulta-se os textos relacionados.

 

Trigrama
superior
 
----------------
Trigrama inferior 
Trigramme qián du Yi Jing Chi´ien, o Criativo
Céu
Trigramme zhèn du Yi Jing 
Chên, o Incitar

Trovão
Trigramme kǎn du Yi Jing 
K´an, o Abismal

Água
Trigramme gèn du Yi Jing 
Kên, a Quietude
Montanha
Trigramme kūn du Yi Jing 
K´un, o Receptivo

Terra
Trigramme xùn du Yi Jing 
Sun, a Suavidade

Vento
Trigramme lí du Yi Jing 
Li, o Aderir

Fogo
Trigramme duì du Yi Jing 
Tui, a Alegria

Lago
Trigramme qián du Yi Jing Chi´ien, o Criativo
Céu
Hexagramme 1 du Yi Jing
1
Hexagramme 34 du Yi Jing
34
Hexagramme 5 du Yi Jing
5
Hexagramme 26 du Yi Jing
26
Hexagramme 11 du Yi Jing
11
Hexagramme 9 du Yi Jing
09
Hexagramme 14 du Yi Jing
14
Hexagramme 43 du Yi Jing
43
Trigramme zhèn du Yi Jing Chên, o Incitar
Trovão
Hexagramme 25 du Yi Jing
25
Hexagramme 51 du Yi Jing
51
Hexagramme 3 du Yi Jing
3
Hexagramme 27 du Yi Jing
27
Hexagramme 24 du Yi Jing
24
Hexagramme 42 du Yi Jing
42
Hexagramme 21 du Yi Jing
21
Hexagramme 17 du Yi Jing
17
Trigramme kǎn du Yi Jing K´an, o Abisma
Água
Hexagramme 6 du Yi Jing
6
Hexagramme 40 du Yi Jing
40
Hexagramme 29 du Yi Jing
29
Hexagramme 4 du Yi Jing
4
Hexagramme 7 du Yi Jing
7
Hexagramme 59 du Yi Jing
59
Hexagramme 64 du Yi Jing
64
Hexagramme 47 du Yi Jing
47
Trigramme gèn du Yi Jing Kên, a Quietude
Montanha
Hexagramme 33 du Yi Jing
33
Hexagramme 62 du Yi Jing
62
Hexagramme 39 du Yi Jing
39
Hexagramme 52 du Yi Jing
52
Hexagramme 15 du Yi Jing
15
Hexagramme 53 du Yi Jing
53
Hexagramme 56 du Yi Jing
56
Hexagramme 31 du Yi Jing
31
Trigramme kūn du Yi Jing K´un, o Receptivo
Terra
Hexagramme 12 du Yi Jing
12
Hexagramme 16 du Yi Jing
16
Hexagramme 8 du Yi Jing
8
Hexagramme 23 du Yi Jing
23
Hexagramme 2 du Yi Jing
2
Hexagramme 20 du Yi Jing
20
Hexagramme 35 du Yi Jing
35
Hexagramme 45 du Yi Jing
45
Trigramme xùn du Yi Jing Sun, a Suavidade
Vento
Hexagramme 44 du Yi Jing
44
Hexagramme 32 du Yi Jing
32
Hexagramme 48 du Yi Jing
48
Hexagramme 18 du Yi Jing
18
Hexagramme 46 du Yi Jing
46
Hexagramme 57 du Yi Jing
57
Hexagramme 50 du Yi Jing
50
Hexagramme 28 du Yi Jing
28
Trigramme lí du Yi Jing Li, o Aderir
Fogo
Hexagramme 13 du Yi Jing
13
Hexagramme 55 du Yi Jing
55
Hexagramme 63 du Yi Jing
63
Hexagramme 22 du Yi Jing
22
Hexagramme 36 du Yi Jing
36
Hexagramme 37 du Yi Jing
37
Hexagramme 30 du Yi Jing
30
Hexagramme 49 du Yi Jing
49
Trigramme duì du Yi Jing Tui, a Alegria
Lago
Hexagramme 10 du Yi Jing
10
Hexagramme 54 du Yi Jing
54
Hexagramme 60 du Yi Jing
60
Hexagramme 41 du Yi Jing
41
Hexagramme 19 du Yi Jing
19
Hexagramme 61 du Yi Jing
61
Hexagramme 38 du Yi Jing
38
Hexagramme 58 du Yi Jing
58


Comumente,o nome dos trigramas (hexagramas são compostos por dois trigramas), bemcomo do hexagrama em si, por si só, induzem a imagens mentais desituações análogas na natureza, provocando respostas emocionais. Nolivro recomendado existe também descrições e comentários, quanto àslinhas, aos trigramas e ao hexagrama em si, tanto de origem milenar,quanto do próprio autor e a e leitura dos mesmos frequentemente causa"insights", onde o consulente percebe coincidências significativasentre o descrito e a resposta que procura.

Portradição, as linhas que resultem das três moedas com a mesma face (3"caras", ou 3 "coroas"), ou, no caso de outro sistema de sorteio, omaior número par possível (seis), ou maior número ímpar possível(nove), por si só seriam objeto de atenção especial, existendo textosespecíficos a serem lidos e interpretados, para cada linha nestasituação, que são chamadas de "linhas móveis". 

A"mobilidade" sugerida implica que, estando na soma numérica máxima dacondição par (yin) ou ímpar (yang), as linhas nestas condições estãoprestes a se transformar em seu oposto ( de _ _ passaria para __ evice-versa...), obtendo-se assim, um novo hexagrama, desta vezrelacionado a uma situação futura, que seria decorrência natural datransmutação no tempo, do quadro apresentado inicialmente, que é focadono momento presente. Novamente, a consulta à tabela acima, levaria aostextos correspondentes, que acrescentariam mais subsídios para oconsulente espelhar-se e obter conclusões.

Atualmente,existe muitos softwares capazes de realizar o sorteio do hexagrama, bemcomo já localizar os textos correspondentes ao mesmo. O próprio SINTE - SINDICATO DOS TERAPEUTAS vem desenvolvendo uma versão online, para uso de seus associados.

OTerapeuta Holístico traz à pauta terapêutica as sincronicidadespercebidas pelo Cliente em relação à sessão com o I Ching, tal comofaria nas técnicas de interpretação de sonhos e de associações"livres", realizando uma discussão interativa sobre os aspectoslevantados, auxiliando o consulente a reconhecer conteúdos psíquicosseus que projetou durante o exercício lúdico de interpretação dohexagrama. 

 

Resultados

Ométodo mostrou-se eficaz como forma de acesso ao inconsciente,contornando as defesas racionais que comumente bloqueiam o aflorar dematerial psíquico, bem como foi particularmente útil com Clientes quetenham resistência maior perante as alternativas mais usuais deampliação da consciência, tais como análise de sonhos e associaçõeslivres. A interpretação e discussão de hexagramas obtidos possibilitauma sequência de pautas a serem trabalhadas em sessões continuadas,funcionando como fio de meada eficiente para a evolução dos processosde autoconhecimento almejados na terapia.


Discussão 

Boaparte do esforço terapêutico se dá no sentido de acessar o conteúdopsíquico inconsciente do Cliente, trazendo-o à consciência e auxiliar àmaior compreensão e assimilação, resultando em autoconhecimento e, porconsequência, uma melhoria na Qualidade de Vida

Quantomais objetivo e racional for o método adotado para este fim, tanto maisfácil será para que as defesas e a resistência à terapia criemobstáculos ao aflorar de material reprimido. É válido, pois, que seutilize igualmente técnicas de cunho subjetivo, capazes de contornar aresistência do racional e possibilitar que, de forma indireta, semanifestem aspectos psíquicos, projetados em algo externo ao que sejacomumente associado com o "eu". O analista atento será capaz deidentificar as projeções e colher subsídios para a evolução da terapia.A Psicanálise clássica tira bom proveito da técnica de associaçãolivre, na qual o Cliente, ao entregar-se ao "jogo" de expressar tudoque lhe vier à mente, sem censura e da forma mais espontânea eimpensada, frequentemente traz à tona informações reprimidas sobre simesmo, sem se dar conta de imediato, contornando desta forma, aresistência natural que impede o aflorar destes conteúdos. Ainterpretação de sonhos segue este mesmo caminho, pois, nosso racionalnão se dá conta, a princípio, de que ao falar do que aconteceu nouniverso onírico, estamos, na verdade, contando sobre nós mesmos. OPsicodrama, a Arteterapia, igualmente possibilitam "palco" e "tela"onde o Cliente interpreta e pinta a si mesmo, sem se dar conta imediatado processo, evitando dessa forma que as defesas racionais bloqueiem oeclodir do material psíquico.

Dentro desta mesma linha, os métodos que utilizam o conceito junguiano de SINCRONICIDADE, tais como Astrologia, Numerologia, Tarô e, mais particularmente ao caso, o I Ching,funcionam perfeitamente como formas de acessar o inconsciente e detrazer à tona material antes reprimido, no decorrer do exercício deinterpretação.

Aindaque de origem milenar e oriental, o I Ching, quanto à forma, está emparalelo com as mais modernas e ocidentais concepções. O conceito de umuniverso em contínua mutação possui evidentes analogias com a visão domicroscosmo das partículas, antes tida como imutáveis, e que agora sãoconcebidas como transmutáveis umas nas outras, na visão da físicaquântica. 

Jáa incrível coincidência entre a matemática do DNA e as suas 64possíveis combinações e igual número e forma de hexagramas do I Ching,novamente colocam o secular sistema em sintonia com os nossos tempos.

Maispróxima ao cotidiano de todos, a computação, onipresente na vidamoderna, simplesmente se baseia na mesma matemática que o I Ching: TUDOé sintetizável e expresso sob  combinações de tão somente duasvariáveis opostas e complementares: "0" (desligado, negativo) e "1"(ligado, positivo), ou seja, yin ( _ _ ) e yang ( __ ) !

Veja a palavra ALEGRIA, escrita em linguagem de computação: 

 

01000001011011000110010101100111011100100110100101100001

 

E a mesma expressão, sintetizada em um hexagrama:

 

_  _  0
___  1
___  1
_  _  0
___  1
___  1

Damesma forma como a linguagem "pura" do computador nos é incompreensívele precisamos de sistemas operacionais (DOS, Windows, Linux...) quefaçam a tradução, bem como de "softwares" (aplicativos) para tarefasespecíficas, igualmente o entendimento direto de um hexagrama nosescapa e necessitamos de "traduções" desta linguagem primordial,servindo para tal, os textos de autores seculares e modernos, que nostrazem suas interpretações quanto às linhas, trigramas e hexagramas.

Assimcomo o computador, tão somente variando entre zero e um, nos dá acessoa textos, imagens, sons, vídeos, cores, igualmente o I Ching,alternando entre yin e yang, resulta em combinações que evocam em cadaum de nós, situações típicas pelas quais todos passamos em algummomento, mais precisamente, 64 circunstâncias "universais", ARQUETÍPICAS, tão antigas e primordiais que fazem parte do INCONSCIENTE COLETIVO e, como tal, automaticamente evocam nossa empatia. 

Cadahexagrama é um espelho no qual refletimos uma faceta de nós mesmos.Neste quesito, até o mais cético e racional dos indivíduos éperfeitamente capaz de compreender e aceitar. O que realmente causaadmiração a quem pratica e suspeição em quem nunca experienciou ofenômeno, é que o signo gerado ao "acaso" pelas variáveis do yin eyang, resulta em algo mais do que uma "tela" em que projetamos aspectosinconsciente de nosso psiquismo... Até mesmo um "observador externo" aoevento percebe evidentes coincidências entre a pergunta original e osímbolo resultante pelo método do I Ching. Não existe uma relaçãocausal, mas, subjetivamente, emocionalmente, é sentido que é ocorrecontinuadamente coincidências significativas, ou seja, SINCRONICIDADES entre o momento vivenciado pelo consulente e a interpretação clássica do hexagrama resultante.

 

Nestetrabalho aqui apresentado, teceu-se várias metáforas relacionando osistema com "telas" onde o Cliente pinta a si mesmo; neste ponto datese, convém ampliarmos a analogia, considerando cada hexagrama comouma obra-prima retratada há milhares de anos, cuja interpretação já foiobjeto de dedicação de inúmeros especialistas no decorrer dos tempos. AMona Lisa, de Da Vinci, é coletivamente conhecida por seu sorrisoenigmático. Individualmente, pode ocorrer de alguém olhar ao quadro econsiderar a mulher retratada como estando, por exemplo, triste. Nestasituação hipotética, há grandes chances da pessoa estar PROJETANDO suatristeza como se fosse algo externo a si, defensivamente atribuindo suaemoção não compreendida para a tela. Claro que, em terapia, a situaçãodescrita, por si só, teria proporcionado um bom subsídio... 

Já no contexto terapêutico em que se emprega o I Ching, o procedimento terá que ser complementado. Quando um profissional, um Terapeuta Holístico,se propõe a incluir esta técnica a disposição de seus Clientes, há deestudar as interpretações clássicas de cada hexagrama, pois,partindo-se do pressuposto da SINCRONICIDADE, ainda que sejafundamental tudo o que o consulente projetar de si sobre os símbolos,também será importante o arquétipo, quanto ao seu consensointerpretativo clássico, cabendo levantar a hipótese de o indivíduoenquadrar-se no contexto e estar resistindo inconscientemente emconstatar. 

Aindano campo metafórico, algo como um espelho refletindo uma pessoa magra(dentro de parâmetros de interpretação padronizados pela sociedade..),que vê a si como estando acima do peso, pois, devido a educaçãorecebida, traumas, etc..., desenvolveu uma auto-imagem de inadequação.Caberia ao Terapeuta Holístico constatar a provável disparidade eincluir na pauta das sessões uma forma de auxiliar o Cliente em rever aimagem que fixou sobre si mesmo. Também no espelhamento frente a umhexagrama, o profissional deve observar se há discrepânciasignificativa entre a interpretação pessoal do consulente e a versãoclássica e se é caso de propor e proporcionar oportunidade dereavaliação de sua percepção do momento.

O I Ching, quanto empregado no âmbito terapêutico, tem claro enfoque de que está sendo acessado o INCONSCIENTE,não apenas o coletivo, mas essencialmente o INDIVIDUAL, cabendo aoTerapeuta Holístico catalizar a interpretação do Cliente quanto aoshexagramas, inclusive, suprindo-o de informações quanto à visãoclássica de seus significados, mantendo-se atento a identificar oconteúdo psíquico que se apresentar refletido, para que possa, nomomento oportuno, reapresentar à pauta das sessões.


Conclusões

Boaparte da Clientela da Terapia Holística possui curiosidade e aceitaçãoquanto a técnicas que envolvam a Sincronicidade, como é o caso do I Ching, especialmentedestacado graças à simpatia pública de grandes pensadores, e, ainda quemilenar, mantendo-se em surpreendente atualidade quanto ao linguajarmatemático em que se estrutura, similar ao dos computadores, que estãocada vez mais inseridos no dia-a-dia de nossa vida moderna.

Aampliação do autoconhecimento é premissa para toda Terapia, o que exigedos profissionais o conhecimento e aplicação de técnicas que propiciemacesso ao inconsciente de cada Cliente, trazendo à consciênciaconteúdos psíquicos para serem compreendidos e integrados. Os sistemas("mecanismos"...) de defesa criam a natural e esperada resistência aeste processo de aflorar do psiquismo, cabendo ao analista encontrarformas de contornar e abrandar esta reação contrária, elegendo qual atécnica adotar, para cada indivíduo e a cada momento. 

Somando-seà milenar análise dos sonhos, às técnicas vivenciais de catarse, àserena e freudiana associação livre de idéias, dentre inúmeros outrosinstrumentos, este trabalho apresenta o uso do I Ching como mais umeficaz e lúdico sistema a ser aplicado nos consultórios.

OPsicanalista Carl G. Jung o considerou um guia para o inconsciente. Jáesta dissertação, de forma bem-humorada quanto à sua analogia com osmodernos sistemas de informática, acrescenta que o I Ching é umverdadeiro "software" do Eu.

 

Referências Bibliográficas

"I Ching: o Livro das Mutações" - Richard Wilhelm - Editora Pensamento-Cultrix

“Tutorial Terapia Holística” - Henrique Vieira Filho – SinteBooks

"DNA e o I Ching: o Tao da Vida" - Johnson F. Yan - Madras

"I Ching - O Livro Do Yin E Do Yang" - Cyrille Javary -Editora Pensamento-Cultrix

"O Tao Da Física: Um Paralelo Entre A Física Moderna E O Misticismo Oriental" - Fritjof Capra - Editora Pensamento-Cultrix

 

Anexos e Apêndices

 

Coincidência entre os estudos do DNA e do I Ching

Quadro-resumo das semelhanças

DNA I Ching
O DNA encerra todos os processos vitais de todos os seres vivos, determinados por uma estrutura com formação precisa. O I Ching engloba todos os processos existenciais dos seres vivos, através de uma estrutura com formação precisa.
A base do DNA é constituída pela polaridade da dupla hélice, sendo a manifestação fundamental da vida. A base do I Ching é constituída pela polaridade Yin-Yang, manifestação fundamental do princípio universal.
Quatro moléculas compõem a hélice dupla do DNA: adenina, timina, citosina e guanina; elas se interligam aos pares. Quatro símbolos são utilizados para compor uma codificação: yang-repouso, yang-móvel, yin-repouso e yin-móvel; eles se interligam aos pares.
Três destas moléculas formam uma palavra-código para a síntese da proteína. Três destes símbolos formam um trigrama, que é a imagem fundamental a formar os hexagramas.
Cada palavra é constituída de três letras dentre quatro possíveis. Cada trigrama é constituída de três símbolos dentre quatro possíveis.
A direção de leitura das palavras-código é estritamente determinada. A direção de leitura dos trigramas é estritamente determinada.
Duas das tríades denominam-se "início" e "fim". Marcam o começo e o término de uma frase-código. Dois dos hexagramas denominam-se "Antes do Fim" e "Após o Fim". Marcam fim e início de uma situação vivencial.
A programação da identidade genética é determinada por um código de 64 palavras. Os hexagramas são as identidades de interpretação e formam um conjunto de 64 condições.
Uma ou diversas tríades programam a construção de cada um dos vinte aminoácidos; seqüências bem determinadas dessas tríades elaboram a forma e construção de todos os seres vivos, dento de um contexto evolutivo. Uma ou diversas tríades formam hexagramas que fornecem imagens vívidas e precisas de estados dinâmicos da vivência; seqüências bem determinadas dessas tríades determinam uma programação de destino, dentro de um contexto evolutivo.

Fonte: http://www.mlopes.eng.br/iching/dna2.htm


 

NTSV — TS 001-Terapia em Sincronicidade — Boas Práticas

1. SUMÁRIO


Norma Técnica Setorial Voluntária para a Terapia Holística - NTSV — TS 001 - Terapia em Sincronicidade — Boas Práticas

 

2. PREFÁCIO


  Normas Técnicas Setoriais Voluntárias para a Terapia Holística (normas= regras; técnicas = padrões adequados de procedimentos profissionais;setoriais = específicas para o setor da Terapia Holística; voluntárias= sem obrigação por Lei Federal).
   A Auto-Regulamentação pressupõeuma atitude voluntária dos profissionais a partir de umaconscientização para a necessidade da autodisciplina que abrangerápontos básicos, estabelecendo regras éticas e técnicas de atuação, taiscomo Normas Técnicas Setoriais Voluntárias, Códigos de Ética,Resoluções, Pareceres, os quais deverão ser cumpridos não por força deLei, mas sim, por força contratual que se estabelece por ocasião dafiliação espontânea de cada membro junto à entidadeauto-regulamentadora.
   Ao contrário do que ocorre nas profissõesregulamentadas por Lei Federal, onde um membro pode ser punido atémesmo com a cassação de seu direito ao exercício profissional, asentidades auto-regulamentadoras se limitam a aplicar sançõesestatutárias aos seus associados espontaneamente filiados e, quandomuito, excluir um membro do quadro social.
   As entidadesAuto-Regulamentadoras divulgam através da mídia seus regulamentos àsociedade a qual, esclarecida, espontaneamente dá preferência aosserviços e produtos que se enquadrem voluntariamente às regras internasda organização. O reconhecimento ao enquadramento é tornado públicoatravés de Selos de Qualidade aos produtos e por Certificações Técnicase Carteiras de Associados aos serviços e profissionais. Mesmo semobrigatoriedade legal, este reconhecimento torna-se um diferencialmuito favorável a quem o obtém, que passa a ser favorecido pela "lei demercado".
   A Auto-Regulamentação é o caminho do meio, que cada veztem mais seguidores e que na teoria, tanto quanto na prática, mostracrescentes vantagens sobre os sistemas utópicos de liberdade total oudo total controle do governo.
   Ao final, foram acrescidos AnexosInformativos que apresentam dados adicionais a servirem de subsídiospara melhor entendimento do contexto que norteou a elaboração da NTSV,além de facilitar a co


3. INTRODUÇÃO 

 

ATerapia em Sincronicidade conta com uma vasta bibliografia e grandeaceitação em nosso país, tendo sofrido interpretações divergentesquanto a sua correta utilização. Esta Norma define alguns princípiosbásicos para as boas práticas profissionais que nortearão aauto-regulamentação da Terapia Holística.

 

4. ELEMENTOS NORMATIVOS GERAIS

 

4.1 TítuloTERAPIA EM SINCRONICIDADE — Boas Práticas

4.2 Objetivo
Definir a adequação padrão de utilização.

4.3 Referências Normativas
NTSV — TH 001 — Código de Ética da Categoria dos Terapeutas Holísticos
NTSV — TH 002 — BRT — Bloco de Recomendação Terapêutica
NTSV — TH 003 — FC — Ficha de Cliente

 

5. ELEMENTOS NORMATIVOS TÉCNICOS

 

5.1 Definições

5.1.1 TERAPEUTA HOLÍSTICO, em geral, procede ao estudo e à análise do cliente, realizados sempre sob o paradigma holístico, cuja abordagem leva em consideração os aspectos sócio-somato-psíquicos. Faz uso da somatória das mais diversas técnicas, pois cada caso é considerado único e deve-se dispor dos mais variados métodos, para possibilitar a opção por aqueles com os quais o cliente tenha maior afinidade: promove a otimização da qualidade de vida, estabelecendo um processo interativo com seu cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão. Avalia os desequilíbrios energéticos, suas predisposições e possíveis consequências, além de promover a catalização da tendência natural ao auto-equilíbrio, facilitando-a pela aplicação de uma somatória de terapêuticas de abordagem holística, com o objetivo de transmutar a desarmonia em autoconhecimento.
5.1.2 
TERAPEUTA EM SINCRONICIDADE: distingue-se dos demais terapeutas por atuar junto ao seu cliente sem a obrigatoriedade do contato físico direto, sendo que em algumas situações nem sequer é necessária a presença do mesmo. Este profissional faz aplicações práticas da teoria da sincronicidade junguiana, utilizando métodos tradicionais e modernos de análise, tais como radiestesia, paranormalidade, astrologia, numerologia, tarot, I Ching, búzios, runas e similares, como formas auxiliares da avaliação do quadro do cliente, ou terapeuticamente, estimulando-lhe a intuição e o pensamento não-linear. De posse da análise sincronística, faz uso terapêutico de técnicas como reiki, radiônica, psicotrônica, mentalizações e similares, além da discussão interativa com o cliente de aspectos levantados ou astrologicamente, ou numerologicamente ou por demais métodos tradicionais de previsão, acrescidos de aconselhamento, levando ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisões, inclusive, profissionais. Realiza consultoria junto a empresas, além de particulares, aconselhando e otimizando a habilidade para tomada de decisões tanto na esfera pessoal, quanto profissional, além de promover a harmonização energética de ambientes.
5.1.3 
CLIENTE: usuário de serviços de Terapia Holística, em pleno gozo de suas faculdades mentais que, a seu juízo, ou, quando for o caso, mediante autorização de seu representante legal, aceita a prosposta de trabalho terapêutico apresentada pelo profissional.
5.1.4 
PARAPSICOLOGIA: estudo de uma série de fenômenos psíquicos, fisiológicos e físicos, inabituais, ainda não explicáveis pelas leis naturais conhecidas, os quais comumente, atuam como que dotados de intencionalidade e inteligência. Linha terapêutica que trabalha especificamente os chamados fenômenos paranormais, tais como, desdobramento consciente ("viagem astral"), regressão a vidas passadas, "poltergeist", possessão e similares.
5.1.5 
VIVÊNCIAS: realizadas individualmente ou em grupo, utiliza tanto da Terapia Corporal, quanto do Relaxamento como introdução a estados profundos de auto-consciência e, desse modo, permitir o aflorar tanto de emoções reprimidas, lembranças traumáticas e sonhos (para serem trabalhados na Terapia Holística), quanto o despertar de uma sabedoria interior e intuitiva no cliente, capaz de orientá-lo na tomada de decisões ou, até mesmo, na resolução de questões de saúde.
5.1.6 
RELAXAMENTO: vários métodos são utilizados para a obtenção de uma relaxação muscular e psíquica, dentre eles a Massagem, a Musicoterapia, a Cromoterapia, a Cristaloterapia, a Acupuntura e a sugestão verbal. Ver, também, Vivências.
5.1.7 
"INSIGHT": termo utilizado na terapia junguiana e transpessoal — "lampejos" repentinos de uma consciência maior (quer seja sob a forma de lembranças ou de imagens simbólicas a serem decifradas) que possibilita apreender na forma de síntese uma série de fatores até então não compreendidos.
5.1.8 
TERAPIA TRANSPESSOAL: a proposta é a transcendência dos limites da personalidade, conectando o cliente consigo mesmo, trazendo à consciência aspectos de seu "eu" mais profundo, integrando-se, ainda, com seu próprio corpo, sociedade e universo.
5.1.9 
ACONSELHAMENTO: processo interativo, caracterizado por uma relação única entre Terapeuta Holístico e cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão. O Aconselhamento é parte integrante do trabalho de todo verdadeiro TH, independentemente de quais outros métodos adote.
5.1.10 
SINCRONICIDADE: teoria Junguiana da possibilidade de relação significativa, mas não causal, entre eventos; termo criado C. G. Jung para descrever a ocorrência quase simultânea de dois eventos, um interior e o outro, exterior, que parecem ter uma relação em comum, que não seja a de "causa e efeito".
5.1.11 
JUNG — CARL GUSTAV JUNG: médico psiquiatra, discípulo dissidente de Freud, contribuiu de forma admirável à psicoterapia desenvolvendo as teorias da Sincronicidade e do Inconsciente Coletivo, dentre outras.
5.1.12 
TRANSPESSOAL / TRANSPESSOALIDADE: expansão da consciência para além dos limites usuais do ego e da personalidade, levando, até mesmo, a estados alterados de consciência com sensações espirituais e religiosas.
5.1.13 
ARQUÉTIPO: são padrões ou motivos universais que emanam do Inconsciente Coletivo (ou, como preferia Jung, Psique Objetiva), que foram incorporados por experiências reiteradas, coletivas e significativas da humanidade. Irrepresentáveis em si mesmos, contatamos seus efeitos quando se manifestam na conciência como imagens e idéias arquetípicas, ou seja, os Símbolos (melhor expressão possível para algo essencialmente desconhecido). Arquétipo e Símbolo são opostos complementares. O primeiro representa o passado, o herdado, o coletivo, aquilo que é a Verdadeira Realidade, a qual não pode ser contactada diretamente pelo nosso racional, mas apenas indiretamente, pelos seus efeitos. O segundo, constitui a cultura, o adquirido, o individual e se manifestam na realidade relativa de nosso conhecimento e consciência. Assim sendo, os arquétipos representam a dinâmica de nosso inconsciente e os símbolos são as referências de nossa consciência. As estruturas arquetípicas podem ser comparadas ao eixo, ao "molde-informação" de um cristal: este, ao formar-se, obedece a um padrão de forma pré-determinado por um eixo axial, o qual não possui, entretanto, existência própria, sendo, pois, pura forma. Mesmo assim, ele pré-determina a estrutura geométrica do cristal, não impedindo, porém que surjam particularidades que os diferenciem uns dos outros. Igualmente, as estruturas arquetípicas são pura forma, que dão estrutura aos símbolos. O arquétipo não é, necessariamente, um resíduo de experiências realmente acontecidas, sendo mais um desejo, que como tal, busca realizar-se e repetir-se. Por exemplo, não que alguma vez haja existido um "Ancião Sábio", que a tudo conhecia. O que sempre houve foi o desejo universal no homem de que ele existisse... O universo dos arquétipos é nosso passado vivo e nosso futuro possível, coordenadores de nossas energias, moldes comportamentais aos quais recorremos e incorporamos inconscientemente ou não, atraídos que somos pela ressonância entre nossa situação e a que eles representam.
5.1.14 
SÍMBOLO: é a melhor expressão possível para designar algo desconhecido ou incapaz de ser descrito por palavras. Muitas vezes representado na forma de imagens ou sons, funciona como uma forma de linguagem do inconsciente, expressa nos sonhos, nas artes, nos exercícios de imaginação ativa, dentre outras situações. Pode ter um significado individual ou coletivo.
5.1.15 
TERAPIA EM SINCRONICIDADE: sistema que utiliza métodos tradicionais e modernos de análise, tais como radiestesia, paranormalidade, astrologia, numerologia, tarot, I Ching, búzios, runas e similares para conhecimento e compreensão da personalidade e habilidades de um indivíduo ou organização, catalisando o cliente ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas) e na habilidade para tomada de decisões, inclusive, profissionais, além de promover a harmonização de ambientes.
Aplicação prática da teoria da sincronicidade junguiana e do paradigma holístico, faz uso da extreita conexão existente entre o objeto da análise e o instante universal em que ele se apresenta, o qual se torna interpretável por técnicas que exponham símbolos e arquétipos do inconsciente coletivo (astros, números, cartas, hexagramas, etc), pontos estes de referência sobre os quais tanto o profissional, quanto o cliente projetam seu psiquismo, intuição e o pensamento não-linear, identificando por "insight" simultaneidades significativas acausais, aflorando à consciência a síntese uma série de fatores até então não compreendidos.

5.2 Símbolos e Abreviaturas


TH — Terapeuta Holístico;
TS — Terapia em Sincronicidade;
THS — Terapeuta em Sincronicidade;
NTSV — Norma Técnica Setorial Voluntária.

 

5.3 Requisitos e Métodos de Ensaio

5.3.1 CRT — Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado — O fato do Terapeuta Holístico possuir ou não CRT — Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado ou estar filiado a qualquer entidade de nossa área, do ponto de vista legal, é irrelevante, uma vez que inexiste obrigatoriedade por Lei Federal. Entretanto, possuir um CRT é motivo cada vez maior de orgulho e de aceitação, tanto é que as Carteiras de Terapeuta Holístico Credenciado são impressas dentro dos mais rigorosos requisitos de qualidade e segurança. A população, por sua vez, finalmente pode ficar segura quanto ao profissional que procura, pois jamais haverá possibilidade de confundir um Terapeuta Holístico com um Psicólogo, ou um Fisioterapeuta, ou um Médico, justamente graças à utilização do número de CRT em seus cartões e anúncios. Esta diferenciação foi e sempre será objeto de ampla campanha de esclarecimento nos mais variados veículos de comunicação.
5.3.2 Qualificação Técnica — (neste item, preencher no mínimo um dos requisitos):

5.3.2.1 — Diploma de cursos da área reconhecidos pelo MEC ou pelo SINTE; e/ou
5.3.2.2 — Diploma de curso superior na área de saúde ou outro a critério exclusivo do SINTE; e/ou
5.3.2.3 — Notório Saber: monografia sobre RD e RDN aprovada pelo SINTE; e/ou
5.3.2.4 — Direito Adquirido: Comprovação de atuação há mais de 4 anos, seja por registro como empregado, autônomo ou como empresa da área, apresentando os documentos pertinentes: em caso de empregado, cópia do conteúdo da Carteira de Trabalho; se for profissional autônomo, cópia do ISS contendo a data de início da atividade; se for empresa, CNPJ e Contrato Social, onde comprove a vinculação com a nossa profissão.

5.3.3 Boas práticas em TS

5.3.3.1 — Idade mínima do cliente: 18 anos; poderão ser aceitos clientes menores de idade, se permancerem presentes pelo menos um dos pais ou responsável legal ou se houver autorização escrita dos mesmos, devendo a autorização permancer guardada junto à ficha do cliente.
5.3.3.2 — Explicar o processo de TS com detalhes e certificar-se de que seu cliente compreendeu a proposta terapêutica, em especial, que inexiste vinculação religiosa ou de credo ao trabalho.

5.3.3.2.1 — Esclarecer que os símbolos e arquétipos (astros, cartas, números, hexagramas, etc.) jamais determinam as características e acontecimentos sócio-psico-físicos do indivíduo, mas sim, por todos se regerem sincronisticamente pelas mesmas leis universais, servem como pontos de referência exteriores onde espelhamos e estudamos a nós mesmos.
5.3.3.2.2 — Tornar claro que a análise sincronística jamais se presta a previsões taxativas, podendo outrossim, detectar as tendências e predisposições com maior ou menor probabilidade de ocorrência em relação a um período ou opção, servindo de subsídio para a tomada de decisões.
5.3.3.2.3 — Fazer compreender os limites da intervenção sincronística, ou seja, que ao atuar intencionalmente sobre um símbolo ou arquétipo (alteração de letras em um nome, seleção astrológica de datas para eventos, uso de pedras, gráficos, aromas e similares) com o objetivo de sincronizar-se com as influências desejadas, aumenta-se tal predisposição, outrossim, considerando-se a infinidade de fenômenos igualmente significativos envolvidos, é vedada qualquer promessa taxativa de resultados.

5.3.3.3 — O THS tem por obrigação manter-se em treinamento sistemático para desenvolver sua intuição e pensamento não-linear, observando a sua adequação quanto a superar a interferência de seu próprio consciente ou de interferências estranhas ao objeto de pesquisa, a fadiga e os estados emocionais alterados.

5.3.3.3.4 — O THS avalia o cliente e/ou do ambiente, interpretando os símbolos e arquétipos do inconsciente coletivo, identificando quais as potencialidades e predisposições a serem adequadamente trabalhadas por aconselhamento e demais técnicas pertinentes.
5.3.3.3.5 — O THS ao selecionar as terapêuticas a serem recomendadas caso a caso:

5.3.3.3.5.1 — Somente fará uso das técnicas em TH para as quais esteja devidamente registrado junto ao SINTE — Sindicato dos Terapeutas.
5.3.3.3.5.2 — Ao detectar a necessidade de técnicas que extrapolem suas atribuições, encaminhar ao profissional especializado.
.

5.3.3.3.6 — Cabe ao THS a avaliação racional da análise sincronística obtida para detectar o efeito de deslocamento pré ou pós-cognitivo e desvios negativos provocados por condições inibitórias, situações estas onde o profissional fará a devida correção.

5.3.4 Produtos para TS — aquisição e indicação

5.3.4.1 Opção 1: aquisição pelo próprio THS em estabelecimentos legalmente constituídos, devendo ser conservada a Nota Fiscal comprovando a origem do produto. Importante: é vedada a comercialização no consultório, devendo ter isso em conta ao estabelecer o valor da consulta pois, neste caso, os produtos serão doados, jamais serão cobrados à parte (um só preço, quer o cliente vá consumir produtos ou não).
Opção 2: o cliente adquire diretamente nas boas casas do ramo, devendo ser utilizado o BRT — Bloco de Recomendação Terapêutica para instruí-lo.
5.3.4.2 — O BRT jamais deve ser utilizado para prescrever fórmulas para manipulação; o TH deve indicar produtos já prontos para consumo, de venda livre, cuja rotulagem em português conste as especificações do produto, o farmacêutico e empresa responsáveis pela formulação e manipulação, o mesmo sendo válido para produtos importados, que deverão ter suas embalagens e rotulagens adequadas e traduzidas para o consumidor brasileiro.

5.3.5 Constatação de Conformidade: O TH que voluntariamente se compromete ao cumprimento desta NTSV igualmente se coloca à disposição do SINTE — Sindicato dos Terapeutas para que este averigue a qualquer tempo o integral cumprimento da mesma, estando este compromisso firmado pela expedição da Certificação Técnica que a esta Norma se vincula e cuja validade pode ser suspensa ou revogada pelo órgão expedidor, em caso de comprovado descumprimento.


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http://holopedia.com.br/index.php?action=artikel&cat=1&id=232&artlang=pt-br Tue, 29 Sep 2009 14:45:00 GMT
<![CDATA[As Emoções Na Fitoterapia]]>

TCC - Trabalho de Conclusão de Cursos

RAIMUNDO AMIM LIMA HADDAD - Terapeuta Holístico - CRT 38326 

 RESUMO                                                                 .

Aprendemos a enxergar a natureza das plantas de tal forma, que cada espécie aparece disposta dentro de um organismo global do Reino Vegetal, do mesmo modo como cada órgão humano aparece disposto dentro do organismo do Ser Humano.  A rigor, as plantas, para realmente crescerem, devem ter também uma espécie de sensibilidade. Consideramos também a ciclícidade, que é a idéia da evolução, e de como os QUATRO ELEMENTOS vão formar o Zodíaco, o que pode ser correlacionado com as nossas emoções (nossas águas). Os Terapeutas Holísticos sabem disto.

Certamente os estudos da presente Monografia são conhecidos; mas é preciso reconhecê-los a partir dos fundamentos aqui tratados, pois do contrário, nos afastaremos ainda mais da tradição, pelo emprego das novidades.

CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO.

1.1 O presente trabalho não tem propriamente a pretensão de ser uma tese que esgote o tema num sentido acadêmico, não vamos falar aqui de remédios porque as plantas, a rigor, não conseguem realmente adoecer, tampouco de um processo de cura, e sim de um processo inverso.

1.2 As plantas não são compreensíveis por si. Ao se tratar de plantas, precisamos, portanto, não somente erguer os olhos para os Elementos: Vegetal, Animal, Mineral e Humano; precisamos também consultar o Universo. Porquanto toda a vida provém do Universo inteiro, e não apenas daquilo que a vida nos entrega.

1.3 A Natureza é um conjunto, e de todos os lados atuam forças. Quem tiver um sentido aberto para a evidente atuação das forças, esse compreenderá a Natureza. Entretanto, o que é feito hoje? Exatamente o contrário do que realmente se deve fazer para obter tal compreensão. No entanto, quando vierem a encontrar o caminho do Macrocosmo, as pessoas voltarão a compreender algo da Natureza e muitas coisas mais.

1.4 Também é verdade que nesse sentido, aqui se trata inteira e naturalmente de pontos de vista dirigidos à natureza dos trabalhosFITOTERÁPICOS combinados com a Psicoterapia, e não de quaisquer teorias.

1.5 Entretanto, não somos infantis para acreditar nas definições da ciência contemporânea que atua na vizinhança imediata das plantas ou no seu ambiente imediato. Todo o céu e suas estrelas, participam da vegetação! Precisamos saber disto.

1.6 Com certeza as pessoas nem sabem, hoje, como se alimentam o homem e o animal; o que dizer então da planta? As pessoas crêem que a nutrição consiste em o Ser Humano comer as substâncias do seu entorno. Ele as introduz na boca e em seguida elas chegam ao estômago. Ali uma parte é reservada e uma parte vai embora. Depois disso, a primeira é utilizada, indo também embora a seguir. Depois disso é novamente reposto. Atualmente imaginamos a nutrição de um modo totalmente externo.

1.7 Entretanto, não são com os alimentos absorvidos pelo estômago do Ser Humano que são reconstituídos os ossos, os músculos e os demais tecidos, pois isto só vale claramente para a cabeça humana. A disgetão, absolutamente não se forma pela alimentação recebida pela boca, porém são absorvidas pela respiração e até mesmo pelos órgãos dos sentidos a partir de todos os arredores. No Ser Humano se realiza continuamente um processo pelo qual o que é absorvido pelo estômago flui, por sua vez para baixo, disto constituindo-se os órgãos do sistema digestivo ou os membros.

1.8 Estes são assuntos que precisarão ser ponderados por inteiro. Por esse motivo temos esta separação entre a teoria e a prática.

1.9 Por outro lado, ficar satisfeito com a presente Monografia é, naturalmente, uma questão que provavelmente se tornará cada vez mais discutível, embora queiramos fazer tudo para também nos entender-mos em várias discussões a respeito do que houver sido aqui exposto.

1.10 Quando se tem uma planta crescendo na terra, tomá-la como é, dentro de seus limites estreitos, constitui no momento um disparate, por ser uma planta, em seu crescimento, talvez dependente de incontáveis condições que absolutamente não se manifestam sobre a terra, mas em suas imediações cósmicas.

1.11 E assim se explica muita coisa, e na vida prática se organiza muita coisa como se tivéssemos a ver somente com as coisas estreitamente limitadas, e não com os efeitos provenientes do mundo inteiro.

1.12 Hoje em dia as pessoas recebem prescrições de quantos gramas de carne deve comer, quanto de líquido deve beber e etc., – algumas pessoas têm a seu lado uma balança-, pesando tudo o que vai para o seu prato. É evidente que isto é bom. Mas para que isso coincida com a Fisiologia Humana adequada, é preciso saber também que é bom que tais pessoas sintam fome caso ainda não lhe baste o que foi pesado. É bom que o instinto ainda se manifeste.

1.13 O solo é um órgão real, um órgão que se quisermos, poderemos eventualmente compará-lo ao diafragma humano. Chegamos a essa idéia, dizendo-nos o seguinte: acima do diafragma, se encontram, no Ser Humano, determinados segmentos e órgãos- sobretudo a cabeça e aquilo que abastece o homem de respiração e circulação, e abaixo do diafragma, estão outros órgãos e segmentos.

1.14 Tudo que está na proximidade imediata da terra – como o ar, os vapores e também o calor, em cujo âmbito estamos, em cujo âmbito nós próprios respiramos, e de onde tudo isso provém, isto é, de onde as plantas recebem, juntamente conosco, esse calor, esse ar exterior e também essa sua água exterior-, corresponde ao que no homem, é a região abdominal.

1.15 Admita-se que haja uma planta crescendo para o alto a partir da raiz. Na extremidade do caule forma-se o grãozinho de semente. As folhas e as flores se estendem para fora. Ora, vejam: na folha e na flor se encontra aquele lado terrestre no feitio e também no preenchimento com o ELEMENTO TERRA, de forma que o motivo pelo qual uma folha ou um grão intumesce e absorve as substancialidades interiores, e assim por diante, reside no que adicionamos o ELEMENTO TERRA à planta.

1.16 Observem as verdes folhas vegetais. Elas carregam o aspecto do ELEMENTO TERRA em sua forma, em sua espessura, em sua cor verde. Entretanto não seriam verdes se nelas não vivesse também a força cósmica do Sol. Chegando-se, porém, até a inflorescência colorida, vê-se que nela não vive apenas a força cósmica do Sol, mas também aquele apoio que as forças cósmicas do Sol recebem – pelo menos- dos planetas Marte, Júpiter e Saturno, só quando vemos a vegetação neste contexto é que podemos olhar para a Rosa enxergando em sua cor avermelhada a força de Marte.


1.17 – Ao observarmos o Girassol Amarelo: é inteiramente correto denominá-lo “Flor do Sol”; ele só é chamado assim por causa de sua forma, sendo que por seu tom amarelo, deveria realmente ser chamado de “Flor de Júpiter”, pois a força de Júpiter, apoiando a força cósmica do Sol, produz nas flores as cores branca e amarela.

1.18 Quando nos deparamos com uma Tanchagem, ou seja uma chicória selvagem com sua cor azulada, devemos pressentir nessa cor azulada a atuação de Saturno, que apóia a influência do Sol. Temos, portanto, toda possibilidade de ver Marte na inflorescência vermelha, Júpiter na branca e amarela, Saturno na inflorescência azul, enquanto na folha verde vemos o próprio Sol.

CAPÍTULO 2. MATERIAL.

2.1 A presente Monografia tem como referência: os resultados de atendimentos realizados; o Curso de FITOTERAPIA Turma 2008 promovido pelo SINTE – Sindicato dos Terapeutas, sito na Alameda Santos 211- conj. 1403- Cerqueira César- São Paulo – Brasil CEP 01419-000, site www.sinte.com.br, e-mail contato@sinte.com.br , através da Comunidade de Estudos Avançados em Terapia Holística; a formação do autor como Psicoterapeuta Holístico e a sua certificação, entre outros, em: Psicoterapia; Leitura Corporal; Terapia Corporal, Antroposofia; Teosofia, Filosofia; assim como a Monografia A ANÁLISE DA IMAGEM HOLISTICA DO CLIENTE E SUA APLICAÇÃO NA PSICOTERAPIA.

CAPÍTULO 3. METODOLOGIA.

3.1 O OXIGÊNIO.

3.1.1 É pelo processo respiratório que absorvemos o oxigênio. O oxigênio vive, por toda parte, no ar que nos circunda. No ar respiratório, a parte vivente do oxigênio está morta para que não desmaiemos por causa do oxigênio vivo. O oxigênio à nossa volta precisa ser morto. Porém desde o nascimento o oxigênio é o portador da vida, do etérico. Ele também se torna imediatamente portador da vida quando extrapola a esfera de tarefas que lhe é atribuída por precisar envolver-nos, a nós Seres Humanos externamente pelos sentidos.

3.1.2 Por outro lado, ao penetrar pela respiração em nosso interior, onde pode viver, ele se torna vivo. O oxigênio que circula dentro de nós não é o mesmo que nos envolve externamente. Dentro de nós é um oxigênio vivo. O oxigênio é “irmão” do nitrogênio, do carbono, do hidrogênio e do enxofre. Uma folha, uma flor ou uma raiz são dependentes dessas matérias- não são autônomos-. Só se tornam independentes por um de dois caminhos; ou quando o hidrogênio leva tudo isto para fora, ou então quando o hidrogênio impele para dentro.

3.2 O MILEFÓLIO.

3.2.1 Milefólio (Achillea millefolium ou mil - folhas). O Milefólio é uma planta maravilhosa; toda planta o é, mas quando a comparamos com qualquer outra flor, podemos sentir como ela é. Ela contém carbono, nitrogênio e assim por diante. O Milefólio se apresenta na Natureza como se um criador qualquer de plantas tivesse nela um modelo para levar corretamente o enxofre, em proporção adequada, às outras substâncias vegetais. Diríamos que em nenhuma outra planta a Natureza consegue tal perfeição no emprego do enxofre como no Milefólio, e quando se está familiarizado com a atuação do Milefólio no organismo animal e humano, é quando se sabe como esse Milefólio, ao ser introduzido de forma correta no âmbito biológico, consegue efetivamente melhorias em quase tudo.

3.2.2 O Milefólio não é nocivo, mas pode tornar -se importuno – do mesmo modo como certas pessoas simpáticas atuam na sociedade por mera presença, e não pelo que dizem, assim o Milefólio atua numa região onde cresce em abundância graças a sua presença, e de modo extraordinariamente favorável.

3.2.3 Com o Milefólio, também se pode fazer o seguinte: tome-se a parte alta das inflorescências, as inflorescências em forma de guarda-chuva. Quando se dispõe de Milefólio natural, pode-se colhê-las o mais fresca possível e em seguida deixá-las apenas secar por um período muito curto. Nem é preciso deixá-las secar muito. Não conseguindo obter o Milefólio fresco, mas apenas o que se pode adquirir nas lojas especializadas, antes de empregá-lo tente espremer o suco das folhas, que pode ser obtido por um cozimento da folhagem seca, e regue-se a inflorescência com um pouco desse suco.

3.3 A CAMOMILA.

3.3.1 A Camomila (Chamomilla officinalis). Não se pode dizer que a Camomila se distingue por conter intensamente potassa e cálcio. No entanto, a Camomila elabora adicionalmente o cálcio e, desse modo, aquilo que pode contribuir em essência para excluir da planta aqueles efeitos frutificantes nocivos, mantendo-a em bom estado de saúde; é maravilhoso que a Camomila contenha também um pouco de enxofre, pois precisa elaborar juntamente cálcio.

3.3.2 É realmente verdadeira a Camomila que se encontra, por aí junto aos trilhos da estrada de ferro.

 

                                                               3.4 O DENTE- DE LEÃO.                                             .                                                                                             

O Dente-de-Leão (Taraxacum officinalis), em qualquer região que cresça, é extraordinariamente benfazejo. Porque ele é o mediador do ácido silícico. O Dente-de-Leão; porém deve ser empregado de forma correta quando se quer torná-lo atuante.

                                                     3.5 A CAVALINHA.

A Cavalinha (Equisetum arvense) exerce indiretamente, notável influência sobre o organismo humano, pela função renal, não ainda sendo possível averiguá-lo em minúcias nem deduzi-lo.

           3.6 OS QUATRO ELEMENTOS NO PENSAMENTO PRÉ-SOCRATICO.

3.6.1 TALES DE MILETO (?-425 a. C.). Partiu do princípio da unidade de tudo e considerava a ÁGUA o elemento primordial onde tudo se originava.

3.6.2 ANAXIMANDRO (610-550 a.C.). Diz que não é nenhum elemento determinado, mas “tudo inclui e tudo governa...”.

3.6.3 DEMÓCRITO (460-370 a.C.). Desenvolveu a teoria sobre a constituição da matéria: ela seria composta por átomos.

3.6.4 ANAXÁGORAS (500-428 a.C.). Partiu do princípio de que a Natureza era composta por uma infinidade de partículas minúsculas e invisíveis, que chamava sementes. Dizia que na menor das partes existe um pouco de tudo.

3.6.5 ANAXÍMENES (550-486 a.C.). Dizia que existe como origem de tudo uma realidade, submetida ao julgamento da experiência, ainda que num sentido indeterminado. Este princípio será o AR, elemento invisível e imponderável e, no entanto observável: o AR é a própria vida. ANAXÍMENES explica que a rarefação do AR produz o calor; a condensação o frio; uma condensação cada vez mais forte produz sucessivamente vento, nuvem, chuva, TERRA e rocha.

3.6.6 EMPÉDOCLES DE ACRAGAS (490-430 a.C.). Diz que não há nada de semelhante a uma unidade primeira, mas em seu lugar, uma pluralidade de elementos primeiros, que chama de “raízes”, “as raízes de tudo”. Em número de quatro, colocadas todas elas sobre o mesmo plano, igualmente vivas e divinas, cada qual inalterável em sua qualidade própria e concebível como conjunto de partículas homogêneas, são elas, o FOGO, a TERRA, o AR, e a ÁGUA. Suscetíveis de se moverem e de se misturarem.

3.6.7 Os Pensadores Pré-Socráticos são – pelo menos os maiores- iniciadores: no começo histórico da livre reflexão, conservam por isso mesmo um privilégio que poderia ser o de um frescor originário onde seria de boa inspiração ir frequentemente re-temperar, re-visitar e renovar o mais absoluto modernismo.

     3.7 OS QUATRO ELEMENTOS, SUAS QUALIDADES E SUAS EMOÇÕES.

Consideremos agora o tema da ciclícidade, que é também a idéia da evolução, e de como os QUATRO ELEMENTOS são chamados de triplicidade e as qualidades também chamadas de gunas, quadruplicidade ou cruzes vão formar o Zodíaco. Sabemos que o ciclo das Quatro Estações do Ano pode ser correlacionado com os signos do Zodíaco através dos QUATRO ELEMENTOS e das suas emoções.

                           3.7.1 OS SIGNOS DO ELEMENTO AR.

Os signos de AR são considerados úmidos e quentes. Então o ELEMENTO AR que é caracterizado pelos signos de Gêmeos, Libra e Aquário tem uma tendência mais jovial, o úmido representa o flexível e o quente é expansivo. Os antigos relacionavam o ELEMENTO AR ao temperamento sanguíneo.

                             3.7.2 OS SIGNOS DO ELEMENTO FOGO.

3.7.2.1 Sabemos que o ELEMENTO FOGO é também expansivo, ou seja extrovertido, mas também seco e, portanto, não se dobra, é mais rígido, ele quer dobrar o mundo à sua vontade, se impor ao mundo ao invés de receber dele a sua influência. Desta forma, os signos de Áries, Leão e Sagitário tem fama de ser mais mandões, auto-suficientes ou exagerados na sua auto-afirmação. Os antigos atribuíam ao ELEMENTO FOGO o temperamento colérico.

3.7.2.2 HENRIQUE VIEIRA FILHO, em sua obra FITOTECA EM CINCO MOVIMENTOS página 23, classifica como interação entre Yin e Yang no ELEMENTO FOGO: Alecrim; Lavanda; Angélica; Manjerona; Melissa; Milefólio; Passiflora e Salvia., e ás pg. 38 relaciona o ELEMENTO FOGO às emoções de excitação/apatia.

                          3.7.3 OS SIGNOS DO ELEMENTO TERRA.

3.7.3.1 Os signos de Touro, Virgem e Capricórnio, representam o ELEMENTO TERRA. Como se sabe são secos e frios, o que quer dizer que permanece aquela tendência de se firmar perante o mundo, de dobrar circunstâncias perante a sua própria vontade, mas por outro lado, o frio já tem emoções mais para dentro, mais introspectivas, por isso os antigos relacionavam o ELEMENTO TERRA ao temperamento melancólico.

3.7.3.2 HENRIQUE VIEIRA FILHO, em sua obra FITOTECA EM CINCO MOVIMENTOS página 23, classifica como interação entre Yin e Yang no ELEMENTO TERRA: Calêndula; Cavalinha; Lavanda; Tomilho; Angélica; Artemísa; Bardana;Camomila; Coentro; Hortelã; Limão; Malva; Manjericão; Melissa; Salvia e Tanchagem, e ás pg. 38 relaciona o ELEMENTO TERRA à reflexão/dúvida e insatisfação.

                             3.7.4 OS SIGNOS DO ELEMENTO ÁGUA.

3.7.4.1 No ELEMENTO ÁGUA, temos o temperamento flegmático, porque apesar de ter emoções intensas, introspectivas ou frias e de ser voltado para dentro de si, é o contrário do expansivo que é quente. Acrescenta-se que o ELEMENTO ÁGUA tem ainda o temperamento úmido, ou seja, que tenta se adaptar. O ELEMENTO ÁGUA tem um certo efeito esponja, ele assimila as demais tendências do ambiente e pode ter pouca defesa. Por isso por exemplo, o Peixe tende ao isolamento, o Escorpião tende a querer se vingar, e o Câncer se escaramuja dentro de casa e com a família, daí o símbolo do caranguejo que carrega a casca e a casa consigo, são temperamentos um pouco mais defensivos e hipersensíveis, são signos que correspondem ao temperamento fleumático dos antigos.

3.7.4.2 HENRIQUE VIEIRA FILHO, em sua obra FITOTECA EM CINCO MOVIMENTOS página 23, classifica como interação entre Yin e Yang no ELEMENTO ÁGUA: Alecrim; Cavalinha; Lavanda; Tomilho; Dente-de-Leão; Limão; Milefólio, Passiflora e Sálvia, e ás pg. 38 relaciona o ELEMENTO ÁGUA ao medo/força.

                          3.7.5 A ESPECIFICIDADE DO ELEMENTO TERRA.

3.7.5.1 A partir do conhecimento das quadruplicidades dos ELEMENTOS, temos a capacidade de distinguir claramente qual é a especificidade de cada um dos ELEMENTOS. Por exemplo: vamos observar os signos do ELEMENTO TERRA: Capricórnio, o semeador, que é o mais ativo.

3.7.5.2 Depois Touro, que é o mais passivo, que sabe esperar, e é o mais perseverante, que mantém posição, que cuida, que protege a vida, que evita que qualquer coisa acidental aconteça, por isso ele não gosta de mudança e não quer correr perigo. Touro protege, como a mãe grávida de nove meses, toma todos os cuidados, porque trará uma vida ao mundo.

3.7.5.3 Por último encontramos o signo encontramos o signo de Virgem que representa a colheita. Primeiro surge o grão do plantio, que é semeado no período do Capricórnio, germinado no Touro, para ser colhido em Virgem. O signo de Virgem representa a atitude classificadora que discrimina, que separa o grão ruim do bom, ou vai separar o joio do trigo, tendo aí um elemento de discernimento.

3.7.5.4 O ideal do ELEMENTO TERRA é a busca de segurança no Plano Material.

                        3.7.6 A ESPECIFICIDADE DO ELEMENTO ÁGUA,

3.7.6.1 Com esse entendimento, compreenderemos melhor agora a especificidade dos signos do ELEMENTO ÁGUA, dos quaisCâncer é o que mais tenta realizar externamente o ideal do ELEMENTO ÁGUA que é a buscar a segurança no Plano Emocional.- nossas águas-.

3.7.6.2 Então, os signos do ELEMENTO ÁGUA buscam segurança das emoções, e isso na forma de ação está mais exteriorizado na família, motivo da fixação do caranguejo ou Câncer, em tomar a iniciativa de criar uma família estável e se dedicar aos filhos, aos pais, toda essa inter-relação familiar. O signo de Câncer rege o estômago e as glândulas mamárias e representa a maternidade e a ação de proteção da família.

3.7.6.3 O próximo signo do ELEMENTO ÁGUA é o Escorpião, que é um signo de emoções fixas, por isso ele tem a fama de vingativo, porque não quer que as emoções mudem, e qualquer fonte de contrariedade ou perturbação emocional trará uma reação igualmente proporcional.

Quando se fala de idéia fixa, fala-se de Aquário por que as idéias são representadas pelo ELEMENTO AR. Sabemos que a emoção fixa, quando contrariada, é obsessiva e vingativa, correspondendo ao lado sombrio de Escorpião que tem aquela emoção concentrada em atingir o objetivo, sendo para ele uma questão de tudo ou nada, de vida ou de morte, vai ou racha, que caracteriza o seu lado destemido e determinado, mas também radical.

3.7.6.4 O último dos signos do ELEMENTO ÁGUA é Peixes – ele é mais transcedentalista, tem menos defesa para este mundo. É um signo mais sonhador que busca a colheita das emoções sublimadas ou na transcendência espiritual.

3.7.7 A ESPECIFICIDADE DO ELEMENTO AR.

3.7.7.1 O signo de Libra busca expressar os ideais da justiça, da beleza, da harmonia, seja nas atividades artísticas, ou no equilíbrio das Leis.

3.7.7.2 O signo de Aquário de alguma forma é o signo da fraternidade, da amizade, mas como todos os signos do ELEMENTO AR, é à vezes um pouco distante, preferindo a independência e a liberdade.

3.7.7.3 O signo de Gêmeos é o que mais dúvidas têm - por ser dominado pela curiosidade. É o signo mais imprevisível e muitas vezes não consegue fazer uma coisa só, e quer fazer duas ao mesmo tempo. Porém Gêmeos tem uma flexibilidade mental extraordinária , uma adaptação para o diálogo e para aprender novos idiomas, que é a sua grande virtude. Na verdade, ele é capaz de dançar duas músicas ao mesmo tempo, e assobiar e chupar cana.

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                      3.7.8 A ESPECIFICIDADE DO ELEMENTO FOGO.


3.7.8.1 O signo de Áries, vem para decidir, para se impor sobre o ambiente, para nascer, para conquistar seu espaço e sua auto-afirmação. Ele é representado no corpo humano, pela cabeça, que é a primeira parte do corpo que nasce. Vai direto à ação e é impulsivo.

3.7.8.2 O signo de Leão, não vai tanto à ação, mas manda os outros irem. O signo de Leão é mais comandante, ele senta no trono e indica quem deve fazer o que, organiza a casa, da um urro e “..., cada macaco no seu galho”.

O signo de Leão estabelece limite nas coisas e impõe disciplina. É também muito presente, com o seu calor humano ele protege as pessoas, por isso representa a função paternal. Às vezes é um pouco interferente porque ele quer dirigir todas as coisas de acordo com a sua vontade, de acordo com as suas normas, por isso pode ser um pouco rígido e teimoso.

3.7.8.3 O signo de Sagitário, é mais filosófico, é uma mistura de Áries com Leão. Tem a impulsividade de Áries, é rápido como uma flecha para chegar direto ao assunto, por isso é representado por uma flecha. “Sagitta”, em latim, quer dizer “flecha”, “Sagittarius”, o arqueiro.

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             3.8 A CARACTERÍSTICA DOS APÓSTOLOS NA ÚLTIMA CEIA.


3.8.1 OS SIGNOS DAS QUATRO ESTAÇÕES DO ANO E OS APÓSTÓLOS.

Lembrando-nos das características dos Apóstolos na Última Ceia de Leonardo da Vinci (1452-1519), um afresco, um mural pintado em 1495-9, no refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie, que se encontra na cidade de Milão, na Itália, veremos que cada um dos quatro grupos de três Apóstolos, sempre da direita para a esquerda, o primeiro está numa posição inicial, depois o segundo está no meio e o terceiro apóstolo já está no fim da Estação.

3.8.2 A PRIMEIRA ESTAÇÃO DO ANO. PRIMAVERA.

Na primeira Estação do Ano está representada a PRIMAVERA, por Áries, Touro e Gêmeos, representados por Simão, Judas Tadeu e Mateus, respectivamente.

3.8.3 A SEGUNDA ESTAÇÃO DO ANO. VERÃO.

Temos o VERÃO representado por Câncer, Leão e Virgem, representados, respectivamente, por Felipe, Tiago Menor e São Tomé.

3.8.4 A TERCEIRA ESTAÇÃO DO ANO. OUTUNO.

Observamos na seqüência o OUTONO que é representado por Libra, Escorpião e Sagitário, representado por São João, Judas Iscariotes e São Pedro.

3.8.5 A QUARTA ESTAÇÃO DO ANO. INVERNO.

O INVERNO, está representado por André, Tiago Maior e Bartolomeu, respectivamente. Bartolomeu é o único Apóstolo que têm os pés na luz.

3.8.6 Quando entendermos melhor como se aplica o úmido e o seco, o quente e o frio, veremos que aquele centro em torno do qual tudo converge, e que na Última Ceia de Leonardo da Vinci é justamente o ponto equilibrante do quadro, é o Cristo, que na verdade, ele não é nem quente , nem úmido tampouco seco, ele é considerado pelos religiosos o equilíbrio perfeito e imparcial entre todas as tendências.

3.8.7 O nosso desiderato aqui foi demonstrar aos Terapeutas Holísticos, que de certa maneira, os doze signos representam correlações de polaridades opostas, e que existe toda uma simbologia astrológica, que Carl Gustav Jung (1875-1961) valorizava, ao afirmar:

“A astrologia merece o reconhecimento da psicologia, porque a astrologia representa a soma de todo o conhecimento psicológico da antiguidade”.(TRES iniciados O CABALION. São Paulo, Editora Pensamento, 1994 p. 24).

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4.1 Os Chakras, também chamados “plexus”, “padmas” ou “lótus”: na teoria hindu, adotada por muito ocultistas ocidentais, são pontos em que se ligam o corpo físico e o corpo astral, ou sutil, e centros de energia física. O ocultismo hindu reconhece 88.000 deles, mas considera apenas trinta suficientemente importantes para ter nome próprio. Há sete Chakras principais próximos ao corpo físico. A palavra Chakra é sânscrita e também significa giro ou roda.

4.2 Os Chakras são de importância vital, pois é por meio deles que a força vital e as energias entram no corpo físico sendo então direcionadas para qualquer área com desequilibro, e uma vez tenha sido absorvida essa força equilibradora, ela revitaliza a área devolvendo-lhe o estado de equilíbrio.

4.3 Os religiosos afirmam que em Jesus todos os sete Chakras principais funcionavam perfeitamente, e estavam corretamente despertos e energizados – daí o homem perfeito. Esse é o exemplo pode ser uma promessa válida para cada um e todos nós.

4.4 HENRIQUE VIEIRA FILHO em sua obra FITOTERAPIA EM CINCO MOVIMENTOS à pág. 15, afirma no tópico PONTOS DE ALARME SISTÊMICO que “As tradições milenares chinesas trouxeram aos nossos dias a teoria dos, assim traduzidos “meridianos”, que são caminhos de energia que circulam junto ao corpo e que refletem nosso estado holístico (físico, emocional, social, etc,etc...). Em tese, são infinitos... Contudo, como nosso objetivo é ser prático, trabalharemos com 12 principais”. Neste sentido, somente destacaremos os Chakras relacionados com os doze “medianos”.

4.5 A parte sacral do segundo Chakra é responsável pelo correto funcionamento dos órgãos reprodutores. O segundo Chakra é chamado de esplênico, conhecido como o energizador, ou vitalizador, pois é por meio dele que muito da energia cósmica flui para o interior do corpo, o pâncreas, a vesícula biliar, o baço e os intestinos, prevenindo o espasmo muscular e a cãibra.

4.6 O terceiro Chakra é responsável pelos desequilíbrios nervosos, digestivos, vesícula biliar, rins, erupções na pele, etc. O terceiro Chakra é há muito tempo considerado o centro emocional psicossomático onde o medo, o nervosismo e a preocupação, tendem a causar um “frio na boca do estômago”.

4.7 O quarto Chakra traz a harmonia. A glândula Pituitária é também estimulada a partir daqui. E isso tende a trazer algum controle a todas as glândulas. A circulação também é controlada daqui: o mesmo acontece com o Sistema Nervoso Autônomo. O Nervo Vago funciona em conjunção com a pulsação do coração, e se pulsa demais, isso pode ser trazido sob controle mediante uma pressão gentil com as pontas dos dedos sobre os olhos (pressionando cada olho).



CAPÍTULO 4. RESULTADOS.


4.1 Observa-se que a maioria dos Clientes busca no externo o “equilíbrio”. A FITOTERAPIA combinada com as demais técnicas Psicoterapêuticas impõe que o verdadeiro equilíbrio se encontra no interno.

4.2 Os sinais e os sintomas percebidos e verbalizados pelo Terapeuta Holístico, progressivamente, levam o Cliente, a desenvolver o autoconhecimento e a rápida aceitação das demais técnicas Psicoterapêuticas, validando e aceitando os processos de transformação que são orientados por suas principais queixas.


CAPÍTULO 5. DISCUSSÃO.


5.1 Vimos neste trabalho a forma de enxergar a Natureza das plantas, e em apertadas sínteses as vantagens do Milefólio, da Camomila, do Dente-de-Leão e da Cavalinha, todas também de usos possíveis como técnica suplementar na FITOTERAPIA e na Psicoterapia Holística.

5.2 Vimos também, que nos Pensamentos Pré-Socráticos, notadamente em Empédocles, que concebeu como conjunto de partículas homogêneas o FOGO, a TERRA, o AR e a ÁGUA, colocando-os sobre os mesmo planos igualmente vivos e divinos suas qualidades próprias e inalteráveis.

5.3 Está evidenciado na ampla bibliografia existente que os Pensamentos Pré-Socráticos também fazem parte integrante dos CINCO MOVIMENTOS CHINESES, no qual se apóia, entre outros, a FITOTERAPIA.

5.4 Vimos também a idéia da evolução de como os Quatro Elementos vão formar o Zodíaco, sabendo-se que o ciclo das Quatro Estações do Ano pode ser correlacionado com os signos através dos Quatro Elementos.

5.5 Por fim, vimos às relações entre os Chakras e os Meridianos.

5.6 A comparação da linha seguida por esta Monografia com a bibliografia existente poderia ser fundamentada no princípio orientador da Monografia ora apresentada que leva também em considerações os aspectos sócio-somato-psíquicos, em que as interações das estruturas física, dinâmico funcional e psíquico correspondentes, podem ser reveladas.

5.7 Por outro lado, a bibliografia especializada é estreitamente limitada no enfoque das técnicas de “como fazer”, “como não fazer” e “para o que serve”, etc. Não menos importante, e talvez melhor do que tudo isso, pôde ser aprendido pelo autor no Curso deFITOTERAPIA turma 2008, objeto da presente Monografia. Porém, não há razões para discordar dos diversos autores que já publicaram seus livros com objetivos específicos, merecem aplausos! Deixamos para os Terapeutas Holísticos e para a Comunidade de Estudos Avançados em Psicoterapia Holística, se for o caso, a ampla discussão sobre a presente Monografia.


CAPÍTULO 6. CONCLUSÕES.


6.1 Considerem este trabalho como resultados da intervenção em vários atendimentos, de estudos e pesquisas realizados pelo autor. É uma opção que abrange a complexidade da FITOTERAPIA com os estados humanos em conjugação com o somático, dos pontos de vista objetivo, subjetivo e psíquico,

6.2 O desiderato do autor em apresentar as especificidades dos Quatro Elementos é para que a mesma seja amplamente discutida, testada, validada e, finalmente, que os Terapeutas Holísticos, a utilizem como um equipamento suplementar do seu atendimento. Neste modelo não há irracionalismos.




6.3 Observamos sempre fenômenos físicos e químicos ao nosso entorno. Quase tudo que nos cerca é considerado matéria (tudo que tem massa e ocupa lugar no Universo), o ELEMENTO AR, o ELEMENTO ÁGUA, o ELEMENTO TERRA, o ELEMENTO FOGO, os movimentos MADEIRA e METAL, etc. A matéria é formada pelo hidrogênio e pelo oxigênio.

6.4 Todos os vegetais são seres multicelulares e eucariontes. Também são autótrofos, ou seja, capazes de produzir o seu próprio alimento e o fazem por meio do processo chamado fotossíntese.

6.5 As plantas possuem um pigmento de cor verde chamado de clorofila. A clorofila ocorre na presença do ELEMENTO ÁGUA e da luz Solar, exigindo também gás carbônico obtido do ELEMENTO AR. Nesse processo, são produzidos açúcar, O ELEMENTO ÁGUA e o oxigênio (ELEMENTO AR), que é lançado de volta à atmosfera. O ELEMENTO ÁGUA quando adicionado ao açúcar produzido na fotosíntesse, é o combustível natural da planta.

6.6 As folhas são os órgãos responsáveis por importantes funções para a planta que são: a fotossíntese, a respiração e a transpiração. As folhas normalmente apresentam-se em tipos muito variados devido a sua especialização em relação ao meio em que se desenvolvem. No caso de se encontrarem em regiões de baixa umidade e grande luminosidade, como nos desertos, as folhas apresentam-se pequenas e em pouca quantidade, enquanto que nas regiões de alta umidade e pouca luminosidade, como nas florestas, as plantas apresentam folhas grandes e numerosas.

6.7 Desde o final do século XIX as plantas são classificadas em suas bases reprodutivas, e a presença ou não de sementes nas plantas é parte fundamental dessa distinção. Elas são na verdade, divididas em dois grandes grupos chamados de Criptogramas (Crípto = oculto) que são o grupo de plantas sem sementes e as Fanerógamas (Fânero= aparente), que são as plantas com sementes.

6.8 Consideramos também o tema da ciclícidade, que é também a idéia da evolução, e de como os QUATRO ELEMENTOS também chamados de triplicidade e as qualidades também chamadas gunas, quadruplicidade ou cruzes vão formar o Zodíaco. Sabemos que o ciclo das Quatro Estações do Ano pode ser correlacionado com os signos do Zodíaco através dos QUATRO ELEMENTOS e das emoções.

6.9 A partir do conhecimento das quadruplicidades dos ELEMENTOS, temos a capacidade de distinguir claramente qual é a especificidade de cada um Por exemplo: vamos observar os signos do ELEMENTO TERRA: Capricórnio, o semeador, que é o mais ativo. Depois Touro, que é o mais passivo. Por último encontramos o signo de Virgem que representa a colheita.

6.10 Passamos para os signos do ELEMENTO ÁGUA que buscam segurança das emoções. A fixação do caranguejo ou Câncer, em tomar a iniciativa de criar uma família estável e se dedicar aos filhos. O signo de Escorpião é um signo de emoções fixas e por isso ele tem a fama de vingativo, porque não quer que as emoções mudem, e qualquer fonte de contrariedade ou perturbação emocional trará uma reação igualmente proporcional.

6.11 O último dos signos do ELEMENTO ÁGUA é Peixes – ele é mais transcendentalista, tem menos defesa para este mundo. É um signo mais sonhador que busca a colheita das emoções sublimadas ou na transcendência espiritual.

6.12 Re-visitando o ELEMENTO AR, chegamos ao signo de Libra que busca expressar os ideais da justiça, da beleza, da harmonia, seja nas atividades artísticas, ou no equilíbrio das Leis.

6.13 O signo de Aquário de alguma forma é o signo da fraternidade, da amizade, mas como todos os signos do ELEMENTO AR, é à vezes um pouco distante, preferindo a independência e a liberdade.

6.14 O signo de Gêmeos é o que mais dúvidas têm - por ser dominado pela curiosidade. É o signo mais imprevisível e muitas vezes não consegue fazer uma coisa só, e quer fazer duas ao mesmo tempo. Porém Gêmeos tem uma flexibilidade mental extraordinária.

6.15 O primeiro signo signo do ELEMENTO FOGO é Áries, que vem para decidir, para se impor sobre o ambiente, para nascer, para conquistar seu espaço e sua auto-afirmação. Vai direto à ação e é impulsivo.

6.16 O signo de Leão, não vai tanto à ação, mas manda os outros irem. O signo de Leão é mais comandante, ele senta no trono e indica quem deve fazer o que, organiza a casa, da um urro e “..., cada macaco no seu galho”.

6.17 O signo de Sagitário, é mais filosófico, é uma mistura de Áries com Leão. Tem a impulsividade do Áries, é rápido como uma flecha para chegar direto ao assunto, por isso é representado por uma flecha. “Sagitta”, em latim, quer dizer “flecha”, “Sagittarius”, o arqueiro.



6.18 Re-visitamos também os conceitos das QUATRO ESTAÇÕES DO ANO, então, na primeira está representada a PRIMAVERA, com os signos de Áries, Touro e Gêmeos. Na segunda, temos o VERÃO representado por Câncer, Leão e Virgem. Observamos na terceira, o OUTONO que é representado por Libra, Escorpião e Sagitário.  Na quarta, INVERNO que está representado por Capricórnio, Aquário, Peixes.

6.19 Também destacamos os Chakras relacionados com os doze “medianos”.

7. Destarte, a Análise acontece à luz do que todos nos sabemos, e sabemos mais do que se pode imaginar superficialmente, ou já detemos informações em um nível para justificar a aplicação parcial ou total da presente Monografia.

7.2 Observa-se que a maioria dos Clientes busca no externo o “equilíbrio”. A FITOTERAPIA combinada com Psicoterapia Holística, impõe que o verdadeiro equilíbrio se encontra no interno e que o cultivo de comportamentos que satisfazem mais aos outros do que a si mesmo exige a inibição de vontades e necessidades, limita a expressão, a criatividade, e estimula o predomínio da racionalidade.

7.3 Através da observação da presente Monografia o Terapeuta Holístico poderá determinar outros procedimentos para sua estratégia, bem como as diretrizes eficazes para a terapêutica holística aplicável, pois em se tratando de uma queixa qualquer, o pensamento abstrato do Terapeuta Holístico nunca deixa de inquirir repetidamente sobre a causa.

7.4 HENRIQUE VIEIRA FILHO em sua obra O MICROCOSMO SAGRADO à pág. 16 afirma que “A planta, de modo geral, simboliza a energia solar condensada e manifesta, um prisma, decompondo o espectro solar em cores variadas. Captam também as forças ígneas da terra.Enquanto manifestações da vida, são inseparáveis das águas, que representam o não manifesto, portadora de todos os germes, das potencialidades, as latências, sendo as plantas a representação do manifesto, da criação cósmica”.







8. Aquele que desejar firmar os pés nas técnicas básicas de ACONSELHAMENTO, deve ter bem claro, mediante profunda reflexão, que a inquirição sobre a origem da causa da queixa do Cliente deve cessar em algum ponto, pois ao ultrapassá-lo, estará praticando um mero jogo de pensamento, por exemplo:


8.1 Ao observarmos os “sulcos” em uma pista de pouso, poderíamos inquirir a origem desses sulcos e como resposta teríamos que provêm das rodas de aeronave.


8.2 Podemos continuar a perguntar: por que foram os sulcos traçados pela aeronave? Sendo respondido: porque a aeronave passou pela pista de pouso.


8.3 Podemos continuar a perguntar: por que passou pela pista de pouso? Recebendo a resposta: porque transportava pessoas e cargas. Com estas perguntas chega-se finalmente, a saber, quais motivos dos sulcos na pista de pouso. E se não pararmos no fato, perderemos o verdadeiro fio do assunto e permaneceremos num mero jogo de perguntas.


8.4 HENRIQUE VIEIRA FILHO em sua obra  PSICOTERAPIA HOLÍSTICA à pág. 6 e 7, define “ACONSELHAMENTO: processo interativo, caracterizado por uma relação única entre Terapeuta Holístico e Cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudança em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e a habilidade para tomada de decisão. O Aconselhamento é parte integrante do trabalho de todo verdadeiro Terapeuta Holístico, independentemente de quais outros métodos adote”.


CAPÍTULO 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RESTRITAS.


AUBENQUE PIERRE, BERNHARDT JENA, CHÂTELET FRANÇOIS. “História da Filosofia, Idéias e Doutrinas”, 1a edição, Rio de Janeiro-RJ, Editora Zahar Editores, 1973;

HADDAD LIMA AMIM RAIMUNDO. A ANÁLISE HOLÍSTICA DO CLIENTE E SUA APLICAÇÃO NA PSICOTERAPIA. HOLOPÉDIA – SINTE – 29/05/2008;

LINDEMANN RICARDO. A CIÊNCIA DA ASTROLOGIA E AS ESCOLAS DE MISTÉRIOS. 1ª Edição, Brasília-DF, Editora Teosófica, 2007;

REVISTA THEOSOFIA - JAN/FEV/MAR/2009, Sociedade Teosófica no Brasil –site www.sociedadeteosofica.org.br

STEINER RUDOLF –FUNDAMENTOS DA AGRICULTURA BIODINÂMICA- 1ª Edição, São Paulo-SP, Editora Antroposófica, 1993.

VIEIRA FILHO HENRIQUE. “O Microcosmo Sagrado, 2a edição, São Paulo-SP , SinteBooks, 2006;

VIEIRA FILHO HENRIQUE. “Psicoterapia Holística, 1a edição, São Paulo-SP, SinteBooks, 2007.

VIEIRA FILHO HENRIQUE. “Fitoterapia em Cinco Movimentos, Volume I -1aedição, São Paulo-SP, SinteBooks, 2005.

VIEIRA FILHO HENRIQUE. “Fitoteca Em Cinco Movimentos, 1a edição, São Paulo-SP, SinteBooks, 2005.

ANEXOS E APÊNDICES. Não apresentamos.

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http://holopedia.com.br/index.php?action=artikel&cat=1&id=231&artlang=pt-br Wed, 09 Sep 2009 17:47:00 GMT
<![CDATA[Vivência Tântrica]]>

Vivência Tântrica

Ao encontro do coração e da prosperidade, assim como o equilíbrio da sexualidade e o fluxo da sensibilidade

 

 Celi Aparecida Coutinho - Terapeuta Holistica - CRT 21270

 

SINTE-SINDICATO DOS TERAPEUTAS – Holística 2009

 

SUMÁRIO

1. Introdução.

2. O que é Libido?

3.  Conhecimento sobre os elementos que se atinge no desenvolvimento do vivenciar.

4. O que é Vivência tântrica.

5. Método.

6. Conclusão.

7. Bibliografia.

  

I- INTRODUÇÃO

             

              A insatisfação por não produzir. O vazio por não saber amar ou não ser amado. O desejo que algo externo resolva a vida. Tudo se transforma em couraças. Onde o EU se esconde em manifestações de medo, timidez, agressividade, hipersensibilidade, improdutividade, egocentrismo. Ou ainda – “Eu sou o único” – “Sou o melhor” – “Sou eu que resolvo as coisas, ninguém faz melhor que eu” – “Eu sou festeiro e popular”. Esta última manifestação certamente é a pior forma de manifestar as couraças. Porque em algum momento do seu dia, vai se sentir exausto triste e solitário. “Não aceito falar de mim”, “Não vou transparecer o que sinto nunca, imagine!”

              “Nunca deixo saber o que sinto e penso, não quero que invada a minha individualidade!”

              Na verdade todas essas manifestações ou “qualidades” são fugas de si ou do mundo. É a dificuldade de apalpar a si mesmo, de si amar. Se você não se ama, não pode saber amar.

              Se você não se equilibrar não pode perceber rapidamente e sensivelmente a forma de ensinar a se equilibrar.

              Para o principio tântrico o equilíbrio e o desequilíbrio é um leela (jogo) uma dança no fluxo cósmico.

              Se você simplesmente dançar o leela acontece. Você vira a água nas tempestades. O vento no vendaval. A chama na fogueira.

De forma lúdica e sincrônica vivencia tudo aquilo que é natural em si. Você não pensa mais. Apenas sente ou simplesmente é.

              O EU SOU ou SO HAM passa a fazer parte em cada inspiração e expiração. Inspirar e expirar constantemente em sincronia com o que deseja fará com que se conclua. Basta ensinar a mente a simplesmente ser e não mais comandar.

              Descodificar a mente para que ela entre no leela cósmico é simples. É necessário dar à ela aquilo que não é metódico.

              Há de convir que desde 3 ou 4 anos da idade cronológica que sua mente aprende apenas a se defender de que:

“ “Isso não pode” - “Isso não deve” - “Seja homem” - “Seja educado no sentido formal” -”Seja rico para ser homem de bem” - Ou, pior ainda: “Quem ficou rico é inescrupuloso” ”.

              Para as mulheres: “Olha todos os homens são iguais” - “Homens não prestam”

              Para os homens: “Cuidado mulher é um bicho” – “Mulher é interesseira”

Em relação ao sexo então:

Mulheres: ”Sexo é proibido” – “Não seja sensual é feio” –

Homens: “Para ser homem precisa ser garanhão, se não deixará de ser homem”. Para as pessoas que estão na faixa entre 40 a 60 anos cronológicos é o sentimento que impera e comanda o mental, agindo de forma inconsciente e produzindo resultados negativos. E ai o insucesso é fatal em quase todos os planos da vida.

Enfim, infindáveis fórmulas chavões para o insucesso, o desamor, a timidez e a má relação consigo próprio. A mente codifica e lidera a frente da real sensação, desviando do verdadeiro caminho individual de simplesmente ser Natural – Integro e amável e feliz.

              Vivenciar as emoções aparentes e sentir o coração é um caminho lúdico e sensorial, produzindo a capacidade de aumentar o fluxo da intuição, aumentar o fluxo do sentir.

              Para isso basta utilizar-se das técnicas que o tantra propicia. Que álias, no ocidente muito bem elaborado através do contato popular com o OSHO.

              Eu me permeio através do Tantra matriarcal e antigo onde o fluxo feminino (Shakti) que é responsável pelo o espírito das realizações natural. Simplesmente SER e Vivenciar pelo o fluxo da libido.

 

2  - O QUE É LIBIDO?

              Vamos conhecer a real conotação da libido em relação à parafernália tântrica, tão confundida e mal interpretada pelo o ser ocidental e os ditos “tântricos”

              Fala-se em libido, entende-se sexo. Sexo é o significado principal e final apenas para aqueles que ainda não a entendeu ou para aquele que não sabe direcioná-lo e assim utilizar-se desta força encantadora e mágica.

              Libido é a mola propulsora para tudo que se pensa em sentir e fazer.

              A libido é uma energia pura incandescente no ser humano manifestada através do ato de sentir prazer.

              O prazer de comer em equilibro = saborear.

Mas em desequilíbrio entra em compulsão do comer porque essa forma de sentir é fálica.

              Libido organizada faz fluir o trabalho = Prazer - produz êxtase.

              Libido desorganizada = O trabalho não flui - não há energia propulsora.

              O prazer de amar ao tocar o filho, o coração treme. Porque o amor é puro e transcendente. A libido ai está presente no sentir, pois provoca êxtase, felicidade.

              O prazer de amar o sexo oposto, todos que se apaixonaram conhecem a libido se manifestando e é a forma que todos a identificamos.

              Mas libido é o calor na pele, sem está calor. É o arrepio de uma caricia. É o ouriçar dos pelos quando se emociona. É a alegria nos olhos. É ainda a lágrima nos olhos quando se ri gostoso. É ouvir uma música e se arrepiar. É perceber o nascer de uma flor e se sentir emocionado. É ver uma criança nascer e se emocionar.

              Quantos já desconhecem estas sensações? Se não sentem e não percebem isso, não pode mesmo perceber que a libido está além do tesão pelo o sexo oposto.

              Alias se não sentem isso, já não consegue mais sentir Excitação pelo o sexo oposto. Acabou a excitação por si.

              Vivenciar significa buscar isso dentro de si e por si mesmo.

              Perceber que ao respirar, a pele se manifesta, Ao dançar o corpo arrepia, apenas no sentir da música e bailar suas emoções numa dança de sensações, sem pensar. Somente sentir e reaprender a amar-se.

              A Libido movimenta a vida, a alegria, rejuvenesce e vitaliza.

              Onde está a libido?

              O tempo inteiro em você mesmo, basta um respirar profundo e ela se manifesta.

              Basta um carinho do sexo oposto e ela se manifesta – Conhecido por todos, não é mesmo?!

              Mas, se a música certa tocar também se manifestará. Quem aprende a conectar a libido, não ficará mais triste além do necessário. Porque saberá a medida exata do sentir.

              Aprendemos que as pessoas importantes na vida são nossas: meus filhos, meu homem ou minha mulher, minha amiga (o), etc. Puro exercício de ego.

              A libido direcionada de forma harmoniosa você saberá que deve apenas sentir e vivenciar. E que o conjunto de relações pessoais e interpessoais são feitas para interagir e não para possuir.

              Porque a única posse que de verdade temos é o “EU” esse sim possuirá os efeitos de tudo que permeia a vida. E a forma de manifestação no físico do EU é através do permear da libido que é energia pura e criadora.

              Criadora da prosperidade na forma plena da palavra.

              Esse é o verdadeiro passo para a abundância. E o verdadeiro “Tesão” pela a vida. Sem medo, sem pré-conceito, sem negações. Simplesmente viver poeticamente a vida.

Eu acredito piamente que o Ser passa pela a terra com a única função de vivenciar e sentir a abundância no leela (jogo ou dança) cósmico e na terra. Aprender lidar significa adquirir o nirvana. Ou seja, transcender a consciência através do coração.

              Abundância está em todos sem distinção de raça ou credo. É para todos aqueles que se permite.

             

3- Conhecimento sobre os elementos que se desenvolve na prática vivencial.

 

ANÁLISE SINTETIZADA DOS CORPOS HUMANOS.

                                                       

1- CORPO - Anna Kosha (corpo ilusório de alimento).

              É o nosso corpo físico grosseiro, constituído dos cinco órgãos dos sentidos: ouvido (som), pele (tato), olhos (visão), língua (paladar), nariz (olfato) e dos cinco agentes da ação: boca, genitais, mãos, pés e orelhas. Sua capa muscular, os nervos e ligamentos, bem como a sua estrutura óssea armazenam as tensões vindas dos corpos superiores, sobrecarregando alguns órgãos que sobrecarregam outros, numa cadeia de sintomas às vezes complexos. O corpo físico reage aos claramente através de movimentos, exercícios, danças e toques. Seu centro-realimentação está nas gônadas, portanto na área sexual, e seu estágio é o do mineral, dentro da natureza, como um todo, e seu oposto complementar é o olfato (narinas). Seu elemento é a Terra (ossos, dentes e unhas).                                                                                                                                                                                         

2 - CORPO - Prana Maya Kosha (energético etérico)

              É um corpo constituído de prana etérico, comanda os órgãos dos sentidos e contém os cinco sentidos sutis: éter, ar, fogo, água, terra aspecto prânico, energético. Alguns autores dizem que existem 300.000 canais que transportam prana, outros 72.000 que formaria o corpo etérico visível facilmente. Sua emanação energética vem das supra-renais próximos ao umbigo, e seu aspecto sutil, invisível, se relaciona também com os minerais. O corpo energético reage ao respiratório em geral, aumentando consideravelmente seu brilho externo ao corpo, com um pequeno número de exercícios de respiração. Esse corpo transmite as sensações dos corpos sutis para o físico, formando uma ponte de ligação entre as emoções e os músculos e nervos. Seu oposto complementar é a língua e o paladar. Seu elemento é a água.

 

3 - CORPO - Kama Maya Kosha (desejo)

              É o nosso corpo das emoções telúricas. O ponto central do corpo astral está no estômago (plexo solar) e sua irradiação sutil está relacionada com a vontade (volição) e com o desejo. Sua manifestação mais clara é o instinto, a reação reflexa, ou seja, é o órgão que se manifesta com um emocional expansivo e forte. “Ele irradia “nosso estado de espírito e é afetado pelo que vemos” o que os olhos não veem, o estômago não sente”. Está intimamente ligado com o pâncreas diretamente o sentido da visão. Seu elemento é o fogo e atua na combustão dos alimentos e reage ao desejo e à vontade.

 

4 - CORPO - Ananda Maya Kosha (felicidade)

              É localizado no centro cardíaco e é o nosso corpo das emoções afetivas e amorosas. É grandemente estimulado pelos vegetais superiores como legumes, verduras e frutas. O sentido do tato está intrinsecamente relacionado com o coração e se expressa de modo claro nas relações de empatia com outro. Seu elemento é o ar reage aos sentimentos em geral.

 

5 - CORPO - Manas Maya Kosha (conhecimento)

              O Manas (mente) se manifesta como intelecção e memória sendo essa a função desse corpo. Seu elemento é o éter que está relacionado com os ouvidos.

É um corpo que se manifesta no nível da garganta em seu aspecto mais sensorial a reage aos Mantras de “H” aspirados, como no Inglês de horse. Seu corpo é de manifestação sonora e, portanto, o som faz vibrar em ondas que vão do mental ao intuicional.

 

6 - CORPO - Jñana Maya Kosha (sabedoria)

              Este corpo se manifesta como sabedoria pura, percepção clarividente. Ele reage à ação contemplativa, após as vibrações da mente cessar. Reage ainda aos Bija-Mantra, e especificamente, aos sons nasalizados. É a sabedoria após o conhecimento.

 

7- CORPO - Buddhi Maya Kosha (corpo ilusório feito de intuição)

              É o mais próximo da mônada espiritual humana. Não tem som específico, nem reage ao toque, mas como é um arquétipo humano reage aos símbolos inconscientes tais como, os Mandalas ou Yantras e os Mula-Mantra, tais como o “OM”.

 

                                          OS SETE PLANOS e as suas cores

Podemos entrar em contato com cada plano vibrando na sua cor correspondente.

FÍSICO

1- PLANO - FILOSÓFICO - LIGADO AO CORPO FÍSICO - (MINERAL)

              É o plano mais denso que trata do material, do físico, é onde o indivíduo se relaciona com o outro através de atitude e postura física. Através desse plano, aprendemos a constituição do homem centenário, do macrocosmo e do microcosmo sempre por meios dos estudos ou da filosofia esotérica começando a compreender a história da evolução do homem.

COR AZUL - Representa a espiritualidade, a energia cósmica, dependendo da intensidade do azul ele sugere crescimento e evolução espiritual - mais intenso = a necessidade de contemplação serena, menos intenso = verificar os sentimentos descontrolados.

  

2  - PLANO - ARTÍSTICO - LIGADO AO CORPO ENERGÉTICO - VEGETAL

              É o plano onde começamos a perceber a energia vital, através de meditação das nossas próprias atitudes e organização dando-nos conta do mundo que nos rodeia. Por esse plano começamos a trabalhar o mundo das cores do som, da harmonia, do ritmo, e como eles afetam nosso corpo energético.

COR AMARELA - Muito positivo, significa sabedoria, representa um guia interior ou o nosso lado superior (eu) concretizando os nossos ideais, indica clareza e luz.

COR LARANJA - Maior energia, entusiasmo, juventude, alegria, favorece empreendimentos.

 

3 - PLANO - POLÍTICO - LIGADO AO CORPO EMOCIONAL - ANIMAL

              É neste plano que começa a evolução do homem, é através da razão que controlamos as nossas emoções, quanto menos oscilarmos o nosso corpo emocional, mais nos tornou estáticos. Não ser instável é ser um verdadeiro político e manipulador da energia da vontade. É através de leis e regras interiores que o mental controla o emocional e podemos através desse plano criar novas atitudes, nova cultura, nova civilização.

COR ROSA - Simboliza o amor, a afeição sem paixão (amor universal) significa proteção, traz insegurança, suavidade das emoções.

 

4 - PLANO - EDUCACIONAL - LIGADO AO MENTAL CONCRETO (HOMINAL)

              É o plano da meditação, e onde também atua a evolução do homem, este plano está muito ligado ao plano político. É onde educamos nossas energias através da meditação das próprias atitudes e organizações. Através desse plano estamos ligados a ciência da iniciação.

              O resultado do estudo e prática dessa ciência produz o verdadeiro homem consciente.

COR BRANCA - Simboliza a pureza da inocência e ingenuidade, é a cor da juventude, a pureza do coração e a simplicidade, traz a facilidade da transmutação de energia, equilibra as energias negativas. 

MENTAL

5 - PLANO - CIENTÍFICO - LIGADO AO MENTAL ABSTRATO.

              Este plano faz parte do plano mental que é ligado ao espiritual, sendo assim nós homens estamos ligados ao espiritual, sendo assim nós homens estamos ligados a seres superiores que nos enviam através de canais, todas as técnicas da ciência para que possamos atuar com mais perfeição em nossas vidas.

              Conseguimos compreender a ciência de vida e espaço (onde o outro começa e você termina), ou seja, mais sensibilidade, termos condição de entender as leis ocultas do cosmos, a lei da evolução e do Karma. É nesses planos que poderemos ajudar o outro com a ciência da sabedoria.

COR VERDE - Simboliza vida, fertilidade e criatividade, afinidade, diplomacia e adaptabilidade, regeneração.

  

6 - PLANO - INTUITIVO - LIGADO AO CORPO DA INTUIÇÃO

              Neste plano nós seremos mestres de nós mesmo, será o fim dos falsos mestres e profetas.

              Dentro deste plano teremos o contato com a hierarquia oculta, e a cooperação desses seres dentro do nosso trabalho de evolução pessoal. Teremos também total controle de nosso ego.              É neste plano que teremos o conhecimento da Nova Era.

COR VERMELHA - Simboliza a energia ativa em grande quantidade, fluxo da vida, vitalidade, traz o impulso da vida, a vontade de vencer, o poder.

  

7 - PLANO - INTEGRAÇÃO - LIGADO A CENTELHA DIVINA

              Neste plano teremos total controle das leis do físico. Sendo assim poderemos ter maior domínio sobre nós mesmos em relação ao relacionamento entre matéria e espírito, alma e personalidade. Seremos mais honestos com nós mesmos e assim estaremos mais harmonizados com o universo. A nossa canalização estará aberta com total integração com o cosmos.

COR VIOLETA - E a cor ligada a espiritualidade, traz o conhecimento e a magia, representa a consciência cósmica, representa a evolução interior com pleno conhecimento da realidade traz a sensibilidade e individualidade

 

KARMA

Karma é a lei de causa e efeito. Qualquer atitude tomada ou pensada cria uma reação na vida física ou na vida astral.

 

TIPOS DE KARMA

1 - Karma Individual - É quando você é totalmente responsável pelos seus próprios atos.

 

2 - Karma Familiar - quando os atos interferem nas atitudes das pessoas da sua família negativamente ou positivamente.

 

3 - Karma Coletivo - quando seus atos estão ligados a comunidade que você se relaciona.

 

4 - Karma Racial - parte da sua opção, que você teve antes de nascer, em ser branco, negro, vermelho, ou amarelo.

 

5 - Karma Nacional - Você nasce no país que melhor se adapta a sua missão, para que sua vida possa fluir melhor.

 

6 - Karma Mundial - Nós optamos nascer nesse planeta porque nosso padrão de consciência é o mesmo dentro da evolução desse sistema, e nossas atitudes particulares pode modificar uma atitude um planeta inteiro.

 

7 - Karma Universal - É quando nós já conseguimos obter uma consciência cósmica e nossas atitudes são todas voltadas pela Paz Universal.

 

SENSO DE RESPONSABILIDADE

              Em cada ação temos um grau de responsabilidade a cumprir.

              Responsabilidade - É a habilidade de dar uma resposta a si mesmo. A partir de agora seja responsável por si só. Voltando-se para dentro e repensando os seus atos.

              Para cada ação existe uma reação e você é o centro de sua vida. Tomar consciência do seu poder e criar as situações que vivem, é ser 100% responsável por si mesmo.

 

TIPOS DE RESPONSABILIDADE

              Em cada plano temos um tipo de responsabilidade a cumprir.

1 - Paciência: É a habilidade de suportar as primeiras mudanças do ego que causam ilusoriamente dor e sofrimento.

 

2 - PERSEVERANÇA - É a habilidade de se conservar firme e constante, permanecer sem mudar ou sem variar em cada atitude tomada mediante a um objetivo.

 

3 - SEGURANÇA - É a habilidade de estar confiante em si mesmo e na vida.

             

4 - GENEROSIDADE - É a habilidade de ir ao encontro das necessidades dos outros sem desperdício de tempo e matéria, é a disposição para compartilhar.

 

5 - TOLERÂNCIA - É a habilidade de compreender os motivos e pontos de vistas dos outros tão precisamente quanto possível, é o poder da supervisão.

 

6 - SENSIBILIDADE - É a habilidade de sentir as próprias necessidades e a dos outros, é uma grande virtude e desenvolve independência e desperta confiança em si mesmo.

 

7 - HUMILDADE - É a habilidade de se contrapor ao seu ego e vaidade e aparentar o que você é na realidade.

  

DHARMA - O CAMINHO PESSOAL

              Alguma de nossas emoções advém de registros/código, que chamamos cósmicos, e têm um princípio básico de inconsciência, e podemos colocar nessa lista as pulsões sexuais como uma necessidade imanente nos seres vivos de proliferação da espécie. O desejo sexual então, é o impulso genésico do ser vivo e é esse mesmo impulso que leva o homem e mulheres a se unirem na intenção inconsciente de procriarem, e estes impulsos acrescidos das intenções emocionais, também delineiam o caminho de uma pessoa (Dharma).

              Dizemos então, que todos estão onde devemos estar, onde precisamos estar, onde merecemos estar, pois nossa intencionalidade e nosso adhikara (índole, temperamento, caráter, dom inato) nos colocaram ali; havendo consciência do modo pelo qual trabalhamos nossas intenções, nos iluminamos e podemos traçar, então, qualquer caminho.

              O Dharma é o caminho, é o destino e é também o caminhante. O Dharma será concebido por aquele que se concentra no agora, aqui, usufruindo do ato de caminhar como a única meta, conquistando serenidade. Este caminhante saberá que não há nada a ser feito no futuro, um destino pré-existente a ele que deverá ser cumprido. Há sim, uma fatalidade das emoções, aquelas mesmas emoções que atraem certas desgraças pessoais, inexoravelmente; essas emoções que é traduzida como intencionalidade.

              Intencionalidade do ser humano depende de um fator muito importante, melhor dizendo, imprescindível, que é a relação com o outro indivíduo, outra sensação, outro desejo. Sem a reciprocidade de intenções inexistiram as relações interpessoais e, portanto, não haveria a possibilidade de crescimento pessoal e muito menos de estudo das próprias emoções e sensações. Seria impossível a percepção sequer da existência da intencionalidade.

 

O CORPO É O INCONSCIENTE HUMANO

              Todo ser humano é uma soma de adhikara mais comportamento personalizado. O Adhikara e a personalidade “marcam” o corpo de acordo com suas características, somando a esta herança genética, que engendra o corpo junto com aquelas emoções e impulso do caráter. Dessa interação nascem corpos saudáveis ou não.

              A saúde ou doença são balizamentos que o corpo cria para regrar a senda de seu habitante. Ele tem o código do adhikara de uma pessoa e sempre que essa pessoa mente para si mesma ou trai suas emoções profundas ou frusta-se consigo mesma, sem estarem conscientes desse fato, males físicos sobrevêm e tensões energéticas, nervosas e glandulares avassalam suas estruturas. Neste sentido dizemos que a doença é um bem maior, na medida em que ela tem a função de avisar, através do corpo, sobre a condição da emoção.

              O ser humano é dotado de seis diferentes consciências para se manifestar no seu ambiente vital, no seu eco sistema.

              Infraconsciência - é a consciência genésica, sexual, procriadora, mantenedora da espécie humana. Trata-se da atração magnética onipresente na vida das pessoas, traduzidas simplesmente em atração sexual entre os seres. Os principais pontos de tensão da infraconsciência são:

a) Impulsos genésicos, geradores, procriadores;

b) Rege todos os órgãos do sentido.

c) A expressão mais sutil em termos de fluidos corporais tais como sangue, linfa, hormônios, líquidos sinuviais, liquor espinhal.

d) A infraconsciência está ligada ao reino mineral e vegetal.

              A natureza por si só é regida pela a força que se traduz na fórmula vive melhor quem melhor pode viver e no estigma da força e esperteza. Por isso os homens competem em seu dia-a-dia chegando as raias da morte, porque ainda contém o código de defesa da vida contra o agressor. As pessoas ainda se sentem mortalmente feridas ao perder um lugar na fila, ou o troco a menos na padaria, etc. Essa agressividade ainda pode ser canalizada pelo processo civilizatório por simples falta de tempo. Algo nas pessoas as faz defender o que é delas às tapas, mesmo que seja apenas algumas moedas, transformando isso tudo em neuroses.

 

Subconsciência é responsável pela nossa contínua experimentação das nuanças do corpo energético que tem sua base no Chakra energético (Svaddhisthana). Veja as várias partes do indivíduo que são regidas por esta mente.

a) - Motricidade corporal: função motriz dos nervos e órgãos.

b) - Aprendizado reflexo de atividades automatizava;

c) - Está também ligado ao mundo mineral e vegetal;

d) - Seu centro físico são as supra-renais.

h) - Os órgãos dos sentidos.

              A subconsciência está ligada ao movimento corporal em si mesmo. Podemos exemplificar dizendo que uma criança aprenderá a andar sem ter uma imagem para se basear. Mas não falará uma língua a não ser que possa ouvi-la. São funções de diferentes consciências. A motricidade faz parte do código da subconsciência; o impulso de andar é infraconsciencial, mas a energia para criar o movimento e do subconsciente.

              O subconsciente está para a sensibilidade vegetal, ou seja, não permanece “estático” como o reino mineral, sob os influxos de tempos muito mais longos que as medidas de tempo do reino vegetal. Além disso, podemos dizer que o vegetal contém e organiza o mineral em seqüências sensíveis que contém os sentidos do tato, algo praticamente inexistente no reino mineral bruto. Portanto a sensibilidade táctil é uma capacidade muito afeita ao chakra energético, que seria a sede do subconsciente.

              A subconsciência é energia prânica, que em termos gerais pode ser manipulada e automatizada, em última análise, a força do “campo de energia” Esse deposito de energia (prana, Ki, Chi, orgônio), é uma inesgotável fonte de poder que é usada também para proceder as transformações, magnética através das mãos. Esse “órgão” energético está para o tato nos vegetais e tanto na visão como audição nos seres humanos, embora sua maior regência seja a sensibilidade tátil.

              Os desequilíbrios psíquicos do subconsciente - Todas as perdas de motricidade por traumas emocionais, medo, sustos, são relacionadas com essa mente. Os delírios generalizantes estão relacionados com perda mineral (coloca os pés no chão) e hipersensibilidade nervosa. Convém dizer então que toda a rede nervosa, que vai do cérebro à superfície da pele é a manifestação física da rede Pranica (ou nadis), os condutos do Vayu pelo o corpo. Isso equivale a dizer que as repetições de gestos do modo distorcidos e até esquizofrênico em vários graus e perda de consciência espacial por envelhecimento.

 

O INCONSCIENTE

              No inconsciente fica a sede das emoções e intenções do indivíduo. Provavelmente neste ponto, na altura do estômago, diafragma e tórax, fica os códigos do Adhikara aquele elemento sutil de discernimento do temperamento e da alma de uma pessoa. Além disso, podemos alinhar as seguintes organizações psíquicas que o inconsciente promove:

a) Todo o processo onírico (sonhos), vigília;

b) Emoções impulsivas raivas e pânicos;

c) Emoções de vontade, desejos;

d) O condicionamento social;

e) Psicose em geral;

f) Chakra solar e cardíaco;

g) Reações vegeto /animais.

h) Os órgãos em que atuam as energias inconscientes: fígado, baço, vesícula, pâncreas, estômago, duodeno, coração, pulmões, timo.

              O inconsciente está relacionado ao que chamamos corpo astral, portanto, invertendo, podemos dizer que o corpo astral é o corpo inconsciêncial. Nesta mente ocorrem os sonhos e os transportes para fora do corpo, tanto inconscientes como conscientes; as várias mensagens através dos sonhos são regidas por essa região corporal.

              As preferências, os medos, as raivas, prepotências, orgulhos, inseguranças, estão para esses chakras; o chakra cardíaco e os órgãos pulmões e coração viabilizam na emoção os impulsos e desejos, e no organismo prânico as energias dos cinco pranas que ficam então, vinculados ao inconsciente e de certo modo direcionados pelas emoções.

              As emoções são as impulsionadoras dos Vayu pela corrente nervosa eletro-magnético, corrente essa ligada aos rins e supra-renais. A hipertensão arterial é uma dessas confluências de tensão emocional inconsciente e bloqueio energético (prânico) subconsciente não raramente com a infraconsciência.

              O inconsciente é responsável pela automatização das sensações, ou seja, essa mente cuida para que o indivíduo tenha uma espécie de condicionamento, para dar a resposta emocional esperada de um indivíduo social.

              Por isso dizemos que são chakras dos reflexos condicionado social, onde as pessoas agem sentindo certas emoções reais.

              Nossas mentes podem assinalar o reflexo condicionado do amor “que tem de ser de tal modo”, para corresponder as necessidades do processo civilizatório.

              Grande parte do amor que o indivíduo sente, na verdade está relacionado apenas com as condições necessárias para sobrevivência, seja moral (religião, justiça social), ou afetiva (matrimônio, filiação, economia). O amor verdadeiro não viria, então, mesclado de nenhuma necessidade ou receio, por isso não se condiciona a nenhum modelo político, cultural ou econômico. Esse amor é quase impossível, porque é absolutamente revolucionário e incompreensível para as forças do ego inconsciente, subconsciente e infraconsciente.

              Neuroses e psicoses do inconsciente - relacionados entre homens e mulheres, afetivo/sexuais, são extremamente bem assentadas no plano inconsciente. É nessa mente que a pessoa, por condicionamento sócio-econômico-cultural, força a si mesma a fazer certas ligações afetivas, amorosas, filiais, paternais, maternais, fraternais, sem estarem sendo honestas consigo mesmas e com o outro. São as relações constituídas de fachadas tão bem arquitetadas, que a mãe e o pai, se sentem responsáveis até a própria morte, por passarem essas “verdades” aos filhos.

- Neurose de eficiência num trabalho, escolhido por modelos financeiros e não emocionais.

- Conflitos entre os objetivos da pessoa e os objetivos das organizações/ emprego, nação, etc.

- Excesso de objetivos, objetivos inalcançáveis, objetivos imprecisos, competição. Atingir certos objetivos e ficar na incerteza de que fez o melhor possível.

- Casamentos que não satisfazem necessidades inconscientes, mas permanecem sendo mantidos por condicionamento amorosos sociais.

- Angustia de ter uma família ideal, sonho do paraíso social.

 

CONSCIÊNCIA

              É uma parte que responde e processa o resultado das aquisições das outras mentes ou consciências e das 10 percepções humanas. Percebe-se então que os sentidos dão informações que a consciência usa para sua própria ampliação e percepção; a consciência não está em nenhum momento separado das 3 primeiras emissões mentais.

              A consciência está para a intelectualidade e a razão; vamos ver como se desenvolvem suas várias atuações:

a) A mente consciente atém-se aos resultados das outras 5 mentes racionalizando-os e arquivando-os para uso em momento oportuno.

b) - Está dirigido para a intelecção, o entendimento;

c) - É analítica, faz aferição.

d) - Situa-se no chakra laringe.

e) - Os órgãos regidos pelo chakra laríngeo (cognição) são: tireóide, cordas vocais, cérebro, laringe, úvula, dentes.

              Através da mente consciente analisamos e entendemos certas ações que podemos automatizar com o sub e o inconsciente desde que a emoção se satisfaça plenamente com a mudança. A emoção aqui lembrada se refere às sensações do adhikara, que jamais se acalmam se não foram satisfeitas. A partir de então passam a ser subconscientes e inconscientes.

              A consciência trabalha com duas memórias simultâneas. A primeira é ativa, portanto útil e fluida, pronta para uso imediato e faz parte daquele conjunto de lembranças que uma pessoa tem e que foi tocada pela emoção profunda, despertando interesse em guardá-la como algo prazeroso ou o mínimo necessário para o seu processo de vida.

              A segunda memória é passiva, contendo dados inúteis para o indivíduo, na medida em que dificilmente serão evocadas por não terem tocado com profundidade a emoção.

              Sendo assim, quase nunca vêm à tona do consciente porque nem sequer foram adquiridas e armazenadas sob a influência e a força do interesse emocional genuíno, íntimo, agradável.

              Esta última só passará a ser uma memória atualizável se o indivíduo, por uma situação qualquer, tiver na emoção essa necessidade, e somente depois de uma seqüência de lembranças muito bem relacionadas entre si que leve a pessoa a emocionar-se com aquele dado quase morto.

              Por isso dizemos que a memória é emocional, a emoção é que se lembra e não o cérebro. O cérebro é frio, é cálculo puro. O coração sente através das emoções que “viu” no banco de recordações.

              A memória depende do que o indivíduo gosta, pretende, intencional, anseia, necessita, portanto, depende das emoções.

              Uma pessoa perde a memória e às vezes fica tentando recuperar lembranças que nunca foram verdadeiramente importantes, e há casos onde seria interessante não relembrar. O terapeuta deverá conduzir tais clientes a entender a verdade da emoção a respeito do que tenta recuperar na memória.

              A memória é emocional e só se manifesta plenamente na medida em que o indivíduo tenha se emocionado com os fatos a serem gravados nela, a ponto de impressionarem o inconsciente, subconsciente e infraconsciente.

              Mudando radicalmente de enfoque, podemos afirmar que um ato executado com real prazer desmorona toda a inverdade das emoções e, por conseguinte, ativa a memória, excepcionalmente. Memória é consciência; é resultado de verdadeira emoção de prazer no momento de captar a informação a ser arquivada.

 

SUPRACONSCIÊNCIA

              A supra-consciência está relacionada com a Buddhi, que é o Juiz Interno uma espécie  de juiz de todas as ações internas (intenções) corroborando tudo que “ouve” ou “sente” com o verdadeiro caráter (adhikara) do indivíduo (Jiva). Não se trata “superego” social de acordo com o modelo freudiano, e sim, de um superego muito sutil, que conhece todas as necessidades do caráter daquele ser. Como é uma parte da pessoa, ele cria os conflitos pela simples presença da emoção, do dia-a-dia, que não corresponde de verdade aos legítimos e íntimos anseios daquele ser. Vejamos em itens qual é seu alcance.

a) A supra-consciência é a Buddhi (vide em filosofia mais detalhes sobre sua atuação);

b) Trata-se da qualidade de compreensão (entendimento foi estudado em consciente);

c) Testemunho absolutamente imparcial consigo próprio;

d) Intuição pura, sutil, espiritual; juízo do ego.

e) localiza-se no chakra ajña; hipofísico, hipofisiário, 3- olho;

g) Seu guna é sattva - padma, de cor amarela, dourada ou rosa;

h) compadecimento e percepções espirituais.

              As percepções da supra-consciência assemelham-se a um “advogado do diabo”, porque ao fazer o julgamento das emoções, e do quanto elas são honestas com o adhikara, o resultado sempre será ananda (felicidade), se coincidirem exatamente. No entanto o que se observa comumente é o acontecimento do klesha (dores); um estado de desequilíbrio que sobrevém às pessoas por estar realizando seu adhikara.

              A supra-consciência é camada de mestre interno por algumas seitas e grupos filosófico. Por motivos que se perdem no tempo, é chamada de anjo-da-guarda, um “ser” interno, protetor e evanescente, invisível e perceptível ao mesmo tempo; às nomenclaturas adotadas para explicá-la, a supra consciência é divina, deificada; está acima da mente consciente e é imparcial.

             

MAHACONSCIÊNCIA

                            A mahaconsciência é a consciência de unidade com o todo e tudo, e tem nomes diferentes em culturas diferentes; é a Consciência Crística entre os cristãos, a consciência búdica entre os budistas, Purusha no Samkhya.

              Essa consciência Shiváica, ao ser percebido, dá a sabedoria total. Quando ela se manifesta o Dharma e o karma é absolutamente resolvido, tornam-se um só. Vejamos os itens a seguir:

a) - O Mahaconsciência é Shiva/Purusha;

b) - Com sua manifestação ocorre a plenitude do adhikara;

c) - Dharma e karma tornam-se um só;

d) - Quietude existencial;

f) - Ação pura, sem rajas;

g) - Rajas e tamas ficam iluminadas;

h) - Há predominância do sattva shukla, branco.

              No mahaconsciência há a predominância do guna sattva de cor branca, relacionada com a imparcialidade, desapaixonamento e desinteresse pelos movimentos da matéria; é pura seidade, pureza, quietude, plenitude e consciência.

 

O que é vivência tântrica?

 

Vivência tântrica é uma forma lúdica de sentir e perceber as emoções e, portanto, é uma técnica de terapia corporal feita através da indução em movimento com a intenção de que ocorram desbloqueios em nossas couraças que são causadas por desequilíbrios emocionais advindas do campo da sexualidade, ou seja. Quando você pensa em sexo o que ele representa para você? Apenas uma satisfação biológica indispensável. Apenas feito por amor. Apenas feito para procriação. Apenas feito por fazer. Ou ele nem se quer existe em sua vida, ou está existindo somente em suas fantasias.

Você já percebeu até aqui que uma vez que a Libido organizada – a sua vida poderá ficar equilibrada. Como?

Tomando consciência de que você em primeiro lugar não é feito somente de carne e osso, e sim de um corpo espiritual, um corpo mental, um corpo emocional e que todos residem num espaço físico denominado de corpo humano. E que este corpo físico é a resposta de tudo que você sente, pensa e vê ao seu redor. Já percebeu também até aqui que não provemos a nossa vida em todos os sentidos, porque não provemos uma boa sexualidade.

Aqueles que não estão provendo a vida transportam para a sexualidade a impotência do prover, como impotência sexual. E as mulheres resultam na frigidez. E ou o oposto.

Este fluxo nos diz como devemos delegar a nossa libido, mas os conceitos sociais, profissionais, nos fazem interpretar de forma enganosa, deixando assim de perceber a essência da vida que deriva de uma sexualidade plena e saudável. Ter o tesão pela a vida deriva de ter uma libido organizada. Porque quando estamos felizes produzimos mais intensamente, a cabeça trabalha de forma mais livre e tranqüila delegando nossas energias para os campos direcionados de forma certa. Saberemos compor o trabalho, o estudo, a família, o relacionamento de maneira tranqüila. Mas será que isso implica em somente fazer sexo, que tudo isso se resolve, não significa estarmos sensual e sensorial. Ah, como assim?

O sensual significa estarmos apaixonados em primeiro lugar por nós mesmo. O sensorial é poder transcender a nossa libido para executarmos os nossos prazeres, incluindo o sexo.

A prática da vivência vem ao encontro deste reconhecimento interior, feita através de indução com a musicoterapia e exercícios respiratórios (pranáyáma) buscando os padrões de energia que estão em desequilíbrio colocando-o consciente no momento da vivência aprendendo a moldá-lo na prática em si, proporcionando então um diálogo com suas próprias dificuldades trabalhadas e vivenciadas em grupo.

A vivência fará com que você reviva a sua sensualidade, ficando mais sensorial na medida em que houver a prática, preconizando a retirada da ansiedade, rejeição, insegurança, timidez, etc. E substituindo por movimentos lúdicos que proporciona êxtase e felicidades.

 

MÉTODO

 

O Vivenciar não há como explicar tecnicamente, mas se desenvolve através do fluxo de um grupo ou de um momento individual.

Cada grupo vivencial é uma energia única.

I – passo: O trabalho normalmente se inicia com uma meditação dinâmica que flui através de respirações alteradas e acopladas ao movimento proporcionado pelo o som de uma musica dinâmica, que produzirá limpezas das emoções contidas no emocional.

II – passo: Indução de uma técnica que proporcione novas emoções promovendo um renascimento.

III – técnica indutiva para reconhecimento do Eu, e as mais comuns são Ekagrata - visualizações, através de um espelho, visualizar Mandala, ou simplesmente no olho do outro. Permitindo identificar as emoções que estão inseridas no contexto do EU e do outro. Formando um reconhecimento, identificação e sintonia com o próprio Ego.

IV – passo. É induzido a um tipo de técnica que envolva toques no contexto de técnicas corporais. Para que desperte o fluxo original da libido.

V – Finalização do sistema vivencial em grupo.

 

Conclusões

              Se utilizar de método vivencial como foi possível perceber até então é uma forma de brincar com a mente fazendo-a a ficar em segundo plano. E simplesmente sentir e permear a vida através do leela cósmico.

              Se permitir ser feliz. Aprender a usar as ferramentas corpóreas e que divinamente nos foi concedido. Tomar conscienciência de que somos além de ossos, veias, sangue, músculos, órgãos, etc. Que as sensações e intuições são as ferramentas reais e mais importantes que induzem ao coração e expande a consciência para Ser e está Feliz.

 

Bibliografia.

Eu até então desconheço bibliografia sobre sistema vivencial tântrico.

Aqui está um trabalho desenvolvido através da minha experiência em vivenciar e transmitir vivências.

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http://holopedia.com.br/index.php?action=artikel&cat=1&id=222&artlang=pt-br Wed, 22 Jul 2009 16:53:00 GMT
<![CDATA[Terapia Corporal - O Toque Como Fator de Equilíbrio e Autoconhecimento]]>
Terapia Corporal - O Toque Como Fator de Equilíbrio e Autoconhecimento

Henrique Vieira Filho - CRT 21001 - Terapeuta Holístico

SINTE - SINDICATO DOS TERAPEUTAS - Holística 2009



Sumário

Resumo

I - Introdução

II- Material e Metodologia

II.I - Definições

II.II - Boas práticas em Terapia Corporal

III - Resultados

IV - Discussão

V - Conclusões

VI - Referências Bibliográficas

VII - Anexos Informativos

VII.I - Consciente, Inconsciente, Sistemas de Defesa - Conceitos Teóricos - Psicoterapia Holística

VII.II - Inadequação de Termos e Usos - "massagem" e "massagista" na Terapia Holística
VII.III -
Consciente, Inconsciente e Sistemas de Defesa

Resumo

Esta propositura disserta sobra a integração das técnicas corporais orientais seculares com as modernas e ocidentais abordagens psicanalísticas reichianas e derivadas, resultando em uma Terapia Corporal de abordagem holística. Resgata a importância do tocar e ser tocado como instrumento de catarse terapêutica e de harmonização psicofísica, resultando em ampliação da qualidade de vida e autoconhecimento, tanto para o Cliente, quanto para o profissional.

Introdução

Muito se aborda a globalização e o acesso universal a informações em todos os campos de conhecimento, incluindo a Terapia Holística. Porém, mesmo no Brasil, de ampla tradição de sincretismo e fusão das mais variadas vertentes de pensamento, ainda deparamos com um separatismo entre as técnicas corporais orientais e ocidentais, bem como uma distância entre o discurso de paradigma holístico e uma real aplicação deste conceito, a tal ponto de ainda encontrarmos profissionais que iludem-se de atuar em questões físicas e outros, em aspectos psíquicos, como se tais existissem de forma isolada...

São inegáveis as qualidades técnicas das manobras corporais tradicionais, tais como o shiatsu, tuina, anma, sparsha, dentre outras, assim como é fundamental a contribuição da psicanálise quanto aos aspectos inconscientes de nossa personalidade serem corporificados. Contudo, ambas as vertentes ainda não convergiram, resultando em "massagistas" (termo totalmente inadequado à legislação brasileira...) que desconhecem o fato de seu trabalho pode resultar em catarses, como também em profissionais da vegetoterapia e bioenergética propondo técnicas de toque, respiratórias e posturais que já estariam eficientemente supridas nas já seculares técnicas corporais, como as já citadas, bem como as oriundas do yôga e tai-chi-chuan.

Cabe ao Brasil eliminar a iniciativa em superar desinformações, preconceitos e vaidades, promovendo a integração entre todas estas linhas complementares de tratamento, formando Terapeutas Corporais que honrem a sabedoria milenar, da mesma forma que abraçam a modernidade psicanalítica, fazendo justiça a que mais esta modalidade terapêutica seja integrante da Terapia Holística, atendendo a Clientela ciente de que físico-psíquico-social-transcendente é uma só unidade indissociável.

II - Material e Metodologia -

II.I - Definições

ACONSELHAMENTO — processo interativo, caracterizado por uma relação única entre Terapeuta Holístico e cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão. O Aconselhamento é parte integrante do trabalho de todo verdadeiro Terapeuta, independentemente de quais outros métodos adote.

BIOENERGÉTICA —Terapia neo-reichiana desenvolvida por Alexander Lowen; discípulo de Reich, introduziu conceitos próprios contrastantes com a rigidez da vegetoterapia clássica.
CALATONIA —técnica especial de toques manuais sutis, geralmente nos pés ou nas mãos, que visa não somente uma relaxação psico-física, como, também, o despertar de material psíquico inconsciente para ser trabalhado em Terapia Holística.

CATARSE extravasar de emoções, sentimentos, lembranças que permaneciam reprimidas, possibilitando ao vivenciá-las conscientemente, comumente acompanhado de INSIGHTS, resultando em alívio e ampliação do autoconhecimento.

CLIENTE — usuário de serviços de Terapia Holística, em pleno gozo de suas faculdades mentais que, a seu juízo, ou, quando for o caso, mediante autorização de seu representante legal, aceita a prosposta de trabalho terapêutico apresentada pelo profissional.

ID é a estrutura da personalidade original, básica e mais central, exposta tanto às exigências somáticas do corpo como aos efeitos do ego e do superego.

INSIGHT "lampejos" repentinos de uma consciência maior (quer seja sob a forma de lembranças ou de imagens simbólicas a serem decifradas) que possibilita apreender na forma de síntese uma série de fatores até então não compreendidos.

LEITURA CORPORAL — método de avaliação onde a interpretação do formato corpóreo ou de seus gestos, posturas e movimentos é capaz de expressar sua história de vida ou, até, mesmo, seus próprios sentimentos e pensamentos.

PERSONA — é a nossa máscara ou o papel social do indivíduo, isto é, o mediador que protege o sujeito em suas relações.

RELAXAMENTO — vários métodos são utilizados para a obtenção de uma relaxação muscular e psíquica, dentre eles a Massagem, a Musicoterapia, a Cromoterapia, a Cristaloterapia, a Acupuntura e a sugestão verbal. Ver, também, Vivências.
TERAPIA CORPORAL — uso de técnicas de toque, respiração, posturas e movimentos específicos, obtendo uma reestruturação corporal e, a partir daí, a conscientização e desbloqueio de conteúdos psíquicos traumáticos, a serem trabalhados verbalmente; toques aplicados pelo corpo obtendo relaxação, equilíbrio energético e, até mesmo, o aflorar de material psíquico reprimido. Existem incontáveis técnicas, sendo as mais conhecidas o Tui-Na, o Shiatsu e o Do-In.

TERAPEUTA HOLÍSTICO — procede ao estudo e à análise do cliente, realizados sempre sob o paradigma holístico, cuja abordagem leva em consideração os aspectos sócio-somato-psíquicos. Faz uso da somatória das mais diversas técnicas, pois cada caso é considerado único e deve-se dispor dos mais variados métodos, para possibilitar a opção por aqueles com os quais o cliente tenha maior afinidade: promove a otimização da qualidade de vida, estabelecendo um processo interativo com seu cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão. Avalia os desequilíbrios energéticos, suas predisposições e possíveis consequências, além de promover a catalização da tendência natural ao auto-equilíbrio, facilitando-a pela aplicação de uma somatória de terapêuticas de abordagem holística, com o objetivo de transmutar a desarmonia em autoconhecimento.

TERAPEUTA CORPORAL — promove a avaliação sócio-somato-psíquica do cliente fazendo uso da observação corpórea, postural, gestual, além de analisar sua constituição biotipológica, formas de respirar e de olhar, dentre outros aspectos, possibilitando a detecção de distúrbios energéticos e as tendências de psicossomatização; por meio de técnicas de massoterapia, reeducação respiratória e postural, aplicação de movimentos específicos milenares (tai-chi-chuan, yoga, chi kung, dentre outros) ou modernos (quiropatia, vegetoterapia, bioenergética, rolfing, biodança, dentre outros) promove ao cliente a conscientização e desbloqueio de conteúdos psíquicos traumáticos, a serem trabalhados verbalmente em processo interativo e único entre terapeuta e cliente, catalizando o autoconhecimento e mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de no conhecimento e na habilidade para tomada de decisões, pessoais e profissionais. Promove, também, grupos de movimento para harmonização e autoconhecimento, podendo os mesmos serem realizados a nível empresarial almejando um maior entrosamento entre equipes e diminuição de fatores estressantes. Em recursos humanos, pode auxiliar na avaliação das contratações e na percepção das aptidões dos candidatos, utilizando das técnicas de leitura corporal.

TERAPIA REICHIANA — desenvolvida por Wilhelm Reich, onde a intervenção corporal via toque é um dos principais fatores catalisadores do aflorar do material psíquico inconsciente, o qual será trabalhado verbalmente na Terapia Holística. Reich, Wilheim: psicanalista, discípulo dissidente de Freud, verificou que o inconsciente é corporal e que cada tipo de trauma é "gravado" na musculatura de partes específicas do corpo, criando "couraças musculares do carácter", causadas pelo mal fluxo dos biofótons, por ele chamados de "orgone".

TRANSFERÊNCIA E CONTRA-TRANSFERÊNCIA: Transferência é a vivência de fortes sentimentos do Cliente deslocados para o profissional, no relacionamento terapêutico. São elementos reprimidos, muitas vezes, infantis, que ganham nova expressão no espaço emocional,criado pelo encontro "Profissional - Cliente", sem que este tenha consciência do fenômeno em questão. Numa direção paralela, temos os sentimentos despertados no profissional pelo cliente, que Freud denominou CONTRA-TRANSFERÊNCIA.

VIVÊNCIAS — realizadas individualmente ou em grupo, utiliza tanto da Terapia Corporal, quanto do Relaxamento como introdução a estados profundos de auto-consciência e, desse modo, permitir o aflorar tanto de emoções reprimidas, lembranças traumáticas e sonhos (para serem trabalhados na Terapia Holística), quanto o despertar de uma sabedoria interior e intuitiva no cliente, capaz de orientá-lo na tomada de decisões ou, até mesmo, na resolução de questões de saúde.

II.II - Boas práticas em Terapia Corporal:

Idade mínima do cliente para Terapia Corporal: 18 anos; excepcionalmente poderão ser aceitos clientes menores de idade, somente se houver autorização escrita de pelo menos um dos pais ou responsável legal e o TH avaliar como adequada a maturidade emocional do candidato; a autorização deve permancer guardada junto à ficha do cliente.
Explicar o processo de Terapia Corporal com detalhes e certificar-se de que seu cliente compreendeu a proposta terapêutica, em especial, quanto ao fato de que será tocado, com o Terapeuta Holístico detectando seus limites, pudores e estabelecendo quais as técnicas corporais aplicáveis ao caso;
O Terapeuta Holístico deve se adaptar aos pudores e limites de cada cliente, respeitando-os e ampliando-os de acordo com a necessidade técnica e com a conquista gradativa de confiança mútua;

O consultório deve estar aparelhado para proporcionar temperatura ambiente adequada ao conforto da pessoa atendida, luz amena, minimização de ruídos, bem como privacidade, inclusive do Cliente para com o Terapeuta Holístico;

O Cliente deve ser inquerido pelo Terapeuta Holístico quanto ao uso de óleos, cremes, aromas e músicas, para que se tenha certeza de que serão bem aceitos e de que estejam em conformidade com cada caso.

A Terapia Corporal aflora à consciência material psíquico reprimido, bem como catalisa a manifestação das emoções, daí ser essencial ao Terapeuta Holístico aplicar ênfase ao Aconselhamento para que o cliente elabore o conteúdo vivenciado durante o processo de toque, conduzindo este ao autoconhecimento.

III - Resultados

Constatou-se ganhos significativos oriundos do sincretismo entre as abordagens ocidentais modernas e orientais milenares da Terapia Corporal. As manobras corporais de tradições seculares, tais como shiatsu, tuina, anma, seitai, sparsha, dentre outras, mostraram-se mais adaptáveis a cada Cliente, em comparação às mais recentes, oriundas das linhas reichianas e neo-reichianas, tais como a bionergética. Em contraponto, a proposta analítica destas últimas são indispensáveis à interpretação emocional refletida via corpo, já que essa capacidade fora perdida no decorrer do tempo, no que se refere ao ensino e prática das técnicas orientais, na forma como nos chegam atualmente.

Clientes originados de queixas físicas apresentam resultados mais rápidos e eficazes quando a Terapia Corporal aflora as emoções reprimidas simultaneamente ao trabalho de toque. É perceptível ao tato do profissional, o relaxamento nas áreas antes tensas, imediatamente à manifestação da emoção e/ou lembrança que emerge sincronisticanente ao contato físico com a zona reflexa e/ou diretamente sobre a região corpórea. Da mesma forma, regiões sem tônus de pronto manifestam retorno da tonicidade, assim que afloram os sentimentos e lembranças induzidos pelo toque de volta à consciência. Quadros de dores e de dificuldade de movimentos apresentam reversão drástica, ainda que temporária, imediatamente à catarse emocional desencadeada pelo toque e indução verbal.

Ratificando o acima descrito, quadro similar ocorre com a Clientela de queixas emocionais, onde o trabalho de toque serve tanto para detectar quais regiões corpóreas estão refletindo o quadro psíquico, quanto para aflorar à consciência as emoções reprimidas, bem como lembranças de situações traumáticas.

Em ambas as situações, a PSICOTERAPIA HOLÍSTICA, incluindo o ACONSELHAMENTO, desempenha papel fundamental em facilitar ao Cliente a compreender o conteúdo aflorado, o que se mostra fundamental para que o quadro queixoso anterior não reincida. A catarse emocional por si só, apresenta resultado temporário, com imediata melhoria do quadro geral, porém, com retorno do estado original poucos dias após. A durabilidade do resultado é mantida quando o Cliente é simultaneamente amparado com técnicas de foco psicoterápico.

A inclusão do contato físico na relação CLIENTE e TERAPEUTA HOLÍSTICO acelera o ritmo e intensifica a terapia, traduzindo-se em resultados de espectro mais amplo e, uma aumento da frequência e intensidade nas transferências e contra-transferências, exigindo grande preparo do profissional.

IV - Discussão

Todas as tradições terapêuticas seculares, das mais variadas culturas, incluem trabalhos corporais, em especial, técnicas de toque. Originalmente de enfoque holístico, era parte integrante a premissa do ser como um contínuo físico-psíquico-social-transcendente e que, independente do caminho terapêutico escolhido, é ilusória a idéia de tratar um tópico "separadamente" do todo. Assim sendo, a intervenção corpórea implica em simultânea atuação no psiquismo, nas relações com a sociedade e em sua conexão com o universo que somos.

Modernas ideologias, governos ditatoriais e o cientificismo mecanicista influenciaram uma ruptura no paradigma holístico terapêutico. Seja por necessidade de sobrevivência às perseguições, seja em concessões e adaptações para tentar enquadrar nos limites do "científico", fato é que ao século 20, terapias como shiatsu, tuiná, anma, seitai e similares, chegaram até nós amputadas de sua original tradição sistêmica, passando a tratar o "corpo" como se fosse uma "máquina", composta de "partes" a serem manipuladas pelo toque para que "funcionem" melhor... A excelência técnica das manobras corporais se manteve, porém, perdeu-se a "alma" em algum momento de sua história.

A partir da década de 70, com o movimento da contracultura, "revolução aquariana", ecologia e retomada do paradigma holístico, as abordagens corporais se permitiram a reintegração com os conceitos de "energia", reassumindo a interação com meridianos (canais de circulação energética da acupuntura - terapia tradicional chinesa), chacras (ou chakras, vórtices de energia estudados na ayurvédica - terapia tradicional indiana) e "corpos sutis" (matrizes energéticas paralelas ao corpo material, conceito este comum a todas as culturas milenares). Ao mesmo tempo, readmitiu-se que a terapia pelo toque igualmente atua nas emoções, porém, sem aprofundar na questão, deixando de integrar ao trabalho a necessária metodologia de amparar o Cliente nas consequências oriundas dos sentimentos e memórias evocadas pelo toque.

Desenvolvendo-se de forma complementar, contamos com a Psicánalise, pela qual Freud demonstra a grande atuação das questões psíquicas nas somatizações, sendo até possível a reversão destas, como decorrência da análise, ao resgatar do inconsciente, os traumas, lembranças, emoções reprimidas e integrá-las ao consciente.

Quer seja por preocupar-se em manter-se dentro de uma certo paralelo com a metodologia científica (isolar-se do "objeto" estudado...), quer seja para evitar maiores controvérsias e envolvimentos, TOCAR o Cliente era algo fora de discussão, até a dissidência de Wilhelm Reich, que “corporificou” o inconsciente, identificando suas informações como uma bioenergia circulante (por ele denominada “orgone”).

A negação das emoções, impulsos, desejos oriundos do Id se dá pelo impedimento da livre passagem da bioenergia por meio da musculatura corporal, quer seja pela tensão excessiva (mais facilmente identificável...), ou pela ausência desta (falta de tônus), pois em ambas as situações, é prejudicado o livre fluxo energético. Observa-se aqui, um grande paralelismo (jamais assumido...) com as teorias da Terapia Tradicional Chinesa e seus Meridianos (caminhos preferenciais da energia circulante).

Reich extrapolou, concluindo que o inconsciente individual é corporal e que a repressão do material psíquico implica em bloquear energeticamente a circulação da informação, que evolui para tensões musculares, até culminarem em somatizações cada vez mais complexas e, paralelamente, a aparência corporal é igualmente reflexo das experiências psíquicas vividas: quanto mais um componente é mantido inconsciente, maior é o grau de somatização...

Analisando os Clientes, Reich e seus discípulos identificaram regiões corpóreas estatisticamente predominantes, nas quais os traumas psíquicos específicos a cada fase da vida tendem a ser sua energia-informação retida em sua circulação em direção ao inconsciente. Tal mapeamento, também conhecido como Couraças Musculares do Caráter, aproxima-se e muito das zonas tradicionalmente definidas para os Chacras (centros de energia), tanto nas tradições milenares da China, quanto da Índia.

Enquanto na abordagem freudiana, o Cliente segue seu próprio ritmo espontâneo de resgate do inconsciente, por meio de associações livres de idéias durante as consultas, na análise reichiana introduziu-se o TOQUE nas zonas musculaturas específicas (“couraças”), provocando a circulação da bioenergia e, com isso, o contato consciente com as emoções e lembranças reprimidas.

A linha reichiana "clássica", a Vegetoterapia, segue um padrão relativamente rígido e pré-fixado para a sequência de desbloqueio das couraças, enquanto que as chamadas correntes neoreichianas, como a Bioenergética (que tem Alexander Lowen como seu expoente...) são mais flexíveis quanto à ordem e formas de trabalhar os bloqueios, utilizando-se, além do toque, técnicas respiratórias e posturais, que contém muitos paralelos ao Yôga e Tai-Chi-Chuan...

Estas últimas vertentes, de origens ocidentais e modernas, em contraponto com as demais linhas aqui inicialmentes descritas, milenares e orientais, permaneceram distanciadas, uma corrente desconhecendo totalmente a outra. Não raro deparamos com reichianos que desconhecem chacras e shiatsuterapeutas que nem sequer imaginam que desbloqueiam "couraças do caráter"...

Minha experiência pessoal na Terapia Corporal iniciou com as técnicas manipulativas orientais (shiatsu e tuiná); contudo, mais do que "relaxamento", comumente os Clientes experienciavam catarses emocionais. Ou seja, conhecendo ou não as teorias reichianas, sabendo ou não o que são "couraças", estamos literalmente colocando nossas mãos no inconsciente de quem atendemos e irá aflorar o material psíquico reprimido.

A ausência do toque ou o abuso deste, especialmente na infância, é fator determinante em boa parte dos traumas de cada indivíduo. Daí a Terapia Corporal ser fundamental no resgate de muitas destas questões.

Em nosso corpo, "congelamos" a lembrança histórica e emocional de certas questões vividas e o toque, intencionalmente ou não, convida a re-experimentar as sensações bloqueadas e a expressar os sentimentos reprimidos. A tendência desta situação é regressiva, pois toca-se uma questão em aberto do passado, comumente convidado à criança interior a novamente aflorar. Tal fator é ampliado porque o Terapeuta Holístico forma uma relação transferêncial com o Cliente, já que este tende a projetar no profissional, a persona de pai-mãe-cônjuge. É preciso o entendimento do conceito de TRANSFERÊNCIA e assumir as responsabilidades dos efeitos do toque sobre a pessoa atendida. Por exemplo, ao atender um indivíduo em estado de carência, há de se preparar para a possibilidade de ser visto como um objeto de amor e, consequentemente, conscientizar-se de que tal relação culminará em dor. Atentem que, numa relacionamento transferencial, o tocar pode ser interpretado de forma totalmente diversa da intenção original:

" ... ao começar a trabalhar fisicamente com meus Clientes, sem perceber, eu procurava tocar a parte de trás do pescoço. Esse movimento inconsciente estava obviamente criando respostas diferentes em Clientes diversos. ... Quanto toquei o pescoço de uma Cliente que havia sido abusada quanto criança, ela ficou assustada, como se eu fosse arrancar sua cabeça. O mesmo contato, de meu ponto de vista, com um Cliente mais dependente, fez com que ele desejasse apoiar sua cabeça em minha mão. Quanto toquei o pescoço de uma Cliente com muitas questões referentes ao controle, meu gesto estimulou sua paranóia e sua suspeita, como se estivesse sendo manipulada para fazer algo que não desejava.A resposta mais condescendente veio de um Cliente a meu toque foi ter dor no pescoço e sentir-se sobrecarregado. Toquei outro Cliente na parte de trás do pescoço e seu maxilar elevou-se com orgulho, como se eu estivesse dando tapinha em suas costas. Assim, quando toco os Clientes, eles têm uma resposta que vem de suas histórias individuais, do que o contatto significou para eles no passado e de sua transferência comigo..."

HEDGES, LAWRENCE E.; HILTON, ROBERT e HILTON, VIRGINIA W. – Terapeutas em Risco – Perigos da Intimidade na Relação Terapêutica, Summus Ed., 1997.

Claro que situações transferênciais como as acima descritas, igualmente ocorrem em terapias que não fazem uso do toque, porém, é constatável que trabalhar o corpo amplifica a frequência e intensidade. O mesmo se dá no sentido inverso, ou seja, com a CONTRATRANSFERÊNCIA. É consenso que a maioria dos Terapeutas possui profundas feridas narcisísticas em aberto, as quais tentamos cicatrizar ao dar atenção aos Clientes, da forma que jamais tivemos... Não raro, tivemos que amadurecer cedo, quando deveríamos ter tido a permissão de ser crianças e nossos cuidados com os outros é a sublimação do ressentimento de que nosso amor não bastava para sermos correspondidos pelos pais, pois só sendo "produtivos" e "perfeitos" para sermos amados. Por isso, oculta-se no TOCAR em nossos Clientes, o desejo de acolhimento e amor.

Há tanto a projeção "positiva" (amor, carinho...), quanto "negativa" (ódio, raiva...) e faz parte do processo. Cabe ao profissional ter consciência disso e perceber, por exemplo, que um(a) cliente apaixonado(a) por quem lhe atende é tão somente uma transferência e não um sentimento duradouro; o mesmo se dá na fase do cliente "odiar" seu analista, momento em que o Terapeuta Holístico terá que re-experimentar suas dores mais profundas, ligadas à rejeição sentida quanto criança.

O Terapeuta Corporal tem que estar disponível e preparado, inclusive, para ser tocado. Possibilitar ao Cliente ser capaz de contato físico adequado em ambiente seguro, é criar a oportunidade para a sua auto-recuperação, com a criança interior revivenciando de modo equilibrado e positivo, a ausência e/ou o abuso de contato ocorridos originalmente. Nesse contexto, o Terapeuta Holístico, ao firmar o vínculo com seu Cliente, automaticamente abre mão de qualquer possibilidade de relacionamento amoroso/sexual com a pessoa atendida, pois, na maioria dos casos, o resultado traumático seria equivalente ao de um incesto.

A melhor forma de preservar a integridade tanto de quem atende, quanto da pessoa atendida, é o profissional manter-se em contínua terapia e supervisão, inclusive, em grupos de discussão, pois o que se constata na prática é que, independente do quão experiente seja um analista, quando está em momento de contratransferência, sua visão do caso fica prejudicada, enquanto que para os demais colegas, que não estão emocionalmente envolvidos na situação, muito mais facilmente detectam o que está ocorrendo.

V - Conclusões

O contato físico intensifica o ritmo da terapia e igualmente aumenta o grau de responsabilidade e exigência técnica, o que é plenamente compensado pela excelência de resultados e gratificação profissional.

Não há mais justificativa, em nosso atual tempo de acesso globalizado às mais variadas correntes terapêuticas, à ilusão de abordar o psicofísico como se fosse "partes separadas".

A fusão entre as manobras orientais já tradicionais e a conscientização do efeito psíquico do toque reavivada pelas correntes psicoterápicas reichianas e neo-reichianas, resulta em uma terapia mais profunda e abrangente do que a simples soma das partes.

Tanto as reclamações de origem física, quanto as de foco emocionais são atendidas na mesma proposta de trabalho, em conformidade com o paradigma holístico, ampliando o leque de oportunidades em atender quantitativa e qualitativamente à Clientela potencial.

A ampliação da transferência e contratransferência pelo fator do tocar e ser tocado, obriga o Terapeuta Holístico a manter-se em contínua terapia e supervisão, resultando num indivíduo mais equilibrado e autoconsciente e, como tal, um profissional mais eficiente e um ser humano mais feliz.

VI - Referências bibliográficas

CONGER, JONH P. - Jung e Reich – O Corpo Como Sombra - Summus Editorial;

HEDGES, LAWRENCE E.; HILTON, ROBERT e HILTON, VIRGINIA W. – Terapeutas em Risco – Perigos da Intimidade na Relação Terapêutica, Summus Ed., 1997.

MANN, W. EDWARD - Orgônio, Reich e Eros – Summus Editorial;

VIEIRA FILHO, HENRIQUE - Tutorial Terapia Holística. São Paulo, Sintebooks, 2002.

VIEIRA FILHO, HENRIQUE - O Microcosmo Sagrado – SinteBooks;

WEIL, PIERRE - Holística: Uma Nova Visão e Abordagem do Real - Ed. Palas Athenas, São Paulo, 1990.

VII - Anexos e Apêndices

VII.I

Consciente, Inconsciente, Sistemas de Defesa - Conceitos Teóricos - Psicoterapia Holística

 

Teceremos, a seguir, um paralelo corpóreo, para melhor entendimento de alguns conceitos subjetivos das teorias psicoterápicas.

 

Várias ações executadas via nosso corpo nos são totalmente conscientes, como por exemplo, quando movimentamos nossos braços e mãos para pegar um objeto que desejamos, ou quando utilizamos nossas pernas para nos locomover a algum destino. Outrossim, a imensa maioria das ações corpóreas acontecem sem a participação de nossa consciência: batimentos cardíacos, circulação do sangue, reprodução celular, sistema imunológico, digestão, respiração, etc, etc, etc, que podem ser consideradas ações involuntárias e "autônomas".

 

De certo modo, o que ocorre em nosso mundo psíquico é semelhante: apenas uma pequena fração de nossos desejos, emoções, lembranças é que estão ao alcance imediato de nosso consciente, enquanto a maior parte das ações em nossa psique acontecem de modo involuntário, inconsciente.

 

Freud teve sua atenção desperta justamente analisando sintomas físicos criados a partir de ocorrências emocionais reprimidas para o inconsciente, que desapareciam ao se tornarem conscientes. Reich extrapolou, concluindo que o inconsciente individual é corporal e que a repressão do material psíquico implica em bloquear energeticamente a circulação da informação, que evolui para tensões musculares, até culminarem em somatizações cada vez mais complexas e, paralelamente, a aparência corporal é igualmente reflexo das experiências psíquicas vividas: quanto mais um componente é mantido consciente, maior é o grau de somatização... Para Jung, a porção inconsciente de nosso psiquismo é chamada de Sombra e seu par complementar é a Persona,que é a nossa máscara ou o papel social do indivíduo, isto é, o mediador que protege o sujeito em suas relações.

 

Muitas das capacidades inconscientes se originam de nossa ancestralidade evolutiva, sendo que já nascemos com esta herança coletiva. Da mesma forma que entramos nesse mundo compartilhando com nossos pares o conhecimento/capacidade de (por exemplos...) pulsar nosso coração, de nossos glóbulos brancos defenderem nosso organismo, etc, etc, igualmente compartilhamos toda uma herança psíquica primordial inconsciente, tais como nossos impulsos e instintos (de sobrevîvência, de vida, de morte, estudos estes creditados a Freud...), além de uma imensurável sabedoria ancestral, compartilhada na forma de arquétipos e manifestos em símbolos individuais e coletivos, seja como sonhos e lendas, além de outras formas de interação.

 

Algumas ações corpóreas são fruto de aprendizado individual e consciente, como por exemplos, dirigir um veículo, cozinhar, etc, etc. Ainda assim, a maioria de nós já observou que tais atos podem ser relegados ao inconsciente, ainda que momentaneamente: quantos já se surpreenderam ao constatar que dirigiram kilômetros ou prepararam refeições em "piloto automático", em momentos onde o consciente se dedicou a outro acontecimento e/ou pensamentos ?... O mesmo pode ocorrer em nosso mundo psíquico: uma emoção, sentimento, lembrança, a princípio, consciente, pode ser relegados a um "segundo plano", ao inconsciente, enquanto nossa atenção é mantida em outra pauta... Muitas vezes, isso decorre de uma DEFESA "automática". Ainda na didática de traçarmos um paralelo com recursos corpóreos, da mesma forma que possuímos um "sistema imunológico" que atua alheio à nossa percepção consciente, nos defendendo do que considerar nocivo, igualmente possuímos SISTEMAS DE DEFESA psíquica que, de forma inconsciente, agem "protegendo" nosso consciente daquilo em que ele, em tese, não está apto a lidar. Claro, à primeira vista, parece e é algo bom; porém, tudo que é a menos, ou em demasia, sai do ponto de equilíbrio e passa a surtir efeito contrário: o esforço energético/corpóreo/psíquico de "forçar" informações a permanecerem inconscientes é demasiado, resultando tanto em efeitos subjetivos, como insatisfação, ansiedade, infelicidade, etc, até mesmo, sintomas físicos dos mais simples até os mais graves.

 

Na literatura, estes recursos costumam ser traduzidos como "mecanismos" de defesa, contudo, perante a visão holística e em pleno século 21, a expressão mais adequada é SISTEMAS de Defesa, ampliando a conotação reducionista original (já "saiu de moda" aplicar termos destinados a descrever máquinas para tentar explicar seres vivos...).

 

Destacaremos, a seguir, alguns desses recursos, com uma breve descrição, com a ajuda da famosa fábula "A Raposa E As Uvas". Apesar de crer que é impossível alguém desconhecer essa história clássica, eis um resumo: a raposa avista belas uvas e faz todas as tentativas possíveis para conseguir pegá-las, porém, sem sucesso; termina a história dizendo para si que, na verdade, nem mesmo as queria; afinal, elas ainda estão "verdes"...

 

1) Repressão: Esta defesa consiste em relegar ao inconsciente um evento, idéia, sentimentos ou percepções potencialmente provocadores de ansiedade; contudo, o elemento reprimido ainda é parte da psique, o que requer um constante consumo de energia já que o reprimido faz tentativas constantes para encontrar uma saída. Sintomas físicos e psíquicos dos mais variados podem ter origem neste esforço de reprimir. A repressão é o "esquecimento" inconsciente de fatores psíquicos relevantes, são incompatíveis com a auto-imagem que possuímos.

A Raposa diz para si: "_ Uvas ? Que uvas ? Nem sei o que é isso, não faço idéia do gosto que tem e nunca me passou pela cabeça comer uma".

 

2) Negação: É, talvez, o Sistema de Defesa mais simplório, de negar para si mesmo, fatos acontecidos, recusando a aceitar a existência de uma situação penosa demais para ser tolerada, comumente a substituindo o que lhe contraria por versões fantasiosas e idealizadas. Atentem à diferenciação: na Repressão, o fator psíquico incômodo é "esquecido", "apagado da consciência", como se nunca tivesse existido; já com a Negação, ele é SUBSTITUÍDO por uma "nova versão" dos fatos...

A Raposa diz para si: "_ EU é que não quero essas uvas ainda verdes...".

 

3) Racionalização: É o processo no qual nos auto-justificamos "racionalmente" para uma atitude, ação, idéia ou sentimento que vivenciamos. Diferenciado-se das "fantasias" criadas pela Negação que MODIFICAM o que de fato ocorre, a Racionalização lida com o "fato real", porém, elabora “explicações”, “boas razões”, para "justificar" a ocorrência, evitando lidar com a frustração e a culpa.

A Raposa diz para si: "_ Claro que é certo e que posso pegar essas uvas e comer... O fazendeiro tem tantas e nem liga para elas; estou até fazendo um favor, pois se eu não tirar um pouco e levar embora, elas vão acabar apodrecendo no pé e trazendo um monte de insetos que vão estragar todas as plantações da região".

 

4) Formação Reativa: Este Sistema de Defesa substitui o que de fato se deseja ou sente justamente pelo que lhe é oposto, invertendo inconscientemente aquilo que realmente quer... Como os outros sistemas de defesa, as formações reativas são desenvolvidas, inicialmente, na infância, onde ocorre forte repressão aos impulsos, geralmente acompanhada por uma cobrança social de fazer justamente o oposto do que desejava.

A Raposa diz para si: "_ Vou montar guarda diante destas uvas, pois tem muita gente querendo roubá-las do fazendeiro e é meu dever não permitir que isso aconteça"

5) Projeção: Nesta forma de auto-defesa, desloca-se aspectos de nossa personalidade, sentimentos, emoções, para o meio "exterior", como se não fôssemos nós, mas sim, "outra" pessoa, animal ou objeto quem possuísse essas características. Para evitar-se de enxergar e repreender em nós mesmos certos pensamentos, impulsos e desejos, passamos a "projetá-los" em terceiros, direcionando também nossa desaprovação para estes.

A Raposa diz para si: "_ Aquele coelho não tira os olhos famintos dessas uvas; certamente está morrendo de desejo de roubá-las e comer tudo... Que coisa mais deplorável...".

 

6) Isolamento: É uma defesa onde as emoções perturbadoras relacionadas a um fato são "separadas" da lembrança em si, fazendo com que a pessoa se refira ao acontecimento traumático sem nenhuma emoção sobre o tema.

A Raposa diz para si: "_ Eu queria as uvas... Tentei, não consegui... Tudo bem... Essas coisas acontecem...".

 

7) Regressão: Nesta defesa, é como "voltar a ser criança", lidando de forma "infantil" com a ocorrência, utilizando algum artifício para "fugir" de lidar com a situação, procurando distrair-se com algo lúdico...

A Raposa diz para si: "_ Êta, uvas difíceis ! Melhor é eu assistir um filme, relaxar, comer uma pipoquinha...".

 

8) Sublimação: É o Sistema de Defesa mais bem aceito socialmente... Tal qual os demais que descrevemos, o processo ocorre de forma inconsciente, sendo que transmuta-se um impulso originalmente inaceitável para nossa consciência, canalisando essa "energia" em uma ação socialmente produtiva e bem recebida...

A Raposa diz para si: "_ Uvas... Que boa idéia ! Farei uma grande plantação e a colocarei à disposição de todos os transeuntes, que podem ficar à vontade em saciar sua fome, comendo quantas desejarem...".

 

Um dos Sistema de Defesa, a Projeção, quando ocorre no ambiente de consultório, ganha outra nomenclatura: TRANSFERÊNCIA, que é a vivência de fortes sentimentos do Cliente deslocados para o profissional, no relacionamento terapêutico e, numa direção paralela, temos os sentimentos despertados no profissional pelo Cliente, que Freud denominou CONTRA-TRANSFERÊNCIA. São elementos reprimidos, muitas vezes, infantis, que ganham nova expressão no espaço emocional, criado pelo encontro "profissional - cliente", sem que estes tenham plena consciência do fenômeno em questão.

 

Todas as correntes psicoterápicas destacam a importância de que o analista igualmente passe por psicoterapia e supervisão. Essa é a melhor forma de evitar que o Cliente fique à mercê da contratransferência, pois, passando por análise e se AUTOCONHECENDO, o profissional terá mais capacidade de detectar as ocorrências desta projeções, as quais, por sinal, são bem mais facilmente percebidas por alguém "de fora", ou seja, um supervisor.

 

Detectar e perceber nossos próprios sistemas de defesa em ação nos torna ainda mais aptos a perceber o mesmo em nossos Clientes. Quanto mais profundamente desvendarmos nosso próprio inconsciente, maior será a nossa capacidade de despertar o mesmo nas pessoas que atendemos. Conhecendo e aceitando nossa SOMBRA, mais facilmente contataremos a de nossos Clientes, nos tornando profissionais melhores e menos sujeitos ao erro... Imaginem uma Cliente "falando mal" de sua mãe e a Terapeuta Holística que atende, sendo mãe e tendo uma filha com o mesmo discurso... Se não estiver atenta à possibilidade de contra-transferência, é capaz até de "tomar as dores" da mãe dela !...

 

Observem que há tanto a transferência "positiva" (amor, carinho...), quanto "negativa" (ódio, raiva...) e faz parte do processo. Cabe ao profissional ter consciência disso e perceber, por exemplo, que um(a) cliente apaixonado(a) por quem lhe atende é tão somente uma transferência e não um sentimento duradouro; o mesmo se dá na fase do cliente "odiar" seu analista...

 

Certamente, ocorrerá transferência e contra-transferência, e é responsabilidade do PROFISSIONAL estar atento a estas questões e evitar que as mesmas atrapalhem o processo terapêutico. Na verdade, se bem trabalhada a transferência pode até facilitar o desenrolar do atendimento.

 

VII.II -


Inadequação de Termos e Usos - "massagem" e "massagista" na Terapia Holística

Se o profissional faz uso de técnicas corporais, jamais deverá chamar este trabalho de "massagem", não só pelo sentido pejorativo que a confusão com prostituição trouxe à palavra, como, também , pelo fato de que estaria sendo enquadrado dentro de alguns requisitos impossíveis de serem cumpridos, pois estaria sujeito às seguintes diretrizes, dentre outras:

DECRETO-LEI 4.113 DE 14/02/1942
Regula a Propaganda de Médico, Cirurgiões Dentistas, Parteiras, Massagistas, Enfermeiros, de Casas de Saúde e de Estabelecimentos Congêneres, e a de Preparados Farmacêuticos
Das Parteiras, dos Massagistas e Enfermeiros (artigos 2 e 3)
ART.2 - é proibido às parteiras, aos massagistas e aos enfermeiros fazer referências a tratamentos de doenças ou de estado mórbido de qualquer espécie.
ART.3 - As parteiras, os massagistas e os enfermeiros estão obrigados a mencionar em seus anúncios o nome, título profissional e local o nde são encontrados.


LEI 3.968 DE 05/10/1961
Dispõe sobre o Exercício da Profissão de Massagista, e dá outras Providências.
ART.1 - O exercício da profissão de Massagista só é permitido a quem possua certificado de habilitação expedido e registrado pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina após aprovação, em exame, perante o mesmo órgão.
ART.2 - O massagista devidamente habilitado, poderá manter gabinete em seu próprio nome, obedecidas as seguintes normas:
1 - a aplicação da massagem dependerá de prescrição médica, registrada a receita em livro competente e arquivada no gabinete;
2 - somente em casos de urgência, em que não seja encontrado o médico para a prescrição de que trata o item anterior, poderá ser esta dispensada;
3 - será, somente, permitida a aplicação de massagem manual sendo vedado o uso de aparelhagem mecânica ou fisioterápica;
4 - a propaganda dependerá de prévia aprovação da autoridade sanitária fiscalizadora.

Como podem perceber, será muito melhor nominar seus trabalhos como "Terapia Corporal", evitando, assim, se enquadrarem nas leis acima citadas, as quais só podem ter sido criadas para coibir a prática da Massagem.

Já há anos o SINTE recomenda abolir o termo "massagem" (tanto por ser associada popularmente à prostituição, como por enquadrar-se em legislação impossível de ser cumprida) , que deve ser substituída por "Massoterapia", ou, melhor ainda "Terapia Corporal".

Ultimamente, a expressão "massoterapia" igualmente passou a ser sinônimo de prostituição, além de que, no Paraná, os órgãos públicos identificam como sinônimo de "massagem" e passaram a exigir daqueles que alegam trabalhar com esta técnica, o cumprimento das legislações impraticáveis (DECRETO-LEI 4.113 DE 14/02/1942 e LEI 3.968 DE 05/10/1961).

Portanto, a melhor solução é o termo "Terapia Corporal" e aproveitar a oportunidade para que os cursos se aperfeiçõem para fazer justiça a este nome e acrescentem ensinamentos de Reich e Lowen (psicanálise/vegetoterapia e bioenergética) às já consagradas manobras corporais orientais e ocidentais.

VII.III -

Consciente, Inconsciente e Sistemas de Defesa

Conceitos Teóricos - Psicoterapia Holística

Paralelos entre as abordagens Psicanalísticas de Freud, Reich e Jung quanto ao Consciente / Inconsciente e um breve relato sobre os Sistemas de Defesa (mecanismos de defesa) mais difundidos.

A PSICANÁLISE busca desvendar o INCONSCIENTE. Inicialmente, Freud, devido à formação médica, supôs encontrar correspondentes físicos, como os cerebrais, os neurônios, o sistema nervoso, mas, felizmente, desistiu desse caminho e desenvolveu todo um esquema teórico/didático capaz de embasar o psicanalista a se propor a lidar com conceitos como ID, Ego, Superego, Inconsciente, Pré-Consciente, Consciente, sistemas de defesa, associações de idéias, fases do desenvolvimento sexual, traumas, ato falho, etc, etc, enfim, uma sequência teórica válida até os dias de hoje...

A seguir, um gráfico didático ilustrativo de alguns premissas da Psicanálise:

Ilustração de autoria de Henrique Vieira Filho

Estruturas da Psique:

De acordo com a teoria estrutural da mente, o id, o ego e o superego funcionam em diferentes níveis de consciência. Há um constante movimento de lembranças e impulsos de um nível para o outro.

Id - Contém tudo o que é herdado, que se acha presente no nascimento, que está presente na constituição. É a estrutura da personalidade original, básica e mais central, exposta tanto às exigências somáticas do corpo como aos efeitos do ego e do superego. Embora as outras partes da estrutura se desenvolvam a partir do id, ele próprio é amorfo, caótico e desorganizado. Impulsos contraditórios existem lado a lado, sem que um anule o outro, ou sem que um diminua o outro. O id é o reservatório das pulsões, da energia de toda a personalidade. Os conteúdos do id são quase todos inconscientes, eles incluem configurações mentais que nunca se tornaram conscientes, assim como o material que foi considerado inaceitável pela consciência. Um pensamento ou uma lembrança, excluído da consciência e localizado nas sombras do id, é mesmo assim capaz de influenciar a vida mental de uma pessoa. Regido pelo princípio do prazer, o id exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de conseqüências indesejáveis.


Ego - É a parte do psiquismo que está em contato com a realidade externa. O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do id. Regido pelo princípio da realidade, o ego cuida dos impulsos do id, tão logo encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos. Como a casca de uma árvore, ele protege o id mas extrai dele a energia, a fim de realizar isto. Tem a tarefa de garantir a saúde, segurança e sanidade da personalidade. O ego se esforça pelo prazer e busca evitar o desprazer. O ego é originalmente criado pelo id na tentativa de enfrentar a necessidade de reduzir a tensão e aumentar o prazer. Para fazer isto, o ego, por sua vez, tem de controlar ou regular os impulsos do id de modo que o indivíduo possa buscar soluções menos imediatas e mais realistas. O id é sensível à necessidade, enquanto que o ego responde às oportunidades.


Superego - Ele se desenvolve não a partir do id, mas a partir do ego. Atua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do ego. É o depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos constructos que constituem as inibições da personalidade. Freud descreve três funções do superego: consciência, auto-observação e formação de ideais. Enquanto consciência, o superego age tanto para restringir, proibir ou julgar a atividade consciente; mas também age inconscientemente. As restrições inconscientes são indiretas, aparecendo como compulsões ou proibições. Apenas parcialmente consciente, o superego serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.


Freud distinguiu três níveis classificatórios para a mente:

CONSCIENTE - diz respeito à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do momento;
PRÉ-CONSCIENTE - relaciona-se aos conteúdos que podem facilmente chegar à consciência;
INCONSCIENTE - refere-se ao material não disponível à consciência do indivíduo.

As motivações inconscientes estão disponíveis para a consciência, apenas de forma indireta, tais como os sonhos e atos falhos (lapsos de linguagem), onde os conteúdos inconscientes não confrontados diretamente, já que se manifestam de forma dissimulada.

Dissidindo de Freud em vários aspectos, Reich “corporificou” o inconsciente individual, identificando suas informações como uma bioenergia circulante (por ele denominada “orgone”). A negação das emoções, impulsos, desejos oriundos do Id se dá pelo impedimento da livre passagem da bioenergia por meio da musculatura corporal, quer seja pela tensão excessiva (mais facilmente identificável...), ou pela ausência desta (falta de tônus), pois em ambas as situações, é prejudicado o livre fluxo energético. Reich extrapolou, concluindo que o inconsciente individual é corporal e que a repressão do material psíquico implica em bloquear energeticamente a circulação da informação, que evolui para tensões musculares, até culminarem em somatizações cada vez mais complexas e, paralelamente, a aparência corporal é igualmente reflexo das experiências psíquicas vividas: quanto mais um componente é mantido inconsciente, maior é o grau de somatização...

Observa-se aqui, um grande paralelismo (jamais assumido...) com as teorias da Terapia Tradicional Chinesa e seus Meridianos (caminhos preferenciais da energia circulante). Analisando os Clientes, Reich e seus discípulos identificaram regiões corpóreas estatisticamente predominantes, nas quais os traumas psíquicos específicos a cada fase da vida tendem a ser sua energia-informação retida em sua circulação em direção ao inconsciente. Tal mapeamento aproxima-se e muito das zonas tradicionalmente definidas para os Chacras (centros de energia), tanto nas tradições milenares da China, quanto da Índia.

A visão de Freud e até mesmo a de Reich sobre o inconsciente focou os aspectos "negativos", como sendo um reservatório de lembranças traumáticas reprimidas e de impulsos que constituem fonte de ansiedade, por serem socialmente ou eticamente inaceitáveis para o indivíduo.

Já Jung tem uma concepção mais "otimista", onde o inconsciente forma par complementar com o consciente, num dualismo assemelhado ao do yin e yang. Para os junguianos, a porção inconsciente de nosso psiquismo é chamada de Sombra e seu par complementar é a Persona, que é a nossa máscara ou o papel social do indivíduo, isto é, o mediador que protege o sujeito em suas relações. Nesta linha teórica, o inconsciente não é apenas indivivual, sendo em sua maior parte, COLETIVO, compartilhado por todos os indivíduos.

Muitas das capacidades inconscientes se originam de nossa ancestralidade evolutiva, sendo que já nascemos com esta herança coletiva. Da mesma forma que entramos nesse mundo compartilhando com nossos pares o conhecimento/capacidade de (por exemplos...) pulsar nosso coração, de nossos glóbulos brancos defenderem nosso organismo, etc, etc, igualmente compartilhamos toda uma herança psíquica primordial inconsciente, tais como nossos impulsos e instintos (de sobrevîvência, de vida, de morte, estudos estes creditados a Freud...), além de uma imensurável sabedoria ancestral, compartilhada na forma de arquétipos e manifestos em símbolos individuais e coletivos, seja como sonhos e lendas, além de outras formas de interação.

Enquanto na abordagem freudiana, o Cliente segue seu próprio ritmo espontâneo de resgate do inconsciente, por meio de associações livres de idéias durante as consultas, na análise reichiana introduziu-se o TOQUE nas zonas musculaturas específicas (“couraças”), provocando a circulação da bio-energia e, com isso, o contato consciente com as emoções e lembranças reprimidas. Aqui, encontramos novos paralelos com as técnicas milenares de terapia pelo toque, atualmente conhecidas como Tui-ná, Shiatsu, Sei-Tai, dentr muitas outras.

Jung, por sua vez, em mais uma dissidência em relação a Freud, ampliou o conceito inicial de Inconsciente, que era tido como individual, ou seja, “separado” para cada indivíduo, introduzindo nele o adjetivo de Coletivo.

A análise dos sonhos (por sinal, mais uma TRADIÇÃO MILENAR de todos os xamãs, pajés e sacerdotes, ou seja, os ancestrais dos Terapeutas Holísticos de todas as culturas...) dos Clientes ostentavam, frequentemente, idéias e conceitos universais, expressos nas mais variadas culturas, perpetuadas em suas lendas e tradições. Tais coincidências significativas (Sincronicidades) nos levam a supor que, apesar de indivíduos, temos acesso, ainda que de modo INCONSCIENTE, a informações universais e oriundas do conhecimento COLETIVO. Na abordagem junguiana, os acontecimentos psíquicos estão em Sincronicidade com as físicos e igualmente relacionados com o Universo em seu todo. Ou seja, uma abordagem verdadeiramente HOLÍSTICA. Nem tanto por Jung em si, que era apreciador do I Ching como instrumento pessoal para o autoconhecimento, mas sim, por seus seguidores modernos, temos aqui mais uma “ponte” de união entre a Psicanálise e várias outras técnicas igualmente adotadas na Terapia Holística.

Teceremos, a seguir, um paralelo corpóreo, para melhor entendimento de alguns conceitos subjetivos das teorias psicoterápicas.

Várias ações executadas via nosso corpo nos são totalmente conscientes, como por exemplo, quando movimentamos nossos braços e mãos para pegar um objeto que desejamos, ou quando utilizamos nossas pernas para nos locomover a algum destino. Outrossim, a imensa maioria das ações corpóreas acontecem sem a participação de nossa consciência: batimentos cardíacos, circulação do sangue, reprodução celular, sistema imunológico, digestão, respiração, etc, etc, etc, que podem ser consideradas ações involuntárias e "autônomas".

De certo modo, o que ocorre em nosso mundo psíquico é semelhante: apenas uma pequena fração de nossos desejos, emoções, lembranças é que estão ao alcance imediato de nosso consciente, enquanto a maior parte das ações em nossa psique acontecem de modo involuntário, inconsciente.

Freud teve sua atenção desperta justamente analisando sintomas físicos criados a partir de ocorrências emocionais reprimidas para o inconsciente, que desapareciam ao se tornarem conscientes. Reich extrapolou, concluindo que o inconsciente individual é corporal e que a repressão do material psíquico implica em bloquear energeticamente a circulação da informação, que evolui para tensões musculares, até culminarem em somatizações cada vez mais complexas e, paralelamente, a aparência corporal é igualmente reflexo das experiências psíquicas vividas: quanto mais um componente é mantido consciente, maior é o grau de somatização... Para Jung, a porção inconsciente de nosso psiquismo é chamada de Sombra e seu par complementar é a Persona,que é a nossa máscara ou o papel social do indivíduo, isto é, o mediador que protege o sujeito em suas relações.


Muitas das capacidades inconscientes se originam de nossa ancestralidade evolutiva, sendo que já nascemos com esta herança coletiva. Da mesma forma que entramos nesse mundo compartilhando com nossos pares o conhecimento/capacidade de (por exemplos...) pulsar nosso coração, de nossos glóbulos brancos defenderem nosso organismo, etc, etc, igualmente compartilhamos toda uma herança psíquica primordial inconsciente, tais como nossos impulsos e instintos (de sobrevîvência, de vida, de morte, estudos estes creditados a Freud...), além de uma imensurável sabedoria ancestral, compartilhada na forma de arquétipos e manifestos em símbolos individuais e coletivos, seja como sonhos e lendas, além de outras formas de interação.


Algumas ações corpóreas são fruto de aprendizado individual e consciente, como por exemplos, dirigir um veículo, cozinhar, etc, etc. Ainda assim, a maioria de nós já observou que tais atos podem ser relegados ao inconsciente, ainda que momentaneamente: quantos já se surpreenderam ao constatar que dirigiram kilômetros ou prepararam refeições em "piloto automático", em momentos onde o consciente se dedicou a outro acontecimento e/ou pensamentos ?... O mesmo pode ocorrer em nosso mundo psíquico: uma emoção, sentimento, lembrança, a princípio, consciente, pode ser relegados a um "segundo plano", ao inconsciente, enquanto nossa atenção é mantida em outra pauta... Muitas vezes, isso decorre de uma DEFESA "automática". Ainda na didática de traçarmos um paralelo com recursos corpóreos, da mesma forma que possuímos um "sistema imunológico" que atua alheio à nossa percepção consciente, nos defendendo do que considerar nocivo, igualmente possuímos SISTEMAS DE DEFESA psíquica que, de forma inconsciente, agem "protegendo" nosso consciente daquilo em que ele, em tese, não está apto a lidar. Claro, à primeira vista, parece e é algo bom; porém, tudo que é a menos, ou em demasia, sai do ponto de equilíbrio e passa a surtir efeito contrário: o esforço energético/corpóreo/psíquico de "forçar" informações a permanecerem inconscientes é demasiado, resultando tanto em efeitos subjetivos, como insatisfação, ansiedade, infelicidade, etc, até mesmo, sintomas físicos dos mais simples até os mais graves.

Na literatura, estes recursos costumam ser traduzidos como "mecanismos" de defesa, contudo, perante a visão holística e em pleno século 21, a expressão mais adequada é SISTEMAS de Defesa, ampliando a conotação reducionista original (já "saiu de moda" aplicar termos destinados a descrever máquinas para tentar explicar seres vivos...).

Destacaremos, a seguir, alguns desses recursos, com uma breve descrição, com a ajuda da famosa fábula "A Raposa E As Uvas". Apesar de crer que é impossível alguém desconhecer essa história clássica, eis um resumo: a raposa avista belas uvas e faz todas as tentativas possíveis para conseguir pegá-las, porém, sem sucesso; termina a história dizendo para si que, na verdade, nem mesmo as queria; afinal, elas ainda estão "verdes"...

1) Repressão: Esta defesa consiste em relegar ao inconsciente um evento, idéia, sentimentos ou percepções potencialmente provocadores de ansiedade; contudo, o elemento reprimido ainda é parte da psique, o que requer um constante consumo de energia já que o reprimido faz tentativas constantes para encontrar uma saída. Sintomas físicos e psíquicos dos mais variados podem ter origem neste esforço de reprimir. A repressão é o "esquecimento" inconsciente de fatores psíquicos relevantes, são incompatíveis com a auto-imagem que possuímos.

A Raposa diz para si: "_ Uvas ? Que uvas ? Nem sei o que é isso, não faço idéia do gosto que tem e nunca me passou pela cabeça comer uma".

2) Negação: É, talvez, o Sistema de Defesa mais simplório, de negar para si mesmo, fatos acontecidos, recusando a aceitar a existência de uma situação penosa demais para ser tolerada, comumente a substituindo o que lhe contraria por versões fantasiosas e idealizadas. Atentem à diferenciação: na Repressão, o fator psíquico incômodo é "esquecido", "apagado da consciência", como se nunca tivesse existido; já com a Negação, ele é SUBSTITUÍDO por uma "nova versão" dos fatos...

A Raposa diz para si: "_ EU é que não quero essas uvas ainda verdes...".

3) Racionalização: É o processo no qual nos auto-justificamos "racionalmente" para uma atitude, ação, idéia ou sentimento que vivenciamos. Diferenciado-se das "fantasias" criadas pela Negação que MODIFICAM o que de fato ocorre, a Racionalização lida com o "fato real", porém, elabora “explicações”, “boas razões”, para "justificar" a ocorrência, evitando lidar com a frustração e a culpa.

A Raposa diz para si: "_ Claro que é certo e que posso pegar essas uvas e comer... O fazendeiro tem tantas e nem liga para elas; estou até fazendo um favor, pois se eu não tirar um pouco e levar embora, elas vão acabar apodrecendo no pé e trazendo um monte de insetos que vão estragar todas as plantações da região".

4) Formação Reativa: Este Sistema de Defesa substitui o que de fato se deseja ou sente justamente pelo que lhe é oposto, invertendo inconscientemente aquilo que realmente quer... Como os outros sistemas de defesa, as formações reativas são desenvolvidas, inicialmente, na infância, onde ocorre forte repressão aos impulsos, geralmente acompanhada por uma cobrança social de fazer justamente o oposto do que desejava.

A Raposa diz para si: "_ Vou montar guarda diante destas uvas, pois tem muita gente querendo roubá-las do fazendeiro e é meu dever não permitir que isso aconteça".

5) Projeção: Nesta forma de auto-defesa, desloca-se aspectos de nossa personalidade, sentimentos, emoções, para o meio "exterior", como se não fôssemos nós, mas sim, "outra" pessoa, animal ou objeto quem possuísse essas características. Para evitar-se de enxergar e repreender em nós mesmos certos pensamentos, impulsos e desejos, passamos a "projetá-los" em terceiros, direcionando também nossa desaprovação para estes.

A Raposa diz para si: "_ Aquele coelho não tira os olhos famintos dessas uvas; certamente está morrendo de desejo de roubá-las e comer tudo... Que coisa mais deplorável...".

6) Isolamento: É uma defesa onde as emoções perturbadoras relacionadas a um fato são "separadas" da lembrança em si, fazendo com que a pessoa se refira ao acontecimento traumático sem nenhuma emoção sobre o tema.

A Raposa diz para si: "_ Eu queria as uvas... Tentei, não consegui... Tudo bem... Essas coisas acontecem...".

7) Regressão: Nesta defesa, é como "voltar a ser criança", lidando de forma "infantil" com a ocorrência, utilizando algum artifício para "fugir" de lidar com a situação, procurando distrair-se com algo lúdico...

A Raposa diz para si: "_ Êta, uvas difíceis ! Melhor é eu assistir um filme, relaxar, comer uma pipoquinha...".

8) Sublimação: É o Sistema de Defesa mais bem aceito socialmente... Tal qual os demais que descrevemos, o processo ocorre de forma inconsciente, sendo que transmuta-se um impulso originalmente inaceitável para nossa consciência, canalisando essa "energia" em uma ação socialmente produtiva e bem recebida...

A Raposa diz para si: "_ Uvas... Que boa idéia ! Farei uma grande plantação e a colocarei à disposição de todos os transeuntes, que podem ficar à vontade em saciar sua fome, comendo quantas desejarem...".

Um dos Sistema de Defesa, a Projeção, quando ocorre no ambiente de consultório, ganha outra nomenclatura: TRANSFERÊNCIA, que é a vivência de fortes sentimentos do Cliente deslocados para o profissional, no relacionamento terapêutico e, numa direção paralela, temos os sentimentos despertados no profissional pelo Cliente, que Freud denominou CONTRA-TRANSFERÊNCIA.

São elementos reprimidos, muitas vezes, infantis, que ganham nova expressão no espaço emocional, criado pelo encontro "profissional - cliente", sem que estes tenham plena consciência do fenômeno em questão.

Um exemplo: imagine uma Cliente "falando mal" de sua mãe e a Terapeuta Holística que atende, sendo mãe e tendo uma filha com o mesmo discurso... Capaz até de "tomar as dores" da mãe dela !...

Certamente, ocorrerá transferência e contra-transferência, e é responsabilidade do PROFISSIONAL estar atento a estas questões e evitar que as mesmas atrapalhem o processo terapêutico. Na verdade, se bem trabalhada a transferência pode até facilitar o desenrolar do atendimento.

Observem que há tanto a transferência "positiva" (amor, carinho...), quanto "negativa" (ódio, raiva...) e faz parte do processo. Cabe ao profissional ter consciência disso e perceber, por exemplo, que um(a) cliente apaixonado(a) por quem lhe atende é tão somente uma transferência e não um sentimento duradouro; o mesmo se dá na fase do cliente "odiar" seu analista...

Todos os profissionais, em especial os de consultórios, estão sujeitos à CONTRA-TRANSFERÊNCIA, cujo único "antídoto" é perceber que este fenômento existe e ficarmos sempre atentos, além de, é claro, usufruir de SUPERVISÃO, pois com o acompanhamento de alguém "de fora", é possível detectar com maior facilidade a ocorrência do fenômeno...

Todas as correntes psicoterápicas destacam a importância de que o analista igualmente passe por psicoterapia e supervisão. Essa é a melhor forma de evitar que o Cliente fique à mercê da contra-transferência, pois, passando por análise e se AUTOCONHECENDO, o profissional terá mais capacidade de detectar as ocorrências desta projeções, as quais, por sinal, são bem mais facilmente percebidas por alguém "de fora", ou seja, um supervisor.


Detectar e perceber nossos próprios sistemas de defesa em ação nos torna ainda mais aptos a perceber o mesmo em nossos Clientes. Quanto mais profundamente desvendarmos nosso próprio inconsciente, maior será a nossa capacidade de despertar o mesmo nas pessoas que atendemos. Conhecendo e aceitando nossa SOMBRA, mais facilmente contataremos a de nossos Clientes, nos tornando profissionais melhores e menos sujeitos ao erro...

Certamente, ocorrerá transferência e contra-transferência, e é responsabilidade do PROFISSIONAL estar atento a estas questões e evitar que as mesmas atrapalhem o processo terapêutico. Na verdade, se bem trabalhada a transferência pode até facilitar o desenrolar do atendimento.

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http://holopedia.com.br/index.php?action=artikel&cat=2&id=230&artlang=pt-br Mon, 20 Jul 2009 19:24:00 GMT
<![CDATA[Geoterapia, Fitoterapia, Radiestesia, Radiônica E O Equilíbrio Energético À Distância]]>

Geoterapia, Fitoterapia, Radiestesia, Radiônica E O Equilíbrio Energético À Distância

 

Nilma Glória Braga Siqueira - Terapeuta Holística - CRT 30758 

SINTE – SINDICATO DOS TERAPEUTAS – Holística 2009

 

Dedico a todos que não se cansam de dedicarem-se energeticamente à procura de novos caminhos de harmonização integral.

 

AGRADECIMENTOS

 

               A Deus, pela vida. 

              Ao SINTE, por dar oportunidades novas a novas manifestações de idéias aplicadas, e a todos que, com suas energias vibráteis comprovaram estas idéias aplicadas com simplicidade.

 

“Deve-se ter sempre em mente que no universo manifesto tudo é energia em circulação, sendo que todo pensamento constitui a expressão de algum aspecto desta energia”.

                           (BAILEY)

                            

SUMÁRIO

 

1- Introdução                                                                                                                                                          

2- Material e Metodologia                                                                                                                             

              2.1- Material empregado                                                                                                                

              2.2- Métodos realizados                                                                                                                

3- Radiações                                                                                                                                                          

              3.1- Radiações Físicas                                                                                                                

              3.2- Radiações Mentais                                                                                                                

              3.3- Ondas Radiestésicas                                                                                                               

              3.4- Radiações Tele – Terapêuticas na atmosfera                                                        

              3.5- Inconsciente                                                                                                                              

4- Relação dos sete principais Chakras Espinais com a Geoterapia                            

5- Valor da Geoterapia e suas aplicações                                                                                    

              5.1- Algumas normas para o uso da argila como cataplasma                            

              5.2- Efeitos obtidos com o uso da argila                                                                                    

6- Casos exemplares                                                                                                                              

7- Resultados                                                                                                                                            

8- Discussão                                                                                                                                                          

9- Conclusão                                                                                                                                                          

10- Referências Bibliográficas                                                                                                               

 

 

RESUMO

 

A experiência aplicada por vários meses em atendimento a clientes à distância levou-me a escrever este trabalho que consiste em usar a Radiestesia (com o pêndulo, dual-rood, auramitter), a Radiônica com os gráficos, a Geoterapia com a argila pura e mais os chás, nos quais se dissolve a argila, pra com este conjunto se tentar a harmonização da pessoa como um todo, incluída no Universo, com êxito testado e aprovado pelos que passaram por ela.

 

1- INTRODUÇÃO

 

              Estamos todos envolvidos em um mar de idéias. Idéias claras e outras não tão claras. Idéias possíveis e outras menos possíveis. Há interpretações para quase tudo, mas agora é a hora de não só interpretar o mundo, mas transformá-lo, partir para a ação possível, a única eficaz porque aplicada na realidade. É como uma semente que, se plantada, cresce e dá frutos, e se não plantada, é só uma semente que não teve oportunidade de mostrar a vida que guarda. E neste estudo, as idéias são sementes plantadas que expandem a força vital, tornando-se mais vivas e mais vida.

              Estamos todos nos beneficiando das experiências das gerações anteriores. O universo continua a se expandir em contínua vibração. A lei da atração fala que coisas e vibrações semelhantes se atraem, portanto, tudo o que existe na realidade física existe por causa de um pedido direcionado, a partir desta realidade. Daí a importância de todos aqueles que nos antecederam e que pediram. Pediram respostas para perguntas, soluções para problemas, melhorias para situações e a realização de desejos.

              Viver a diversidade e os contrastes, definir a preferência e direcionar o desejo - é isso que produz a Energia Criativa do Universo e faz toda a vida evoluir.

              Nesse trabalho é usada a Radiestesia que através do pêndulo contatando o inconsciente através das ondas eletromagnéticas e decodificando-as para saber das individualidades pessoais e desequilíbrios, mais o uso da Geoterapia que é um poderoso instrumento de harmonização, otimizada pela ação das energias dos princípios ativos existentes nas plantas direcionadas para os desbloqueios de meridianos, juntamente com a Radiônica, que expande em grande intensidade as energias vibratórias, há um excelente resultado na harmonização pessoal aqui, do cliente à distância.

              Harmonização pessoal é alinhar-se com seu SER ESSENCIAL, que tem um poder de transmitir-lhe clareza, vitalidade, entusiasmo, bem-estar físico, abundancia em todas as coisas que considera boas e uma exuberante alegria. Este é o estado natural do ser que realmente é.

 

2- MATERIAL E METODOLOGIA

 

2.1- Material empregado:

  • Ficha do cliente, fornecida pelo SINTE com os pontos de alarme e meridianos desenhados;
  • Pêndulo neutro, dual-rood, auramiter;
  • Gráficos de Radiônica;
  • Argila;
  • Folhas desidratadas para chás fitoterápicos

 

2.2- Métodos realizados:

              Atendimento à distância usando as fichas dos clientes.

              O procedimento adotado para o atendimento à distância é o seguinte: em primeiro lugar, há o contato do cliente conosco, via telefone ou e-mail solicitando ser atendido à distância, porque está impossibilitado de vir presencialmente por vários motivos: ou mora muito longe, em outra cidade, ou país, acamado, ou outros motivos. Fornece seu nome, data de nascimento e endereço, tudo isto passado para a Ficha do cliente com o desenho do corpo, os pontos de alarme e meridianos desenhados.

              Passa-se ao estudo do cliente individualmente:

  • Qual a cor de viração da aura da personalidade?
  • A qual Movimento Chinês pertence?

Anota-se estas informações. Continua-se a análise com o pêndulo. Quais os meridianos bloqueados?

Providência: desbloqueio com o grafite.

  • Quais os chakras bloqueados e glândulas desequilibrada? Quais os estados emocionais mais tensos? Aqui é que entra a nossa tarefa para maximizar os resultados. Qual a planta que vai ajudar a otimizar esta maximização?

Escolhida com o pêndulo esta planta. Faço um chá mínimo numa xícara com ela e depois de esfriado, coloca-se nele a terra pura, a argila e mistura-se com um palito novo (pau de picolé comprado na papelaria, que serve para trabalhos de criança de pré-escolar). Feito este barro, é colocado na ficha do cliente no local onde está mais bloqueado e deixado lá. Molha-se este barro durante aquele dia por três vezes e no outro dia o mesmo é jogado fora e substituído por outro novo e molhado mais três vezes. Assim, por, no mínimo, sete dias, podendo ser mais e quando se molha este barro, vai-se emitindo bons pensamentos de harmonização para aquele cliente que está sendo tratado. A energia atravessa todas as distâncias e faz efeito lá onde o cliente está e dentro de poucos dias ele terá melhorado tanto física como emocionalmente e estará equilibrado, sem nem saber como.

É preciso que o cliente participe deste processo, colocando-se na posição de receptor que quer ser trabalhado e que acredita na emissão e recepção de boas vibrações e radiações para ele.

 

3- RADIAÇÕES

 

              A física atômica - molecular - nuclear nos prova que de cada corpo emana radiações, cujas ondas são tanto mais curtas, quanto maior for a sua temperatura.

              A Radiestesia se ocupa essencialmente da captação das emanações dos corpos. Vejamos algumas espécies de radiações:

 

3.1 - RADIAÇÕES FÍSICAS:

 

              No mundo atômico foi descoberta uma variedade abundante de irradiações pelo fato de os átomos se comporem de elétrons, prótons, nêutrons e outras partículas que sofrem contínuos deslocamentos e combinações com elementos e partículas de outros átomos.             

              Há uma contínua intercombinação química, todos esses fenômenos físico-químicos provocam radiações e vibrações que denominamos físicas ou eletromagnéticas.

 

3.2 - RADIAÇÕES MENTAIS:

 

              Toda atividade mental emite radiações com as mais variadas ondas, já comprovadas pela Medicina através do eletroencefalograma. Por isso, a morte clínica não é aceita quando for comprovada a ausência de qualquer radiação mental.

              Outra comprovação das ondas mentais são as emanações neuroenergéticas da nossa mente que provocam a variada fenomenologia psicocinética, já largamente comprovada pela PARAPSICOLOGIA.

              O nosso sistema nervoso é sempre estimulado pela mais variada gama de radiações que estão perto de nós e pelos nervos aferentes são conduzidas ao cérebro. Essas ondas geralmente passam despercebidas, mas no momento em que a nossa mente se coloca em sintonia com elas, o nosso cérebro, através dos nervos aferentes, pode transferir essas captações ao pêndulo ou à varinha, imprimindo-lhes variados movimentos que transistorizam as mensagens do inconsciente para o nível consciente.

              Desta forma, podemos conhecer realidades que, de outro modo, seriam difíceis ou até impossíveis de serem conhecidas, como sejam a existência da água, minerais, tesouros escondidos no subsolo, objetos perdidos, desequilíbrios energéticos, etc.

              O bom radiestesista nunca se cansa de estudar as radiações.

 

3.3 - ONDAS RADIESTÉSICAS:

 

              Se todos os corpos emitem radiações, existem inúmeras radiações que se interligam, mas só captamos as que nos interessam. Por isso, quando vamos estudar alguém, escrevemos o nome e a data de nascimento daquela pessoa para individualizar o tratamento e nosso inconsciente possa captar através das ondas, as radiações que aquela pessoa emite e assim decodificá-la. Chamo este estudo de DSN - “Decodificar Subconsciente Naturalmente”, cujo método está incluído no todo do nosso tratamento que é denominado TDNH - Terapia Despertar Notável Holístico, que é o descobrimento dentro de si mesmo de um novo modo de ver os acontecimentos para alcançar o plano harmonioso de bem-estar.

              Os seres emitem radiações e os animais já sabiam e usavam isso desde sempre, por exemplo, a abelha tem um sistema nervoso organizado para vibrar a uma frequência determinada e sentir as flores melíferas a uma grande distância e captar as radiações características da colméia materna.

Já foi demonstrado que as flores melíferas têm exatamente a mesma frequência vibratória da abelha. Os animais só sintonizam nas ondas que lhes são necessárias para conservar e propagar a sua espécie.

              A pessoa humana sintoniza a onda que lhe aprouver; para isso, ela “fecha” seu cérebro outras ondas que não lhe interessam e capta as ondas que precisa no momento.

              Um bom procedimento é esfregar as mãos estabelecendo um curto circuito desimpregnando-se das radiações estranhas e, em seguida, usando a Ficha de Cliente com as informações da pessoa, sintonizar com as radiações dela para o teste a ser estudado.

 

3.4 - RADIAÇÕES TELE-TERAPÊUTICAS NA ATMOSFERA:

 

              Disse Aristóteles que o mínimo movimento de um dado repercute até o fim do mundo. É sabido que todo corpo emite radiações que se espalham na atmosfera. Essas radiações, partindo de uma pessoa humana, podem ser portadoras de uma mensagem que se realiza em alguém, a que esteja afetivamente ligado, mesmo estando longe.

              No livro Noções Práticas de Radiestesia, do Pe. Bordeaux (TASLEY, 2005), é narrado que Mme Barret equilibrava muitas pessoas só colocando a mão em direção delas. Também é relatado o fato de um terapeuta ter grande êxito de harmonizar pessoas passando a mão sobre a fotografia. Perguntavam-lhe se tinha sempre êxito, ele respondia que não e não sabia dizer porque, pensamos que era porque alguns estavam mais receptivos ou não.

              É falado também que outro terapeuta recebeu uma carta com alguns cachos de cabelos de sua cliente, cuja febre não a largava e após colocar umas ervas sobre seus cabelos, a cliente lá longe se restabeleceu.

              Estes fatos, em Radiestesia, são chamados de ONDAS EQUILIBRADORAS DA ENERGIA.             

              Conclui-se daí que: a extensão das ondas existe a distâncias incomensuráveis; a possibilidade de dirigir livremente as próprias ondas e as ondas de uma planta para uma determinada meta, supondo sempre um ato de vontade.

 

3.5 - INCONSCIENTE:

 

              O inconsciente ocupa uma posição de primeiro plano na produção dos fenômenos radiestésicos. Quando o radiestesista opera, está em estado de vigília, e em plena posse de todas as suas faculdades conscientes. Ele se concentra voluntariamente sobre o objeto de sua pesquisa, esperando a resposta pelos movimentos do pêndulo.

              O Radiestesista, ao iniciar sua pesquisa, precisa fixar sua atenção num objetivo bem definido. Isto estimula o inconsciente em suas faculdades perceptivas e seletivas. As interrogações claras e diretas vão determinar respostas certas.

              Psicologicamente, é impossível compreender o inconsciente, pois ele contém, simplesmente, todos os caracteres da vida psíquica. Por isso, o seu papel é extremamente importante e condiciona uma grande parte de nossa atividade consciente, tanto mais que ele está sempre desperto, não conhecendo nem cansaço nem erro.

              Nas pesquisas radiestésicas, as faculdades de percepção e de seleção permitem ao inconsciente perceber diretamente a resposta certa e externá-la com os movimentos do pêndulo.

              O inconsciente efetua de uma maneira automática, em relação às coisas inacessíveis aos nossos sentidos, a operação de discernir, reconhecer e identificar as manifestações exteriores das coisas.

              Fora dos estímulos físicos, sociais e vitais somos dirigidos por causas interiores, sejam fisiológicas, sejam psicológicas. Essas causas, ao aparecerem na consciência, prendem a atenção, mas na maioria das vezes, permanecem desconhecidas, agem do fundo do inconsciente e determinam atos independentes da inteligência.

              A atividade do inconsciente não produz cansaço, pelo contrário, descansa, relaxa. O radiestesista deve exprimir o seu desejo com calma, serenidade e convicção, pensando somente no objeto da pesquisa. Cumpre proceder sem pressa, sem ardor e esperar o tempo necessário para a reação do inconsciente. Se essa reação não vier, deverá ser atribuído seja a uma expressão inadequada do desejo, seja a uma impossibilidade de uma resposta positiva.

              As pesquisas radiestésicas são, em geral, simples. Quando a resposta não vem rapidamente é porque a questão é muito complexa e o inconsciente precisa de tempo para dar a solução.

              O pesquisador, se abandonar a pesquisa por um tempo, pode ser surpreendido com a resposta em determinado momento sob a forma de um insight, um lampejo de solução favorável e completa.

              O trabalho do inconsciente não resulta de um princípio misterioso, vindo das profundezas do infinito. É uma espécie de gestação lenta dos elementos introduzidos em nós pelo estudo, e um certo trabalho preparatório de reflexão consciente. O resultado dessa gestação não é sempre uma solução completa, toda acabada, mas inspirações, intuições, sugestões que facilitam um trabalho consciente complementar a essa solução. Um dos segredos básicos para obter uma resposta certa do inconsciente é saber formular as suas interrogações mentais.

              O campo vital é o corpo sutil, corpo etérico, de energia, que envolve o corpo físico e é condutor das forças que, através dos chakras, estimulam o funcionamento da forma física.

              Portanto, a função primordial do campo vital ou corpo sutil, é de conduzir a energia para o corpo físico e vitalizá-lo, integrando-o ao campo vital da terra e do sistema solar. No plano etérico, todas as distinções desaparecem, porém, a individualidade permanece. Bailey afirma: “O corpo etérico reage normalmente, como é de seu desígnio, a todos os estímulos oriundos dos veículos mais sutis. Ele é essencialmente um transmissor e não um gerador... o compensador de todas as forças que chegam ao corpo físico (denso).”

              Eugene Cosgrove, em seu livro Letters to a Disciple fala sobre a questão da importância prática do corpo etérico.

              O corpo etérico ou sutil tem uma influência muito grande sobre o corpo físico e esta influência é exercida através dos núcleos ou chackras que se localizam, os principais, ao longo do canal espiral etérico.

  • Cada núcleo ou vórtice de vitalidade ou chakra possui o seu correspondente no corpo físico denso.

O importante é que os núcleos físicos ou órgãos localizados são efeitos da ação vibratória dos núcleos etéricos. Estes, por sua vez, são efeitos dos núcleos correspondentes nos níveis emocionais.

  • Em nossa fisiologia existem sete núcleos - três primários e quatro secundários. Eles não somente possuem as suas correspondências no organismo físico, como também no sistema planetário e nos organismos do sistema solar.
  • Os três principais núcleos são: a cabeça, a testa e o coração. Os quatro secundários são: o plexo solar, laríngeo, umbilical e a base da espinha.

Cosgrove efetua esta divisão dos núcleos em primários e secundários, baseando-se nos três aspectos da energia encontrados na alma. Os núcleos da cabeça relacionados com o princípio da vontade, os da testa, com a Inteligência Ativa, e os do coração, com o Amor-Conhecimento. Os demais são um pouco menos importantes para a evolução.

Existem além destes sete mais 21 chackras menores, distintos e inúmeros núcleos de energia menores no mecanismo humano. O núcleo umbilical, de categoria própria, recebe a energia fluida do sol e distribui aos outros núcleos e ao corpo etérico.

Alice Bailey amplia a explanação de Cosgrove quanto à importância do corpo etérico, dizendo: “São os núcleos que mantêm o corpo coeso e fazem dele uma totalidade coerente, vitalizada e ativa... uma pessoa pode estar desarmonizada e indisposta, ou forte e saudável, de acordo com o estado dos núcleos e de seus precipitados, as glândulas”.

              O tratamento radiônico é feito pela detecção de onde se encontra a energia estagnada para colocá-la em ação e assim revitalizar os núcleos, que são os chakras e, em consequência, harmonizar as glândulas para que a pessoa se sinta bem.

              Este sentir-se bem só é duradouro, se a pessoa que recebe o tratamento amplia a sua consciência através da modificação do seu comportamento e de suas ações.

              Tenho convicção de que, se prestarmos um pouco mais de atenção aos núcleos de força que geram e governam as glândulas, melhoraremos como praticantes de Radiônica, porque teremos melhores resultados.

              Os aparelhos de Radiônica são emissores de certos tipos de ondas que permitem, por um fenômeno de harmonia vibratória próxima da Radiestesia, harmonizar as ondas pessoais do pesquisado com a desta ou daquela pessoa. Realizado esse acordo de simpatia, é então possível procurar quais são as freqüências que estão perturbadas no cliente. O Dr. Abrams, no início do século XX, constatou que se um órgão estava com problemas emitia um som diferente, uma vibração diferente. Usava o método de consulta à distância, colocando uma gota de sangue do cliente num mata-borrão (papel especial, tipo absorvente) para estudá-lo através das radiações pessoais daquele.

 

4- RELAÇÃO DOS SETE PRINCIPAIS CHAKRAS ESPINAIS COM A GEOTERAPIA:

 

1 - CORONÁRIO:   Cor: Violeta.

Glândula relacionada: Pineal.

                               Área de influência: Parte superior do cérebro; olho direito.

                                             Atributos: Equilíbrio espiritual.

                                          Positivo: Iluminação.

                                             Negativo: Arrogância, orgulho, fanatismo, fuga para a fantasia.

                                             Onde colocar o barro (argila com chá): Altura do ponto de alarme do estômago.

 

2- FRONTAL:              Cor: Anil.

Glândula relacionada: Pituitária.

Área de influência: Parte inferior do cérebro; nariz; seios; sistema nervoso.

                                             Atributos: Intuição.

                                          Positivo: Tolerância, forte intuição, união familiar, justiça.

                                             Negativo: Paralisia mental, cinismo, austeridade, inconveniência.

                                             Onde colocar o barro (argila com chá): Altura do ponto de alarme

da vesícula biliar.

 

3- LARÍNGEO:              Cor: Azul.

Glândula relacionada: Tireóide.

                                          Área de influência: Olho esquerdo; ouvidos.

                                             Atributos: Essência espiritual do cosmo.

                                          Positivo: Alegria, versatilidade, espiritualidade, paranormalidade.

Negativo: Preguiça, inércia, Fraqueza, Auto-indulgência.

                                             Onde colocar o barro (argila com chá): Altura do ponto de alarme

do pulmão.

 

4- CARDÍACO:       Cor: Verde ou rosa.

Glândula relacionada: Timo.

                                          Área de influência: Coração, sangue, sistema circulatório.

                                             Atributos: Força vital da terra.

                                          Positivo: Determinação, paciência, equilíbrio, confiança.

                                             Negativo: Visão estreita, desejo de segurança, ciúme, inveja.

                                             Onde colocar o barro (argila com chá): Altura do ponto de alarme

do coração.

 

5-PLEXO-SOLAR: Cor: Amarelo.

Glândulas relacionadas: Baço, pâncreas.

Área de influência: Estômago , fígado, vesícula biliar.

                                             Atributos: Intelecto.

                                          Positivo: Mente sutil, sensibilidade, comunicação, criatividade.

                                             Negativo: Inconstância, compulsão, superficialidade, egoísmo.

                                             Onde colocar o barro (argila com chá): Altura do ponto de alarme

do baço, pâncreas.

 

6- ESPLÊNICO:      Cor: Alaranjado.

Glândula relacionada: Gônadas.

                                          Área de influência: Aparelho reprodutivo.

                                             Atributos: Equilíbrio físico, mental.

                                          Positivo: Tolerância, compreensão, organização, liderança.

                                             Negativo: Pressa, teimosia, crítica, indecisão

                                             Onde colocar o barro (argila com chá): Altura do ponto de alarme

da bexiga.

 

7- BÁSICO:                            Cor: Vermelho.

Glândula relacionada: Supra-renal.

Área de influência: Coluna espinal, rins.

Atributos: Energia física, vida

                                          Positivo: Alegria, extroversão, paixão, coragem

                                             Negativo: Cólera, tensão nervosa, agressividade,

possessividade.

                                             Onde colocar o barro (argila com chá): Altura do ponto de alarme

dos rins.

 

5- VALOR DA GEOTERAPIA E SUAS APLICAÇÕES

 

              Geo = origem, terra. A terra tem um poder de restauração muito grande. Nós a herdamos de graça e, muitas vezes, quase não a utilizamos. Dela vêm nossos alimentos.

              O homem moderno não usa a terra, perdeu o contato físico com ela. Só usa calçado de borracha e outros que o isolam da mãe-terra, deixando de usufruir os benefícios advindos da proximidade com ela, como descarregar energias negativas e puxar energias positivas só com o caminhar descalço sobre a terra. Vive-se poluindo a terra por toda parte e não se usa-a para a harmonia pessoal.

              Os índios utilizam muito a terra como processo harmonizador. Quando são picados por uma cobra venenosa ou ferroados por uma abelha ou vespa, põem terra úmida ou barro sobre o ferimento e o que acontece: sai o veneno, não incha e a dor é eliminada em poucos instantes. Para acabar com a febre, o índio também costuma enterrar-se por algum tempo e depois tomar um banho frio. Basta isso para que a febre desapareça.

              A terra, como diz M. Lezaeta Acharan, “refresca, desinflama, descongestiona, purifica, cicatriza, absorve e acalma, é um laboratório de vida e jamais nos prejudicará a terra pura”.

              São inúmeros os desequilíbrios energéticos capazes de se harmonizarem com o uso da argila, barro, em aplicações exteriores e no corpo, e de acordo com as radiações detectadas pelo pêndulo com a análise do cliente à distância usando a Ficha do Cliente os pontos de alarme, os chakras, vamos usando com persistência as aplicações do barro que fazem verdadeiros “milagres”.

 

5.1- Algumas normas para o uso da argila como cataplasma:

 

  • Colher terra virgem, pura, não importa a cor, em profundidade (meio metro), de preferência no meio do mato ou cavar bastante buraco no barranco e tirar a terra do fundo;
  • Peneirar e desmanchar os torrões maiores; em seguida, secar esta terra ao sol e guardar em vasilha que não enferruje ou oxide, como é o caso do ferro, cobre e alumínio que não devem ser usados para guardar o produto. Pode-se usar a terra fresca colhida na hora sem secar, evidentemente;
  • Ao usar, misturar água limpa e deixar repousar um tempo até que a argila se desmanche por si;
  • Misturar bem até formar barro liguento; não usar metal para isso;
  • Usar a argila só uma vez e depois joga-se fora;
  • Perseverar, isto é, quando se começa a aplicação de argila, não se deve interromper durante, pelo menos, 10 dias;
  • Pode provocar dor; neste caso, usa-se por menos tempo - uma hora por dia;
  • A água em que se mistura a argila deve ser pura, natural e pode ser substituída em certos casos por chás de plantas, como alecrim, cavalinha e outras.

 

 

5.2- Efeitos obtidos com o uso da argila:

 

  • A terra é bactericida, isto é, mata bactérias, elimina células estragadas e forma outras novas;
  • Cicatriza inflamações internas;
  • Purifica e enriquece o sangue;
  • Fortifica os órgãos internos, desperta forças vitais, sem ser um excitante;
  • Acaba com parasitas e vermes;
  • Harmoniza a pessoa como um todo.

A argila tem poderes ainda não completamente desvendados. O notável é que ela age positivamente, mesmo sendo colocada à distância, no testemunho do cliente, como é o caso deste nosso estudo e pesquisa, aqui, na Ficha do Cliente.

 

6- CASOS EXEMPLARES

             

Nomes fictícios de clientes:

 

1º caso: M. C. feminino, 33 anos, cabeleireira. Trabalha na pastelaria, de segunda a sexta-feira, das 6 h às 16 h; de 17 h às 20 h e no sábado é cabeleireira. Há dois meses a quando estava fritando pastéis, a gordura respingou em sua mão direita, queimando-a. Iniciou-se o tratamento com argila com folha de babosa, na mão do desenho da ficha de cliente. A cliente nem precisou ir ao Pronto Socorro, porque não sentia dor e rapidamente no outro dia já não realçava nada.

 

2º caso: N. B., feminino, 42 anos, dona de casa. Vai passar o café com muita pressa e tudo vira em cima dela, queimando-lhe a perna. Iniciou-se o tratamento com aplicação da argila com babosa, no ponto de alarme do estômago. Houve melhorias imediatas e visivelmente significativas.

 

3º caso: J. F, feminino, 55 anos, aposentada. Muito angustiada e nervosa, não melhorava com nada; pensei: é bloqueio do meridiano do coração; apliquei barro na altura do chakra cardíaco e dentro de 2 dias, ela resolveu voltar a cantar no coral.

 

4º caso: M, S, masculino, 35 anos, pedreiro. Agitadíssimo, e com nariz entupido, falando sem parar. Barro na barriga, no desenho, acalmou-o e desentupiu o nariz em 2 dias.

 

5º caso: C, F, feminino, 29 anos, professora de 1º grau. Não conseguia engravidar, apesar de tratamentos com os melhores médicos da região. Coloquei barro no baixo ventre dela por 20 dias com chá de tiririca e já têm hoje 6 meses as gêmeas.

 

6º caso: P. M, feminino, 83 anos, aposenta. Caiu da escada e foi parar no Pronto Socorro; ficou toda roxa e apresentava dores por todo o corpo. Coloquei barro na ficha dela nos braços e abdômen, até os médicos ficaram admirados como ela melhorou rápido com os remédios deles, ficou até sem olheira.

 

7º caso: S, R, feminino, 14 anos, estudante. Brigou com outra adolescente rebelde e se feriu com estilete no rosto. Polícia e vários pontos. Coloquei barro à distância, nos ferimentos do rosto dela, e nem cicatriz ficou, mas mudou de cidade.

 

8º caso: L.. A, masculino, 45 anos, aposentado. Trêmulo e andar vacilante. Tratamento com os melhores médicos da região devido ao fato de possuir um excelente plano de saúde, mas sem grandes resultados, nem mais conseguia levar os alimentos à boca, sua esposa já desesperada veio até mim com um retrato dele. Eu anotei seus dados na ficha de Cliente e comecei a colocar o barro (argila com chá cipó mil homens) na altura do ponto de alarme do baço-pâncreas. No final de 30 dias, ele começou a levar os alimentos à boca, hoje com 90 dias de tratamento já apareceu na minha presença, mas o pescoço continua um pouco caído, está continuando o tratamento.

 

9° caso: M. H, feminino, 19 anos, estudante. Não queria mais estudar de maneira nenhuma, tinha parado na metade do 3° ano do Ensino Médio. Muitas sessões de Psicoterapia Holística e aplicação de argila com chá de cinco folhas, na altura do coração, já resolveu o caso com o ex-namorado, esqueceu-o, voltou a estudar e prepara-se alegre para o vestibular.

   

7- RESULTADOS

 

              Nós, Terapeutas Holísticos, em busca da harmonização total, passamos por várias fases em que dedicamos atenção especial a uma determinada técnica e eu nos últimos meses tenho tido bons resultados com a Geoterapia à distância, o que me tem levado a trabalhar neste sentido, quando necessário e ver como é bom não desanimar, porque, se a princípio nada muda, com o passar do tempo e as aplicações contínuas, muito se vai conseguindo, não somente no físico, mas também nos outros corpos sutis.

              Em um grupo de 100 clientes estudados à distância em que foi feito este tratamento, o resultado é o seguinte:

  • 90% excelente resultado;
  • 5% bom resultado;
  • 4% regular resultado;
  • 1% não quis opinar

Por esta razão, eu sinto-me matematicamente confortada para recomendar estes procedimentos, principalmente quando for bem longe na Geografia e não tiver como fazer outro procedimento presencial.

 

8- DISCUSSÃO

 

              A vida aqui no nosso planeta Terra está no auge e melhorando a cada dia. Isto porque, segundo as Leis do Universo, todas as coisas estão em eterna expansão e aperfeiçoamento.

              Esta expansão é alcançada todos os dias quando um de nós se propõe a trabalhar para oferecer amor, boa vontade, carinho e paz para o outro. Assim, dá-se a expansão. Cada um de nós é agente de expansão da alegria, do bem-estar geral.

              Neste nosso estudo sobre a Radiestesia e Geoterapia vamos como são importantíssimas as ondas vibracionais de expansão para levarem energias positivas para as pessoas equilibrando-as à distância também com a ajuda dos gráficos da Radiônica e chás de Fitoterapia.

              Talvez ainda não tenhamos consciência que nossa natureza é vibrátil, cada um de nós é um ser vibrátil vivendo um universo vibrátil. Na verdade, tudo é vibrátil. Na hora que você concentra sua atenção em alguma coisa, como uma ideia, uma recordação, uma situação que esteja observando, um sonho ou algo que esteja visualizando, você está ativando a vibração.

No momento em que o objeto de sua concentração provoca essa ativação, esse conteúdo vibrátil se torna seu ponto de atração. Sempre que você pensa de forma concentrada em alguma coisa, o conteúdo vibrátil dessa coisa se torna uma parte ativa de sua essência vibrátil - e o objeto da sua atenção começa a se aproximar de você.

              A maioria das pessoas não percebe que pensar sobre alguma coisa equivale a chamar a essência dessa “alguma coisa” para a vida delas.

              A Radiestesia usada para detectar os desequilíbrios, com o pêndulo, nos meridianos, nos faz mais objetivos quanto ao tratamento. A Radiônica com seus gráficos nos aproxima da melhor harmonização completada pela Geoterapia com chás fitoterápicos individualizados e assim desperta na pessoa em questão uma vida nova, uma melhor aspiração para desejar novas metas, trabalhar em si uma visão mais ampla de uma vida que se renova a cada dia, se expande e se fortalece.

Esse procedimento de aplicação da Geoterapia faz parte do todo da Terapia por nós trabalhada que visa a harmonização total e o nome é “Terapia Despertar Notável Holístico” – TDNH, como já foi citado neste estudo. Através de várias técnicas como Relaxamento com Cromoterapia, Sintonizar das ondas individuais, conscientização do passado, perdão, bênção e libertação das tristezas, a pessoa vai caminhando no aperfeiçoar de si mesma e em conseqüência deixa de sentir inúmeros sintomas físicos e sem estes, ela se torna mais sensível a querer trabalhar em si mesma os sintomas energéticos e tentar eliminar as tristezas e as marcas mais profundas que lhe foram impingidas pela vida e que a fazem ser como é.

È preciso mudanças. Mudanças positivas para se levar a vida com mais alegria e emitir radiações benéficas que irão beneficiar a todos que se aproximarem, contribuindo assim para o equilíbrio também do universo.

              Estudo a pessoa com o pêndulo, chego a conclusões, coloco o barro feito com o chá na Ficha de Cliente com o nome, embaixo está um gráfico de Radiônica e ainda rodo o pêndulo emitindo e mandando boas vibrações, através de boas palavras que vão ajudar a pessoa a querer melhorar. 

 

9- CONCLUSÃO

 

              Neste mundo moderno de constante correria somos levados a vibrar, muitas vezes, ao ritmo do medo. Nós não só tememos coisas e situações que são realmente perigosas, mas mesmo nos momentos de lazer, inventamos deliberadamente coisas com que nos assustarmos. Muitos dos nossos temores nada têm a ver com o perigo físico. Eles envolvem situações que afetam o nosso ajustamento a um mundo confuso ou a pessoas igualmente confusas.

              Passamos grande parte de nossa vida correndo em círculo como se estivéssemos em um teatro em chamas. Criamos e vivemos sob tensão nervosa. Somos intensamente emocionais, mesmo bem ajustados ao nosso ambiente. Nossa energia está sempre em tumulto. Por isso, precisamos sempre equilibrá-la.

              O Terapeuta Holístico usa de várias técnicas e se especializa sempre, visando este harmonizar tanto dele mesmo quanto do cliente, e, neste estudo, usamos a ARGILA na Ficha do Cliente e notamos que as radiações emanadas daí vão atuar diretamente à distância nos cinco corpos do cliente, proporcionando-lhe um maior bem-estar.

              Esta vibração da radiação conecta o cliente ao ser que realmente é, trazendo-lhe maior alegria, amor, liberdade e progresso.

              Esta conexão da pessoa com sua essência é o equilíbrio, é a manifestação de vida perfeita, é o estado de ser mais natural.

              Esse equilíbrio também é mantido por pensamentos, de vitalidade, entusiasmo, bem-estar físico, abundancia, exuberante alegria.

Pensar sobre alguma coisa equivale a chamar a essência dessa “alguma coisa” para a vida, como já dissemos anteriormente. Quando se coloca a argila sobre a Ficha de Cliente individual você está atraindo energias harmonizadoras para aquele cliente, proporcionando-lhe um equilíbrio maior e duradouro. 

 

10- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ARESI, A. Radiestesia hidromineral e medicinal. 1.ed. São Paulo: Ed Mens Sana, 1982.

BRUNING, J. A saúde brota da Natureza. 16.ed. Curitiba: Editora Universitária Champagnat, 1996.

CARDILLO, E. A energia da forma – a grande pirâmide e a antipirâmide. São Paulo: Ed Aquarius, 1982.

EDDE, G. Cores para a sua saúde – Método prático de Cromoterapia. São Paulo: Ed Pensamento, 1997.

HICKS, E.; HICKS, J. O extraordinário poder da intenção. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.

HOPCKE, R. H. Sincronicidade – ou por que nada é por acaso. 2.ed. Rio de Janeiro: Nova Era, 2001.

KLOTSCHE, C. A medicina da cor – O uso prático das cores na cura vibracional. 9.ed. São Paulo: Ed Pensamento, 2000.

MENDONÇA, E. P. O mundo precisa de Filosofia. 3.ed. Rio de Janeiro: Ed Agir, 1973.

SING, C. Cura com Yoga e Plantas Medicinais. Rio de Janeiro: Ed Freitas Bastos, 1979.

TANSLEY, D. V. Dimensões da Radiônica – Novas técnicas de cura. São Paulo: Ed Pensamento, 2005.

VIEIRA FILHO, H. O microcosmo sagrado: O segredo da flor de ouro para a saúde e autoconhecimento. São Paulo: Lumina Editorial, 1998.

 

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http://holopedia.com.br/index.php?action=artikel&cat=4&id=218&artlang=pt-br Sun, 28 Jun 2009 15:41:00 GMT